(pt) [Espanha] Já saiu a edição 51 da publicação de opinião anarquista "Siglo XXI" By A.N.A. (ca, en)

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Sábado, 2 de Novembro de 2019 - 08:16:31 CET


A causa da mudança climática é o modo de produção e crescimento capitalista, seja este 
neoliberal ou de Estado. Ser conscientes do que está em jogo supõe enfrentar-nos com uma 
realidade na qual todas estamos implicadas, umas com mais responsabilidade que outras, 
certamente. ---- A estas alturas do século XXI, o grau de destruição do equilíbrio meio 
ambiental é tão grande, que faz com que a catástrofe climática seja incontrolável, 
desconhecendo as características concretas que a definirão. Nós nem ninguém pode deter já 
o colapso que vem; isso faz com que tenhamos muitas tarefas pela frente para executar nos 
próximos anos. ---- O Estado e o Capital, enquanto isso, permanecem na expectativa, 
avaliando as possibilidades de negócio que a situação possa produzir. É mais que provável 
que atuem de duas maneiras: uma, socializando os custos de adaptação à situação, 
maximizando benefícios; e a segunda, aplicando um ecofascismo planetário. Para o Capital, 
em última instância, a crise climática não é mais que outra oportunidade de negócio.

Se o sistema de produção capitalista, em qualquer de suas apresentações, é o responsável 
último do desastre ecológico; se, igualmente, este parece incontrolável, e o Estado com 
toda probabilidade vai aplicar o ecofascismo como ferramenta de equilíbrio social, há que 
lutar desde hoje mesmo para acabar com o capitalismo e com o Estado, garantia de seu 
funcionamento. É necessária uma revolução desde baixo, em todos os níveis, que cimente 
formas alternativas de viver, longe da destruição do meio e das relações de dominação. Se 
não podemos deter o desastre ao menos podemos aproveitá-lo para levantar uma nova sociedade.

Geralmente, se afirma que eliminada a causa desaparece o problema originado pela mesma. No 
caso da crise climática, acabar com o capitalismo e o Estado não vai ser suficiente para 
garantir uma sobrevivência digna; é imprescindível preparar-nos para o pós-colapso meio 
ambiental e social que está em andamento. Como o fazemos? Gerando estruturas de 
subsistência baseadas na autossuficiência, na solidariedade e no apoio mútuo, sempre 
respeitosos com o equilíbrio dos ecossistemas. Nosso trabalho como anarquistas tem que ser 
dirigido em várias frentes; uma diretamente contra a causa do mal; outra, impulsionar a 
conscientização da maior quantidade de pessoas possível sobre a emergência na qual vamos 
viver a curto prazo, assim como da necessidade de organizar-se para que o pós-colapso seja 
o mais suportável e construtivo possível; a terceira frente iria encaminhando para 
levantar uma sociedade paralela a atual, a imagem e semelhança da que virá depois quando o 
sistema capitalista se torne poroso e se desintegre. A batalha começa agora.

A Federação Libertária de Madrid apoia as mobilizações que vão se realizar em 27 de 
setembro sob o título "Greve Mundial pelo clima".

LUTAR CONTRA O CAPITAL E O ESTADO É LUTAR PELO EQUILÍBRIO ECOLÓGICO E A VIDA PLANETÁRIA.

>> Para baixar a publicação (N° 51), clique aqui:

https://drive.google.com/file/d/1kxcYkRuRqzEeJ4eE2nSZxTXBXA02bCh5/view

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana


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