(pt) uniao anarquista UNIPA: Pelo fim do genocídio do povo negro! Preparar a autodefesa das favelas e periferias!

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Sexta-Feira, 1 de Novembro de 2019 - 07:39:03 CET


Dizia a canção de Elza Soares: "a carne mais barata do mercado é a carne negra". No 
Brasil, com certeza é uma verdade. O Estado brasileiro sempre teve partido e cor: Sempre 
foi da elite e para a elite. E essa elite, sempre foi racista. Nenhuma novidade, contudo a 
"mesmice" se repete, se aprofunda e massacra o povo trabalhador, de maioria negra. O 
Estado brasileiro é genocida, e além dos povos indígenas, o povo negro está na sua mira. 
---- Casos de assassinato e prisões ---- Após um ano de investigações, foram presos os 
assassinos de Marielle Franco: um ex-policial e um policial reformado, ambos membros da 
milícia. Porém, pouco tempo depois de completar um ano do assassinato de Marielle no 
centro do Rio de Janeiro, em 14 de Março, logo no início de Abril, duas vidas negras são 
tiradas de forma estarrecedora, só que dessa vez pelas mãos do exército brasileiro.

Em 5 de Abril o jovem Christian Felipe Santana de Almeida de apenas 19 anos era morto com 
um tiro no peito em Realaengo, já no dia 7 de abril, era fuzilado com 80 tiros o músico 
Evaldo dos Santos Rosa de 31 anos em Guadalupe. Ambos mortos pelo exército, na zona oeste 
do Rio, que passa pela intervenção militar.

Fora estes casos, muitos outros de abuso e seletividade que põem em risco a vida da 
população negra, através de uma política de encarceramento, como o emblemático caso de 
Rafael Braga, preso em 20 de junho de 2013 portanto uma garrafa de desinfetante e 
condenado em primeira instância, mesmo com o laudo na época confirmando que aquele produto 
não serviria como explosivo como alegou o Estado! Após longa batalha judicial. A defesa de 
Rafael ainda luta na justiça burguesa. Hoje ele se encontra em prisão domiciliar. Ainda é 
preciso lutar: Liberdade para Rafael Braga!

A autodefesa coletiva

Partido Panteras Negras em Legítima Defesa, organização revolucionária negra norte 
americana na década de 60 realizou autodefesa armada e ações comunitárias
Num país com uma história genocída como a nossa, não basta se "defender" isoladamente. É 
preciso se organizar e criar as condições de autodefesa coletiva do povo negro e 
trabalhador forjadas na solidariedade de classe para enfrentar esse sistema! É preciso 
frear o genocídio contra o povo negro, não só no Rio, mas em todo Brasil! Para isso, 
acreditamos que só a organização nos locais de trabalho, estudo e moradia, com os 
princípios do Sindicalismo Revolucionário, sendo a democracia de base, independência, ação 
direta e o federalismo os elementos que darão condições para enfrentar esse sistema! Por 
isso conclamamos a resistência e construção do poder popular!

Basta de racismo e genocídio!

Todo poder ao povo!

https://uniaoanarquista.wordpress.com/2019/10/28/pelo-fim-do-genocidio-do-povo-negro-preparar-a-autodefesa-das-favelas-e-periferias/


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