(pt) Coletivo Anarquista Bandeira Negra: Integrante da Coordenação Anarquista Brasileira

a-infos-pt ainfos.ca a-infos-pt ainfos.ca
Quarta-Feira, 29 de Maio de 2019 - 07:15:15 CEST


CAB | 15 de maio: povo na luta em defesa da educação e contra a reforma da previdência
Posted on 24/05/2019 by CABN ---- O avanço do neoliberalismo atrelado ao imperialismo 
norte-americano operam na América Latina uma violenta conjuntura de saque das nossas 
riquezas, devastação ambiental, retirada de direitos conquistados pela luta popular e 
extrema precarização da vida do nosso povo. No Brasil, o governo neoliberal e de 
extrema-direita de Bolsonaro protagoniza com rapidez avassaladora esse processo. E nesse 
quadro grave a educação, a ciência e a cultura estão na mira dos poderosos. ---- Um 
projeto das elites e do governo para destruir a educação ---- Não se pode esquecer, 
contudo, que esse projeto de desmonte da educação não começou ontem. Governo federal, 
estados e municípios em sucessivos governos operaram medidas que precarizam e cada dia 
mais inviabilizam cada vez mais a educação pública e de qualidade para o nosso povo. Nesse 
percurso, o conjunto de ataques que enfrentamos é enorme. Medidas como a falta de 
investimento e cortes orçamentários, fechamento de escolas, fragilização das relações de 
trabalho e perseguição aos trabalhadores da educação, reformas curriculares e projetos 
autoritários e ideológicos como o Escola sem Partido.

O Escola sem Partido esconde por trás de sua máscara um projeto ideológico que tem como 
objetivos acabar com o ensino crítico e a autonomia, censurar e perseguir educadores e 
promover o revisionismo histórico para defender a versão dos poderosos. As diretrizes da 
Reforma do Ensino Médio e da nova BNCC nos arrancam a possibilidade de ampliar repertórios 
culturais e restringem o acesso a disciplinas fundamentais para a formação de um 
pensamento crítico. Numa lógica nítida de flexibilização dos conteúdos ao mínimo para a 
formação de mão de obra barata ao mercado. O combate e difamação da discussão de gênero e 
sexualidade é a tentativa de moralização do ensino pelos interesses religiosos, negando a 
diversidade e contribuindo para a manutenção da violência sexista e homofóbica. A 
massificação do ensino à distância também vai nessa lógica, buscando atingir o máximo de 
alunos de forma barata e desqualificada, além de esvaziar o sentido do professor e da 
coletividade da sala de aula. Inclui-se aí também a ampliação do investimento nas empresas 
privadas de educação privada, a militarização de escolas educação e a aposta no ensino 
domiciliar, entre outras medidas.

O sistema federal de educação, por exemplo, sofre perdas orçamentárias através de 
contingenciamentos desde 2014, ainda durante o governo petista de Dilma Rousseff que, 
ironicamente, adotou o lema "Pátria Educadora". Michel Temer avançou com o desmonte, 
reduzindo o orçamento a partir de 2017. Com os limites impostos pela PEC 95/2016, que 
estabelece o chamado teto dos gastos e congela por 20 anos os investimentos em áreas como 
saúde, assistência social e educação, o acesso do nosso povo aos direitos mais básicos já 
está inviabilizado.

O governo Bolsonaro, que tem a educação como um de seus principais inimigos, anunciou 
recentemente o bloqueio de muitos milhões de reais do orçamento, já reduzido, da educação, 
que atingindo  do ensino básico  ao  superior. Junto com isso, vem um ataque à autonomia 
universitária, à liberdade de cátedra, à organização dos trabalhadores e trabalhadoras da 
educação e dos estudantes. Cortes de bolsas e de verbas para a pesquisa, criação de uma 
imagem do professor como "inimigo" e perseguição aos servidores públicos, ameaças de 
fechamento de cursos que "não produzem" e uma cruzada contra as ciências humanas.

O governo declarou guerra às instituições públicas de ensino, e tanta desqualificá-las com 
Fake News, outras formas de mentiras. Buscam com isso convencer a população a apoiar seu 
projeto perverso de precarizar para privatizar a educação, acabando também com os espaços 
de crítica e resistência.

Essas medidas têm continuidade no que foi feito nos governos anteriores, mas se articulam 
num projeto político ideológico de extrema-direita junto a chantagem neoliberal mais 
aprofundado

Não há dúvidas que um grande desafio desse desgoverno para se sustentar é o roubo da nossa 
aposentadoria com a aprovação da Reforma da Previdência. Não à toa, o governo tem dito com 
todas as letras e sem nenhuma vergonha na cara que o "bloqueio" do orçamento da educação 
pode ser revertido se a reforma for aprovada. A corja do andar de cima, uma elite de 
capitalistas proprietários, banqueiros, juízes, milicos e políticos quer aprofundar a 
captura do orçamento público via dívida pública e reformas, cortando na carne do povo pra 
manter essa farra.

Defender a educação e a previdência social nas ruas

Se os ataques são muitos, também é grande nossa resistência, com a juventude que resistiu 
nas ocupações, as trabalhadoras e trabalhadores que construíram tantas greves, 
manifestações, piquetes. Agora é hora de endurecer essa luta. É preciso defender creches, 
escolas e universidades públicas, pois na educação do povo não se mexe, a educação do povo 
não se vende. A educação consiste de práticas de liberdade. Nos amplia consciências, nos 
dá sentidos de coletividade e solidariedade. É contra isso que os de cima lutam.

A estudantada está na linha de frente e já aponta o caminho. Grandes mobilizações e 
assembleias estão ocorrendo por todo país. Temos também o desafio de mobilizar o 
sindicalismo, romper as velhas burocracias e fórmulas reformistas. Não é com abaixo 
assinado para deputados nem com atos burocratizados e inofensivos ao governo que se vence 
essa luta. É COM POVO NA RUA!

É o momento de romper com o desalento que não constrói alternativas a nossa exploração. A 
precarização das escolas e da carreira docente produz um sentimento de isolamento e 
enfraquecimento, incapazes de combater os ataques e cortes sentidos. Porém, cada colega 
deve ser ponto de apoio e fortalecimento para resistir, ampliando o debate e construindo 
adesão desde os locais de inserção, fortalecendo desde a base a luta popular e a mobilização.

É com punho cerrado, construindo unidade nas comunidades escolares e acadêmicas, em favor 
da Educação Pública, da produção científica e da autonomia das instituições de ensinos, 
que se cria motor para impulsionar o enfrentamento às politicas de desmantelamento da 
Educação.

Nesse 15 de Maio, as organizações da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) somam-se à 
luta das e dos estudantes e das trabalhadoras e trabalhadores da educação por todo país. 
Todo o povo na rua defendendo a educação pública e popular e defendendo a nossa 
aposentadoria. A greve da educação aponta caminho pro 14 de Junho, da GREVE GERAL contra a 
Reforma da Previdência.

POR UMA EDUCAÇÃO PÚBLICA, POPULAR E DEMOCRÁTICA!

POR UMA GREVE GERAL DESDE A BASE, EM DEFESA DA EDUCAÇÃO E CONTRA O FIM DA APOSENTADORIA!

Tagged: 15 de maio, aposentadoria, CAB, educação, greve geral, luta pela aposentadoria, 
luta pela educação, previdência, reforma da previdência
Posted in: CAB

https://www.cabn.libertar.org/cab-15-de-maio-povo-na-luta-em-defesa-da-educacao-e-contra-a-reforma-da-previdencia/


Mais informações acerca da lista A-infos-pt