(pt) uniaoan popular arquista UNIPA: Chamas da Revolta em Niterói: O Estado genocida faz mais uma vítima no morro do Preventório

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Sexta-Feira, 7 de Junho de 2019 - 07:10:16 CEST


"Acertaram um morador, falaram que era bandido, no jornal até confirmou, mas nós sabe que 
não é isso. ---- Polícia chega com medo, largando tiro a esmo acertando inocente e fica 
por isso mesmo, nunca vão pacificar, oprimindo e agredindo." ---- -Mc Orelha ---- A cidade 
de Niterói foi um berço de criação da nossa organização e devido a isso parte nossa 
militância possui vínculos com a cidade e algumas de suas comunidades, o Morro do 
Preventório é uma delas. ---- Nossa organização vem a público se solidarizar com moradores 
do Morro Preventório, que no último dia 31 de maio perdeu mais dois de seus jovens 
vitimados pelo terrorismo de Estado. Por meio desta nota viemos especialmente prestar 
nossos sentimentos aos familiares e amigos do jovem Lucas: negro, estudante, trabalhador, 
membro da comunidade evangélica e querido por todos.

Seus familiares e amigos, que além de terem que lidar com a dor dessa perda precoce e 
trágica, estão tendo que ver seu ente querido ser caluniado covardemente pela mídia 
burguesa e pelo seu assassino, o Estado, que mentem descaradamente acusando Lucas de ser 
associado ao tráfico de drogas, o que é uma farsa das mais sujas e perversas.

Na tarde da sexta-feira (31/05), PM's do 12ºBPM de Niterói invadiram a tiros a  comunidade 
do Preventório, em Charitas na zona sul de Niterói, com o pretexto de "coibir o trafico de 
drogas". A operação terrorista da Polícia Militar terminou com um ferido e duas mortes. 
Entre os mortos estava o jovem Lucas de 18 anos que foi baleado nas costas em frente à 
Escola Ciep 449 Governador Leonel Moura Brizola onde agonizou até a morte.

A indignação e a revolta tomaram conta da comunidade e escoaram para o asfalto: em 
protesto, moradores bloquearam o tráfego com madeiras, sofás e pneus; fecharam o Túnel 
Charitas-Cafubá; quatro ônibus foram incendiados e um apedrejado. As chamas atingiram a 
fiação elétrica deixando parte da região e a comunidade às escuras.

Logo o terror foi instaurado novamente na comunidade pelo Estado genocida, só que agora 
com a farda da CORE (Polícia Civil). Durante toda a noite e a madrugada, policiais 
violentaram a comunidade agredindo e ameaçando qualquer um que encontrassem pela frente e 
o único canal de defesa e denúncia que os moradores tiveram foram as redes sociais por 
onde expuseram a situação de terror da sua rotina.

Episódios como este não são novos no Rio de Janeiro, vindo aumentando desde a implantação 
das UPP's e tendem a atingir números alarmantes com a política de segurança carniceira do 
Governo Wilson Witzel (PSC). Eles travam uma política de "combate às drogas" fracassada, 
geradora de mais violência, diversificando o crime pelas milícias e dispersando 
nacionalmente o tráfico. Uma política que serve principalmente de justificativa para o 
extermínio do povo trabalhador e negro de favelas e periferias, vistos como "marginal 
padrão" e "inimigo interno" do Estado e sua polícia racistas.

A população das comunidades já não aguenta mais ver seus filhos serem assassinados 
cotidianamente pelo terrorismo do Estado.  Por isso reafirmamos que toda revolta contra o 
genocídio de nossa juventude não é somente justa como legítima e necessária! Se não há 
igualdade para os pobres, que não haja paz para o Estado e os ricos!

Abaixo o extermínio da juventude pobre e negra!

Pela organização e autodefesa popular!

https://uniaoanarquista.wordpress.com/2019/06/03/chamas-da-revolta-em-niteroi-o-estado-genocida-faz-mais-uma-vitima-no-morro-do-preventorio/


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