(pt) RESISTÊNCIA POPULAR SINDICAL - SP: Corte na educação e Reforma da Previdência: dois ataques de um mesmo projeto

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Terça-Feira, 4 de Junho de 2019 - 09:06:45 CEST


ON 30 DE MAIO DE 2019 POR POPULARRESISTENCIAEM EDUCAÇÃO, ESTUDANTIL, GREVE, MANIFESTAÇÃO 
---- Panfleto RP Sindical - Educação e Previdência ---- O governo de Bolsonaro, em seus 
quase seis meses de gestão, vem consolidando o projeto de ajuste fiscal aprofundado nos 
últimos anos, que retira direitos de trabalhadores e trabalhadoras, e acesso aos serviços 
públicos à população mais pobre, atendendo o interesse de grandes empresários e 
banqueiros. ---- No último mês, o Ministério da Educação anunciou o corte de 30% das 
verbas destinadas às Universidades Federais, porém tais medidas não se restringem ao 
Ensino Superior. Nas escolas públicas de ensino básico, o fechamento de salas de aula, 
laboratórios, bibliotecas e a falta de materiais didáticos aprofundam ainda mais o 
sucateamento na rede municipal da capital e estadual de São Paulo, assim como estudantes 
já vivenciam a substituição de refeições nutritivas pela "merenda seca" industrializada, 
rica em sódio e açúcar, como bolachas, enlatados, sucos e molhos artificiais.

A Base Nacional Comum Curricular, implementada no final do ano passado, abriu caminho para 
as privatizações, com aulas a distância e retirada de matérias do currículo das escolas 
públicas, levando milhares de profissionais da educação ao desemprego e relegando aos 
estudantes um ensino que não os capacitam para a continuidade de formação e, logo, 
cumprindo a função de uma formação precária para um mercado de trabalho isento de 
direitos, imposto pela Reforma Trabalhista. Essas mudanças beneficiarão apenas as 
instituições privadas educacionais, como Kroton educacional e instituto Ayrton Senna, que 
poderão elaborar os cursos à distância a baixo custo e, mesmo assim, recebendo altos 
valores do governo.

A Reforma da Previdência, que pretende elevar a idade e o tempo de contribuição para obter 
o direito à aposentadoria, levará a população mais pobre a trabalhar até a morte, 
considerando que a idade mínima para obter o direito passará a ser de 65 anos para homens 
e 62 para mulheres, maior do que a expectativa de vida de muitas regiões do país. A custa 
do suor dos trabalhadores e das trabalhadoras, banqueiros enriquecerão ainda mais com a 
administração do Fundo, além da fatia do PIB que será desviada para o pagamento dos juros 
da dívida pública.

Todo esse projeto se soma a Emenda Constitucional 95, que estabeleceu o teto para os 
investimentos em áreas sociais, como a educação, pelos próximos 20 anos e a Reforma 
Trabalhista. A Reforma da Previdência, se aprovada, completará o conjunto de medidas de 
total retirada de direitos históricos e levará a população pobre trabalhadora à situação 
de penúria.

Diferentemente do que está sendo anunciado pela grande mídia e governo, não são os 
privilégios dos mais ricos que estão em jogo, mas sim a dignidade da maior parte da 
população pobre, periférica, trabalhadora.

A saída para os de baixo, nesse momento, é a Greve Geral por tempo indeterminado, pela 
defesa dos direitos, contra os cortes de verbas na educação e contra a Reforma da 
Previdência, organizada por local de trabalho, estudo e moradia.

Diversas categorias em todo o país já aprovaram a paralisação para o dia 14/06, façamos 
que essa data seja um dia histórico e que impulsione a continuidade da luta até a vitória.

https://rpsindicalsp.files.wordpress.com/2019/05/prevcorta4.pdf

https://rpsindicalsp.wordpress.com/2019/05/30/corte-na-educacao-e-reforma-da-previdencia-dois-ataques-de-um-mesmo-projeto/


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