(pt) [Grécia] Nikos Romanos é solto após seis anos de prisão By A.N.A.

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Terça-Feira, 16 de Julho de 2019 - 05:39:07 CEST


O anarquista grego Nikos Romanos foi libertado nesta quinta-feira (11/07). Condenado a 18 
anos de prisão por tentativa de assalto a bancos e colocação de explosivos em casas de 
políticos, cumpriu seis anos de prisão. Saiu antecipadamente por bom comportamento e pelos 
dias de trabalho na prisão, onde acabou o ensino secundário (e passou no vestibular), o 
que contou duplamente para a redução da pena. ---- Desde a sua detenção, em 2012, que 
Romanos, hoje com 26 anos, se tornou em um dos principais símbolos do movimento anarquista 
grego, apelando à luta armada a partir da cela - isso não teve impacto na decisão de sua 
libertação. Um dos alvos das bombas de Romanos foi o antigo ministro da Defesa Yiannos 
Papantoniou, do PASOK (partido socialista).

Assassinato de Alexis Grigoropoulos

Romanos estava com o seu amigo anarquista Alexis Grigoropoulos, de 15 anos, quando este 
foi assassinado por dois policiais numa esquina do bairro Exarchia, em Atenas, em 6 de 
Dezembro de 2008. Posteriormente, o policial Epaminondas Korkoneas foi condenado a prisão 
perpétua e o seu colega, Vassilis Saraliotis, a dez anos de prisão por cumplicidade.

A morte de Grigoropoulos teve um profundo impacto na vida de Romanos, radicalizando-o 
politicamente ao ponto de optar pela luta armada contra o Estado grego. Mas a morte do 
jovem anarquista assumiu proporções nacionais.

O assassinato do jovem anarquista resultou na maior sublevação da história recente grega. 
Os protestos começaram em Atenas, mas propagaram-se em poucos dias a todo o país, acabando 
por se transformar em uma revolta generalizada. Milhares de jovens saíram às ruas de todo 
o país contra a violência policial e o Estado, e por lá permaneceram durante semanas, 
atirando coquetéis molotov, queimando lixeiras e carros e ateando fogo a prédios inteiros.

Na época, o jornal Kathimerini caracterizou a revolta como a "pior na Grécia desde a 
restauração da democracia em 1974". Desde 2008 que todos os anos milhares de jovens e não 
tão jovens, muitos dos quais anarquistas, saem às ruas para relembrar a morte de 
Grigoropoulos, envolvendo-se em confrontos com a polícia.

Em Novembro de 2015, Romanos, então com 22 anos, apelou numa carta aberta aos jovens 
gregos para transformarem as manifestações que iam acontecer a pouco mais de um mês num 
"Dezembro Negro". "Vão para as ruas, quebrem janelas de lojas, ocupem escolas, 
universidades e prefeituras, distribuam textos para espalhar a mensagem de rebelião, 
coloquem explosivos contra fascistas e patrões, coloquem faixas em viadutos e avenidas 
centrais, inundem as cidades com cartazes e panfletos, explodam casas de políticos, atirem 
coquetéis molotov contra a polícia", lê-se na carta inicialmente divulgada no portal 
antiautoritário Atenas Indymedia e rapidamente divulgada pelos grandes meios de 
comunicação social gregos.

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