(pt) Coletivo Anarquista Luta de Classe CALC: OPINIÃO ANARQUISTA #9: É TEMPO DE GREVE UNIFICADA NO PARANÁ!

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Sábado, 6 de Julho de 2019 - 08:29:42 CEST


Novo Opinião Anarquista do Coletivo Anarquista Luta de Classe sobre a resistência do 
funcionalismo público no estado do Paraná. ---- O governo ataca as trabalhadoras e 
trabalhadores! ---- Durante sua campanha, Ratinho Jr. disse que as trabalhadoras e 
trabalhadores do funcionalismo público  precisavam ser respeitados e valorizados. Muitos 
servidores e servidoras votaram nele confiando suas expectativas de melhora de vida no 
discurso mentiroso do candidato que se tornou governador do Paraná.  Agora, no primeiro 
semestre de seu governo, ele diz não haver dinheiro para pagar o que o Estado deve aos 
servidores, ou seja, a reposição salarial (data-base) das perdas com a inflação dos 
últimos 4 anos,  algo previsto em lei. Nesse período, o custo de vida subiu e o salário 
das servidoras e servidores ficou reduzido em 17,2%, o que equivale a trabalhar dois meses 
em um ano e não receber nenhum centavo.  Essa medida atinge 175 mil servidores da ativa e 
122 mil aposentados.

A desculpa do governo, de que "falta dinheiro", é uma grande mentira: estudos comprovam 
que o gasto com o funcionalismo público é o menor em 10 anos, além de que, por conta do 
aumento das tarifas públicas, o Estado do Paraná arrecadou 2 bilhões de reais no último 
ano. O discurso de Ratinho Jr. faz coro com o de Bolsonaro, no sentido de desvalorizar os 
trabalhadores do serviço público, apostando nas privatizações e na precarização dos 
serviços públicos prestados a população.

Além de tudo isso, o governo de Ratinho Jr. também não quer respeitar o direito de greve, 
propondo o corte do ponto para as trabalhadoras e trabalhadores que paralisem suas 
atividades, bem como já vem punindo servidores que tem se ausentado do trabalho para 
tratamentos de saúde, por exemplo.

Contra a Reforma da Previdência e por uma vida digna!

Além da pauta da data-base, as servidoras e servidores lutam contra o projeto de reforma 
da previdência apresentado pelo governo Bolsonaro, que basicamente retira do patrão e do 
governo a obrigação de contribuirem para o sistema previdenciário. Neste modelo em que 
cada pessoa é responsável pela sua aposentadoria, quem ganha são os banqueiros e os 
grandes empresários. Como aqueles e aquelas que estão recebendo um salário mínimo ou menos 
por mês e/ou que se encontram em situação de doença ou de desemprego, como poderão 
contribuir para a previdência se estão imersos na carestia de vida? Sabemos que o 
resultado será ainda mais miséria para o povo pobre e trabalhador.

Outra importante pauta é da saúde, da humanização da perícia médica e de melhores 
condições para o exercício do trabalho. O adoecimento é crescente:  transtornos mentais e 
comportamentais, alterações do sono, ansiedade, depressão e as doenças relacionadas ao 
trabalho, são cada vez mais comuns. Isso tudo acrescentado às perseguições políticas, ao 
assédio moral, à desvalorização salarial e da carreira, à sobrecarga de trabalho e o 
discurso de desvalorização do funcionário público promovido pelos de cima, tem aumenta o 
número afastamentos e desvios de função de cargo, como também o de suicídios entre 
profissionais da educação e da saúde, por exemplo..

Cada categoria tem suas pauta específicas de reivindicações. No caso da Educação, a luta 
também se estende contra a redução da hora-atividade; contra o aumento da jornada de 
trabalho; pelo cumprimento da lei do piso salarial que no Paraná está entorno de 1.982 
reais, abaixo do valor nacional que é de 2.557 reais; contra o intervencionismo pedagógico 
nas escolas (tutorias, Prova Paraná, controle de frequência dos estudantes, pressão por 
resultados, Escola Segura entre outros); por concursos públicos; pela manutenção do 
processo de seleção de professores PSS, entre outras.

A saída vem pela base, com Ação Direta e Solidariedade de Classe!

Nós anarquistas sabemos que os interesses dos governos são os de servir ao mercado,  que é 
quem verdadeiramente elege, dá e retira poder dos políticos. São interesses opostos aos 
dos trabalhadores, trabalhadoras, desempregados e todos aqueles que sofrem na pela os 
sofrimentos causados pelo capitalismo. Acreditar que Ratinho Jr., aliado de grandes 
empresários e latifundiários, poderia fazer algo diferente é no mínimo uma grande ingenuidade.

Grande parte das estratégias das direções sindicais frente a esse cenário não tem surtido 
efeito, apostando as fichas em terceirizar a luta dos trabalhadores para deputados e para 
o jogo do poder judiciário. A estrutura hierarquizada e burocratizada das direções 
sindicais, bem como os interesses partidários e eleitorais que estão presentes em suas 
ações, tem afastado muitos trabalhadores e trabalhadoras dos espaços do sindicato, que vem 
com desconfiança a luta sindical sejam em campanhas para a melhoria das condições de 
trabalho, para paralisações ou greves

Só a luta radicalizada pode barrar a ação dos poderosos! Apenas conversas com políticos 
não trarão os devidos ganhos à classe trabalhadora. Queremos um sindicalismo combativo, 
independente de partidos e do personalismo político, com nossas entidades sendo 
valorizadas por sua história de luta e resistência. Precisamos nos fortalecer em nossos 
espaços de trabalho e ter o sindicato mais presente em nossas vidas , pois é fundamental 
estarmos unidos e fortes enquanto classe para defendermos nossos direitos.  A saída vem 
das bases, da organização de trabalhadoras e trabalhadores na construção de um 
sindicalismo baseado na solidariedade, na ação direta, na independência de classe e no 
protagonismo daqueles e daquelas que lutam dia após dia por melhores condições de trabalho 
e por uma vida digna.

Construir a Greve Geral Unificada desde a base!
Por condições dignas de trabalho e pela reposição salarial!
Avançar as greves e piquetes com sindicalismo de ação direta!

https://anarquismopr.org/2019/06/30/opiniao-anarquista-e-tempo-de-greve-unificada-no-parana/


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