(pt) luta fob: COMUNICADO NACIONAL, FOB, LGBT, NACIONAL

a-infos-pt ainfos.ca a-infos-pt ainfos.ca
Terça-Feira, 2 de Julho de 2019 - 08:10:05 CEST


[FOB] Comunicado Nacional - REACENDER A CHAMA DE STONEWALL! Construir a resistência LGBT 
contra as violências, a discriminação e o governo fundamentalista de Bolsonaro/Mourão ---- 
Comunicado Nacional da FOB, 28 de junho de 2019. ---- Assim, as práticas classistas têm o 
efeito organizativo e educativo de mostrar as relações entre a condição local e as 
estruturas globais. Ao mesmo tempo, as lutas anti-discriminatórias visam colocar a 
diversidade como base da unidade de classe.[...]O programa anti-discriminatório é 
essencial a uma política classista e internacionalista. Isso porque a discriminação não 
afeta apenas segmentos específicos, mas também emperra os processos de redistribuição e 
reconhecimento em geral. Quer dizer, uma visão corporativista de sacrificar uma parte do 
programa para realizar a outra é uma ilusão. A realização das ações e lutas de 
reconhecimento e redistribuição gerais reforçam as anti-discriminatórias e vice-versa, e o 
declínio de uma, irá - mais cedo ou mais tarde, implicar em um retrocesso global.[...]As 
medidas anti-discriminatórias não são só genericamente progressistas, mas também tem um 
papel educativo e organizativo essencial. As reivindicações de redistribuição e 
reconhecimento de ordem geral e as de natureza anti-discriminatória mudam o patamar de 
organização e educação política das massas. Ou seja, elas exigem outro tipo de organização 
e outros métodos de ação. Esse programa não pode ser assumido por qualquer tendência 
existente hoje. Ele precisa ser assumido por uma tendência de tipo sindicalista 
revolucionária.

- Teses para construção de uma Tendência Classista e Internacionalista, I ENOPES, 2013.

Há 50 anos, em Nova York (EUA), no bar Stonewall Inn, o dia 28 de junho seria marcado como 
uma data de rebelião contra as perseguições e agressões para com a população LGBTI. Este 
levante foi o precursor do Dia Internacional do Orgulho LGBTI e desde lá milhões de 
pessoas saem às ruas afirmando seu direito de existir e denunciando as opressões que são 
parte de sua rotina.

No Brasil, país recordista em assassinatos de pessoas transexuais, e historicamente 
sexista, a luta pela vida, por condições de trabalho, estudo, e moradia da população 
LGBTI, sempre esteve em chamas e nunca se apagou. Em 2018, 420 mortes foram registradas 
por homicídio ou suicídio decorrente de discriminação de integrantes da população 
homoafetiva e transexual. A expectativa de vida em alguns casos não chega a 40 anos de idade.

REPORT THIS AD

Com o governo civil-militar de Bolsonaro/Mourão, o Estado nacional assume seu caráter mais 
reacionário e aumenta seu tom inquisitorial legitimando ataques contra a população que não 
se encaixa nos padrões preconceituosos e sanguinários desse governo. Neste mês de junho, o 
Palácio do Itamaraty orientou a seus diplomatas que vetassem qualquer referencia ao termo 
"gênero" em resoluções da ONU.

É tarefa de urgência a construção da autodefesa de LGBTI nas escolas e universidades, nos 
bairros, campos, empresas e fábricas. Devemos manter a luta por uma educação pública que 
não exclua os debates e projeto relativos à vida e dignidade desses setores sociais. 
Afinal, independente do governo, essas pessoas continuam morrendo e sendo alvo de caça, 
daquelas/es que se acham no direito de matar e humilhar de diferentes formas, seja pela 
violência psicológica e/ou física.

Somente uma resistência firme e combativa, construída pela união do povo explorado e 
marginalizado, há de conquistar direitos e esmagar o preconceito contra os seus. Sabemos 
bem que em uma sociedade, a ideia dominante é a da elite no poder, e essa elite brasileira 
nunca negou a direção de suas práticas mortais.

Contudo tal resistência também se da a todo instante, por isso é necessário uma 
desconstrução diária de comportamentos e práticas que inviabilizam a vida, e o direito de 
existir da forma que se escolhe. Por isso devemos nos formar, precaver e combater ações 
homofóbicas, sexistas, racistas, e qualquer outra do tipo que possa ser reproduzida no 
seio do povo, avançando nas formas de acolhimento para com os oprimidos. Gerar espaços de 
voz e resistência à excluídxs e perseguidxs por sua orientação sexual e identidade de 
gênero, para que possam avançar ombro a ombro com seu povo na luta contra o capitalismo e 
sua ideologia segregacionista e mortal. Desde já, fortalecer as mobilizações contra o 
silenciamento, contra a violência e a precarização das condições de vida e de trabalho, em 
defesa da liberdade e dos direitos LGBT.

SIGAMOS FIRMES CONTRA AS ESTRUTURAS SANGUINÁRIAS CAPITALISTAS!
AUTODEFESA E SOLIDARIEDADE PRA VIVER! AÇÃO DIRETA E AUTONOMIA PRA VENCER!
ABAIXO O FUNDAMENTALISMO E MILITARISMO DO GOVERNO BOLSONARO!
TRABALHADOR/A LGBT: FILIE-SE AO SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!

https://lutafob.wordpress.com/2019/06/28/comunicado-fob-orgulho-lgbt-2019/


Mais informações acerca da lista A-infos-pt