(pt) FRENTE AO FASCISMO DE ESTADO E A CAPITULAÇÃO DA BUROCRACIA SINDICAL: Reorganizar a resistência popular pela base, autônoma e combativa!

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Terça-Feira, 8 de Janeiro de 2019 - 08:10:27 CET


Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil - FOB ---- Desde o 
impedimento de Dilma Roussseff em 2016, a direita vinha apostando no PSDB, que foi 
representado por Alckmin nas eleições presidenciais de 2018. No entanto, a figura que 
apareceu como resposta ao sentimento de antipetismo e desesperança do povo foi Bolsonaro, 
com apoio de alguns setores das igrejas evangélicas, agronegócio, somado ao dos militares, 
que apareceu na figura de seu vice-presidente, Mourão. ---- O Partido dos Trabalhadores e 
seus satélites ficaram presos às campanhas Fora Temer e Lula Livre, o que acabou não dando 
bons resultados. O PT durante as eleições apostou suas fichas na candidatura de Haddad e 
Manuela, continuando com sua política de conciliação de classes. No entanto, a burguesia 
não precisa mais dos serviços do PT, e este agora colhe o que plantou. Pois quando ainda 
estava na presidência do Brasil, cumpriu o papel da direita amarrando os movimentos 
sociais e criminalizando militantes da esquerda, ou mesmo assinando leis repressivas como 
a Lei antiterrorismo.

Como resultado das eleições tivemos a vitória da chapa Bolsonaro e Mourão (PSL/PRTB) que 
venceram em todos os estados brasileiros, menos 9 estados que constituem a região 
Nordeste. Além da vitória de Bolsonaro e Mourão nas disputas presidenciais, que são, 
respectivamente, capitão e general aposentados do Exército Brasileiro, é necessário 
observar que o ano de 2018 foi ano em que mais militares foram eleitos, totalizando 73 
militares: 56 deputados estaduais/distrital, 14 deputados federais e 3 senadores. Ou seja, 
teremos um Estado ainda mais militarizado e repressivo, prometendo abertamente a retiradas 
de direitos sociais.

Os discursos fascistas de Bolsonaro, sobre "varrer os vermelhos do Brasil", "acabar com os 
ativismos", além de um Congresso militarizado, anunciam um cenário já em 2019 de 
aprofundamento da retirada de direitos sociais na base do chicote e do cala a boca, do 
fortalecimento do poder repressivo, enfim, no acirramento da luta de classes.

O momento exige a organização imediata de Comitês de Apoio Mútuo, com redes de acolhimento 
e apoio jurídico; da autodefesa do povo e da ação direta. Essa é a tarefa de todos os 
sindicatos, do movimento estudantil e dos movimentos populares. Temos que disputar palmo a 
palmo cada espaço das periferias e favelas, das escolas e universidades, das fábricas e 
demais locais de trabalho, dos campos e aldeias.

A direita perdeu a vergonha e se vê representada na figura da presidência do Brasil. Ela 
se sente legitimada para praticar todas as formas de opressão e violência. A esquerda 
institucional não consegue radicalizar em suas ações, acomodada e comprometida que está em 
suas amarras ao Estado.

Diante do rolo compressor que só nos esmaga mais a cada dia, a classe trabalhadora só tem 
uma opção: romper com as ilusões reformistas e construir uma via efetivamente 
revolucionária, massificada, para lutar contra a exploração e a violência capitalista que 
só se aprofundará a partir de 2019, capitaneada por um governo explicitamente fascista!

TODO PODER AO POVO!

LUTAR, CRIAR, PODER POPULAR!

PELA GREVE GERAL EM DEFESA DOS DIREITOS DO POVO!

RECONSTRUIR O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!

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*** Esse texto é uma parte do texto da FOB: "A atual capitulação do reformismo diante do 
avanço do fascismo de Estado", que pode ser lido completo no link:
https://lutafob.wordpress.com/2018/11/20/fob-a-atual-capitulacao-do-reformismo-diante-do-avanco-do-fascismo-de-estado


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