(pt) [Chile]Santiago: 40º dia de Revolta Social por A.N.A. (en)

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Terça-Feira, 3 de Dezembro de 2019 - 09:23:12 CET


QUE A MONOTONIA NÃO APAGUE A REVOLTA! ---- Já se passaram 40 dias, e nada de "agenda social"! ---- O presidente, que, segundo pesquisas apenas 9% da população o 
aprova, não avança um centímetro em soluções concretas para as demandas das ruas. ---- A comissão de parlamentares rechaça a acusação constitucional contra o 
ex-ministro do interior Andrés Chadwick, um dos principais responsáveis políticos pelas violações aos direitos humanos durante a Revolta Social. ---- A adesão à 
convocação para a GREVE GERAL foi massiva, mas não tanto quanto a de 12 de novembro. Desde o início, cem mil pessoas se reuniram na Praça da Dignidade e 
marcharam pela Alameda até Los Héroes, exigindo melhorias na aposentadoria, salários, saúde e educação.
Uma cena surreal ocorreu quando uma caravana fúnebre cruzou a "zona zero", seus carros tiveram os vidros pichados com várias mensagens.
À tarde, caiu o número de manifestantes nos protestos; vários fatores podem explicar isso; o esgotamento, falta de locomoção para voltar para casa ou a 
monotonia das dinâmicas de resistência. Dá para se aprofundar neste assunto, mas este é apenas um pequeno "diário de bordo".

Keny Arkana e Molotov são ouvidos em alto-falantes, enquanto panfletos anarquistas voam e a "linha de frente" enfrenta os lacaios. Eles prendem quatro 
encapuzados por carregar e atirar bombas incendiárias, drones e policiais civis infiltrados os seguiram e os prenderam a poucas quadras dos fatos.

Em plena Alameda, policiais pegam suas armas de serviço e ameaçam os manifestantes com tiros a alguns metros de distância.

No final do dia do protesto, uma multidão chuta um agente que ficou caído e estropiado no meio da Praça da Dignidade.

Pela segunda vez, a polícia tenta entrar no Posto Central de Urgência para prender os feridos.

Em San Bernardo, uma mulher chamada Fabiola está em coma induzido pelo impacto de uma bomba de gás lacrimogêneo que recebeu no rosto, de acordo com o Instituto 
Nacional de Direitos Humanos (NHRI) e a rádio Bio Bio. Ela perdeu a visão dos dois olhos, o nariz está quebrado e ela tem lascas metálicas no cérebro.

Em San Ramón, carabineiros disparam gás lacrimogêneo em um colégio e as crianças precisam fugir correndo. Na mesma comuna, desconhecidos incendeiam um ônibus e 
um supermercado Walmart.

Em Concepción e Iquique, os portuários bloqueiam os portos. Em Bio Bio manifestantes interceptam um caminhão e forçam o motorista a despejar sua carga na 
estrada com 20 toneladas de sardinha! Uma barricada é erguida.

A delegacia de Peñaflor é atacada com bombas incendiárias. Tropas da PDI (Polícia de Investigações do Chile) disparam contra manifestantes do lado de fora do 
shopping Portal Belloto, em Quilpue. O centro comercial foi alvo de expropriações coletivas.

Fogo em uma igreja ilumina a cidade de Curico. Manifestantes atacam o hotel e a Seremi (secretária de educação) em La Serena. Em San Antonio, manifestantes 
incendeiam a sede do jornal "El Lider" e uma agência AFP (sistema de aposentadorias do Chile). Ataque incendiário contra uma arena de maus-tratos a animais em 
Alto Hospicio.

Em Santiago, os motoristas do "NO + TAG" (contra pedágios) bloqueiam estradas interurbanas e estacionam na Avenida Kennedy, em frente ao shopping Parque Arauco. 
Uma marcha de estudantes no mesmo shopping localizado em Las Condes causa algumas brigas entre clientes e encapuzados. Estes últimos usam extintores de incêndio 
e comerciantes fecham suas lojas. Os ricos e os privilegiados estão sendo "perturbados por preguiçosos e tristes".

Em várias partes, protestos simbólicos são praticados por estudantes do 4º ano do ensino médio, eles dão as costas para a bandeira enquanto o hino chileno é 
cantado.

O sindicato de jogadores de futebol decide entrar em greve e não cumprir a ordem da Associação Nacional de Futebol Profissional (ANFP) para jogar. O presidente 
da AzulAzul reitera as ligações entre a torcida "Los de Abajo" e os anarquistas.

Seguimos nas ruas...

Procurar novas estratégias de ataque e resistência!

REINVENTAR NOSSA DINÂMICA DE AÇÃO DIRETA DENTRO DA REVOLTA SOCIAL!

Fabiola Campillay, Gustavo Gatica e Dilan Cruz (Colômbia), isso também vai para vocês...

N.T.

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agência de notícias anarquistas-ana


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