(pt) federacao autonoma FAT - ESCURECEU EM SÃO PAULO: QUAL A INFLUÊNCIA DE GRANDES FAZENDEIROS NA FUMAÇA QUE ENCOBRE O BRASIL?

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Segunda-Feira, 26 de Agosto de 2019 - 07:12:38 CEST


Na tarde desta segunda-feira (19), a cidade de São Paulo escureceu antes que o horário de 
costume. Às 15h40 o céu paulistano fechou. O portal de notícias G1 entrevistou a 
meteorologista Josélia Pegorim, do Climatempo, que afirmou: ---- "A fumaça não veio de 
queimadas do estado de São Paulo, mas de queimadas muito densas e amplas que estão 
acontecendo há vários dias em Rondônia e na Bolívia. A frente fria mudou a direção dos 
ventos e transportou essa fumaça para São Paulo." ---- SOBRE OS INCÊNDIOS FLORESTAIS ---- 
EPORT THIS AD ---- Segundo o El País, especialistas e autoridades afirmam que os incêndios 
nas florestas são causados pelo tempo seco - em algumas regiões não chove há cerca de 90 
dias - em conjunto com a ação de moradores, fazendeiros e grileiros que possuem a prática 
de queimar lixo ou áreas de mata para abrir o terreno. A Folha de S. Paulo noticiou em 14 
de agosto que fazendeiros do entorno da BR-163, no sudoeste do Pará, haviam anunciado no 
dia 10 "o dia do fogo". O INPE registrou nas horas seguintes uma explosão dos focos de 
incêndio na região. Já o Acre declarou estado de alerta ambiental pelo aumento no número 
de incêndios no Estado.

A região está há semanas sob os holofotes internacionais. O presidente Jair Bolsonaro 
(PSL) está publicamente em guerra com os dados do INPE que indicam um forte aumento do 
desmatamento na Amazônia durante os primeiros meses de seu Governo. Bolsonaro desacreditou 
os números e foi contestado publicamente pelo então presidente da instituição, Ricardo 
Galvão. O físico acabou destituído. O mandatário brasileiro, que vem sinalizando desde a 
campanha de 2018 para uma flexibilização dos controles de desmatamento, enfraqueceu o 
IBAMA e defende a mineração em terras indígenas. Também entrou em rota de colisão com 
países como Alemanha e Noruega, que contribuem desde 2008 para o Fundo da Amazônia, um dos 
responsáveis por financiar projetos de preservação da floresta brasileira. Os repasses de 
dinheiro foram suspensos.

Todos os dias o trabalhador pobre leva a culpa pelos problemas causados pela parceria 
entre políticos e empresários. Com os problemas do clima e da natureza não é diferente. 
Não aceitaremos que práticas individuais sejam usadas como justificativa do grande colapso 
ambiental que o Brasil se encontra, tais como redução no tempo do banho e demais medidas 
que tentam culpar as trabalhadoras e trabalhadores pelos problemas ambientais gerados pelo 
agronegócio e poluição industrial.

Não carregaremos a culpa que é dos grandes. Eles, que dia após dia, tiram terras dos povos 
indígenas; vendem nossas florestas para madeireiras ilegais, fazendeiros e indústrias; 
desmatam árvores em larga escala; exploram e colocam em risco a saúde do trabalhador do 
campo; liberam cada vez mais agrotóxicos; desvalorizam o transporte público (incentivando 
assim o uso de transporte individual, o que acarreta mais produção de monóxido de 
carbono); poluem rios e matam pessoas afogadas na lama.

BASTA!

Acreditamos que a auto-organização dos trabalhadores do campo, ribeirinhos, indígenas, 
afetados por barragens e demais defensores do meio-ambiente, que são cotidianamente 
explorados e/ou atacados pelos governos e pela grande indústria, paralisando seus 
trabalhos, reivindicando condições de trabalho que não coloquem suas vidas em risco, 
agindo através da ação direta contra estes ataques ao meio ambiente (como as brigadas de 
combate aos incêndios criminosos ocorridos na Chapada dos Veadeiros, Goiás, em 2017) é o 
único caminho.

Nós por nós!

https://federacaoautonoma.wordpress.com/2019/08/20/escureceu-em-sao-paulo-qual-a-influencia-de-grandes-fazendeiros-na-fumaca-que-encobre-o-brasil/


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