(pt) Resistência Popular Estudantil - RJ: Que o 13 de agosto inicie mais lutas!

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Quinta-Feira, 15 de Agosto de 2019 - 11:26:21 CEST


Passados oito meses de governo Bolsonaro já fica muito evidente a serviço de quem 
Bolsonaro, Paulo Guedes, Onyx Lorenzoni e companhia trabalham: dos banqueiros, 
latifundiários e grandes empresários. É um governo sem vergonha e sem nenhum compromisso 
conosco, trabalhadoras e trabalhadores. Por isso amarga a pior popularidade de um 
presidente eleito na história do Brasil. Também não é para menos, já que o presidente, 
junto com a bandidagem que tomou conta do Congresso, aplica duros ataques sobre nós. ---- 
Vendem nossos recursos naturais a preço de banana, desmontam o SUS, não resolvem o 
problema da violência urbana, congelam nossos salários, nos jogam no desemprego e ainda 
querem que trabalhemos até morrer!!
Não pode restar dúvida: este governo é nosso inimigo e quer que o chicote da crise arda em 
nossas costas enquanto os banqueiros lucram mais e mais!! Por isso faz questão de aprovar 
uma reforma da previdência que atinge diretamente as pessoas mais pobres, as viúvas, as 
pessoas idosas na miséria, jovens, profes, em resumo: trabalhadores e trabalhadoras.

Bolsonaro e sua quadrilha também têm cortado dinheiro da educação, da saúde, da segurança 
e do saneamento repetidas vezes ao longo do ano. Se hoje não encontramos médicas e 
recursos nos hospitais, se cada dia que passa mais creches são fechadas e tem menos 
professoras nas escolas, se a cada dia a violência urbana explode é porque esse governo 
tem cortado verba dessas áreas, seguindo a mesma receita de ajuste fiscal de Michel Temer 
e de Dilma em 2015, quando os cortes na educação já foram significativos. Esses cortes se 
intensificaram com a PEC do Fim do Mundo aprovada no governo de Temer e, agora, Bolsonaro 
dá continuidade ao ajuste fiscal: já cortou 6 bilhões da educação esse ano, tanto das 
universidades e institutos federais quanto das escolas, e até mesmo o FUNDEB esta ameaçado.

Future-se

Depois dos cortes de verbas que comprometem o funcionamento das universidades federais 
neste segundo semestre, o MEC apareceu agora com o projeto "Future-se". O programa tem 
como objetivo alterar os repasses de verba para a rede federal de ensino, desobrigando o 
Estado a arcar diretamente com o investimento, através da criação do "fundo future-se". 
Para ter acesso a esse fundo, as universidades deverão buscar a iniciativa privada através 
de venda de pesquisas, fundos de investimento, parcerias público-privadas e privatização 
do patrimônio imobiliário delas, alterando os eixos que sustentam o caráter público e 
socialmente referenciado das instituições. Por isso o programa pode ser tratado como o 
cavalo de troia da privatização, sendo questão de tempo para que o debate sobre 
mensalidade possa surgir também na graduação, já que na pós, especialmente na pós lato 
sensu, a cobrança de mensalidade já é uma realidade triste.

Além de jogar as universidades, IFs e CEFETs numa competição entre si para obter recursos, 
o programa entrega a gestão das instituições nas mãos de Organizações Sociais, que nem 
precisarão passar por chamamento público. Com isso, há um nítido esvaziamento dos espaços 
colegiados: as decisões passarão a ser tomadas por um grupo de empresários e investidores 
interessados no lucro, não numa educação em defesa dos interesses da classe trabalhadora. 
Estas OS poderão, inclusive, realizar contrato de professores, que estarão diretamente 
voltados para a pesquisa de interesse do setor privado, destruindo o tripé 
ensino-pesquisa-extensão e a estabilidade dos servidores e servidoras públicas.

O programa não fala nada sobre assistência estudantil, deixando bem evidente que a 
permanência e a formação de estudantes não é uma preocupação desse governo. Durante o 
anúncio do projeto, o próprio ministro disse que nesse novo modelo a maioria de nós será 
jogada ao fracasso, para que uns poucos possam triunfar e enriquecer. No lugar de 
assistência estudantil, o future-se reserva para nós a disputa por subempregos e estágios 
sem direitos com bolsas pagas por empresas. Ou seja, future-se quer dizer fature-se, 
sucateia-se, vende-se, vire-se!

Construir a Greve Nacional da Educação no dia 13 de agosto

As tendências estudantis que assinam este texto se identificam com a classe trabalhadora. 
Um dos princípios que compartilhamos é a solidariedade de classe. Então chamamos atenção 
pro fato de que as pessoas mais afetadas pelos ataques do capitalismo governamental serão 
as trabalhadoras terceirizadas, que já vêm sendo demitidas desde o início do ano por causa 
desses cortes. A maioria dos campi já não tem RU (o que é uma marca do modelo REUNI) e os 
que ainda têm estão correndo o risco de perdê-los.

A solução para os nossos problemas não vai vir de cima, de algum governo ou empresa 
privada. É somente através da ação direta, da autogestão e da organização pela base que 
poderemos construir a oposição a este governo e barrar estes ataques. Nós, estudantes, 
trabalhadores e trabalhadoras, tanto da graduação quanto da pós, tanto de universidades 
públicas quanto privadas, somos capazes de decidir sobre o que é melhor pra nós mesmas de 
modo horizontal, autônomo e com democracia direta.

Por isso, dia 13 de agosto devemos construir uma forte greve nacional da educação, 
repetindo o já realizado nos dias 15 e 30 de maio. Para barrar não só o future-se, mas 
também a reforma da previdência e os cortes.

E que o dia 13 de agosto sirva de ponto de partida para um calendário de lutas, que tome o 
exemplo dos companheiros e companheiras da educação do estado do Mato Grosso que já estão 
em greve há mais de 60 dias, que siga o exemplo das ocupações de indígenas na Sesai no 
país inteiro, e também a ocupação na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia 
Afro-Brasileira (UNILAB). Que o dia 13 de agosto aponte para a construção de uma Greve 
Geral, para parar a educação, o setor produtivo, o transporte e mostrar para nossos 
inimigos que não aceitaremos a retirada de nossos direitos.

SOLIDARIEDADE DE CLASSE ENTRE ESTUDANTES E TRABALHADORAS!

POR UMA GREVE GERAL PROLONGADA!

MOSTRAR NAS RUAS A FORÇA POPULAR!

ASSINAM ESSA NOTA:

Autonomia Estudantil - MT

Coletiva Centospé - SC

Juventude Rosa Negra - MG

Resistência Popular - AL

Resistência Popular - RJ

Resistência Popular - SP

Resistência Popular Estudantil - RS


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