(pt) [França] Polícia francesa prende 227 em protestos dos "coletes amarelos" By A.N.A.

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Sexta-Feira, 26 de Abril de 2019 - 08:04:26 CEST


Após cinco meses de mobilizações, milhares de "coletes amarelos" foram às ruas pelo 23º 
sábado consecutivo de protestos, já marcado por confrontos entre forças de segurança e 
manifestantes, que resultaram em mais de 200 prisões. A polícia atacou os manifestantes em 
várias ocasiões com granadas de dispersão e gás lacrimogêneo em uma grande avenida no 
centro da capital, entre as praças da Bastilha e da República. ---- No meio do dia, a 
polícia havia prendido 227 pessoas em Paris e feito mais de 20.500 "checagens 
preventivas". Às 19h locais, havia sido decretada prisão preventiva de 178 pessoas na 
capital, inclusive seis menores. ---- ‘Viver com dignidade' ---- A manifestação em Paris 
começou calma, com as tradicionais reivindicações de um aumento do poder aquisitivo e de 
mais democracia direta. Outro protesto, que partiu da Basílica de Saint-Denis, no norte da 
cidade, transcorreu sem incidentes.

"Queremos viver com dignidade. Eu tenho minha pensão, mas estou aqui pelas gerações 
futuras", afirmou Joël Blayon, pescador aposentado.

O clima no "ato 23" era de desconfiança, ao fim de uma semana, na qual o presidente 
Emmanuel Macron iria revelar um grande programa de reformas para aplacar a insatisfação 
social. O anúncio foi adiado para a próxima quinta-feira pelo incêndio na Catedral de 
Notre-Dame, em Paris.

A comoção nacional provocada pelo incêndio de Notre-Dame irritou alguns "coletes 
amarelos", especialmente pelos milhões de euros prometidos pelas maiores fortunas 
francesas para a reconstrução. "Gosto muito de Notre-Dame, sou católico, mas o maior dos 
patrimônios são a mão e a cabeça que trabalham", afirmou Jean-Maria, professor aposentado 
vindo de Auxerre (centro).

Protestos pelo país

Em Bordeaux (sudoeste), centro de força do movimento, uma pequena multidão se reuniu na 
praça da Bolsa antes de iniciar a marcha, enquanto a polícia bloqueava o acesso às ruas do 
centro da cidade. Em Toulouse (sul), milhares de pessoas se reuniram em uma praça central. 
"Estou com medo, mas isso não me impediu de vir", disse Claudine Sarradet, um aposentado.

Em Marselha (sul), cerca de mil "coletes amarelos" se reuniram para protestar no Porto 
Antigo. Na cidade de Lille, no norte, centenas de pessoas se manifestaram. "Macron não 
pode dar respostas porque não quer mudar sua política, a de ‘tudo para os ricos'", disse 
Stéphanie, de 27 anos, dona de casa.

Entre 200 e 300 pessoas se manifestaram em Rouen (norte), apesar de o protesto ter sido 
proibido.

Como nas semanas anteriores, autoridades proibiram manifestações em locais emblemáticos do 
país, como a grande avenida Champs-Élysées e a catedral de Notre-Dame, em Paris. Mais de 
60.000 policiais e gendarmes foram mobilizados, anunciou na sexta-feira o ministro francês 
do Interior, Christophe Castaner, que disse temer o retorno dos "vândalos".

Fonte: agências de notícias

agência de notícias anarquistas-ana


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