(pt) cob forgs: A PLEBE 99 - Órão de Divulgação da FOSP/CO-ACAT/AIT - Setembr2018

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Quinta-Feira, 27 de Setembro de 2018 - 08:37:30 CEST


A LUTA DE CLASSES ---- Hoje em dia todos vemos que o Brasil está dividido! Mas não entre 
mortadelas e coxinhas, ou petistas e anti-petistas, muito menos nas divisões partidárias 
do circo eleitoral, que varre o país – tentando vencer a indiferença da maior parte dos 
eleitores obrigatórios. Fala-se muito de ‘especificidades’, mas não! O Brasil também não 
se divide entre homens e mulheres, negros e brancos, jovens e velhos, homo e hetero 
sexuais... nem mesmo entre fascistas e antifascistas... Gostando, ou não, as diferenças 
existem na sociedade, cada um é cada um, faz parte da natureza das coisas. ----      A 
divisão que realmente existe na sociedade é a baseada em aspectos ligados a economia: a 
base dessa diferença é o monopólio da propriedade dos meios de produção, que garantem a 
vida na sociedade (as terras, os bancos, as indústrias, as máquinas, rádios e televisões – 
e agora começam a assumir a propriedade da água e do ar) – nas mãos do Estado, da 
burguesia/patronal e dos tecnoburocratas – OS PROPRIETÁRIOS, a minoria ; a maioria da 
sociedade &eacu te; composta dos NÃO PROPRIETÁRIOS DE MEIOS DE PRODUÇÃO! Um dia chamados 
de proletários, que só possuem sua própria força de trabalho – que vendemos para os 
burgueses/tecnoburocratas, em troca do salário (mínima fração recebida pelo trabalhador, 
extraída a ‘mais-valia’, o lucro do patrão). Como a união dos proletários é perigosa para 
a patronal, que munida dos meios de comunicação divide artificialmente o proletariado (que 
vive do próprio trabalho, operários) em trabalhadores e desempregados; classe mérdia, 
classe C e D; estimulando as diferenças de interesses de gênero; de preferência sexual; de 
cor da pele; de na cionalidade; de religião.... E existem muitos que embarcam nessa 
estratégia diversionista, esquecendo que a verdadeira luta é entre explorados e 
exploradores, opressores e oprimidos. Na prática o sistema em que vivemos, o 
Capitalismo/baseado na propriedade privada, é erigido sobre a competição – que leva o 
mundo a uma crescente concentração de renda/aumento da miséria e do desemprego, a 
destruição da natureza, a crescente corrupção (dado o processo de aproximação/apropriação 
com o aparelho de Estado – num processo que leva ao Capitalismo de Estado/Império 
Industrial, incorretamente chamado de ‘Comunismo Real’). O circo eleitoral faz parte dessa 
estratégia de dividir os trabalhadores, através dos partidos políticos – que perseguem 
seus próprios interesses mistificados como se fossem da população, mentindo para os 
anseios das pessoas.

      Mas a paz social não pode ser garantida só pela violência legal, ao terror da 
repressão do Estado. Ao mesmo tempo a burguesia precisa da colaboração da classe 
trabalhadora, de onde arranca sua riqueza, para que a sua propriedade seja respeitada, 
para que a produção não pare e ela continue enriquecendo. Para isso falam em esperar o 
bolo crescer... tirar o país da crise... amar a pátria e defender a nação! Tudo eles falam 
para que nós, oprimidos/explorados, permaneçamos silenciosamente obedientes. Mas a nação, 
como sabemos, está dividida entre patrões e trabalhadores – que em seu íntimo tem 
diferentes necessidades e aspirações. Enquanto o patrão e o burocrata só pensam em 
aumentar o lucro, su a própria riqueza, nós trabalhadores/desempregados só queremos 
melhores condições de vida, saúde, educação, trabalho, moradia, igualdade,  justiça e 
liberdade. ESSES DIFERENTES INTERESSES É QUE DELIMITAM A LUTA DE CLASSES. Os interesses 
patronais são defendidos pelo Estado nacional, por isso eles são Nacionalistas! Aos 
trabalhadores, tratados como suspeitos ou bandidos, pelo aparelho de Estado – que diz 
defender o ‘bem comum’ -, só resta a união com a classe operária, que em todo o mundo tem 
os mesmos interesses. Por isso os trabalhadores são Internacionalistas!


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