(pt) uniao anarquista UNIPA: Causa do Povo n° 78: Nem Lula, nem Marina, nem Alckmin, nem Ciro, nem Bolsonaro: Construir um caminho revolucionário

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Segunda-Feira, 24 de Setembro de 2018 - 07:59:49 CEST


As eleições de 2018 ocorrem em meio a uma crise social, econômica e política que se 
aumentou com a crise econômica em 2015 e com a queda de Dilma em 2016. Esta será a 
primeira eleição presidencial após 13 anos do PT no comando do governo federal, partido 
que iniciou um governo de conciliação de classe por mais de uma década, e que teve seu 
domínio interrompido por uma rasteira politica aplicada com a ajuda de seu maior aliado, o 
PMDB (hoje, MDB). ---- A rasteira política levada pelo PT levou a saída forçada de Dilma. 
Na posse de Temer (MDB) como presidente, todas as manobras do jogo sujo da política se 
tratam da opção feita pela burguesia de abandonar o pacto de classes com o PT, pois o 
partido já não conseguia garantir a "paz social" necessária para serem aprovadas medidas 
anti-povo (reforma trabalhista, previdência, etc.). Os melhores exemplos dessa falta de 
controle do petismo sob as mobilizações sociais foram as sucessivas greves nas obras do 
PAC (com destaque as da hidroelétrica de Jirau), as greves nas obras da Copa e as 
manifestações de 2013.

Após queda do Petismo a burguesia, através do novo bloco governista MDB/DEM e o "centrão", 
têm optado por uma política de mais cortes e mais repressão como saída, mas que aprofundam 
a crise econômica, social e política. O governo Temer tem aproveitado das ferramentas do 
Estado de Exceção que foi gestado pelo próprio governo petista, para combater movimentos 
sociais e antigos aliados que não interessam mais como o próprio PT, cenário que foi 
agravado com a condenação do Lula e a provável impugnação da sua candidatura, ao mesmo 
tempo essa ofensiva burguesa tem criado condições para revitalização do Lulismo.

Nesse contexto de maior acirramento da luta de classe e de maior polarização entre os 
projetos, conciliadores e reformistas, da esquerda neodesenvolvimentista e da direita 
ultra neoliberal é importante que os trabalhadores construam a sua própria via autônoma e 
abandonem a ilusão da farsa eleitoral.

Construir Comitês de boicote às eleições e o Congresso do Povo

O abandono das ilusões com a participação nas eleições burguesas é um passo fundamental 
para a ruptura com as concepções e práticas reformistas e reacionárias sejam do 
neodensevolvimentismo do PT ou liberalismo puro sangue do MDB e PSDB e demais partidos de 
direita como os representados por Bolsonaro e Daciolo.

A cada eleição o boicote popular é significativo, o que comprova que uma parcela 
expressiva da classe trabalhadora não nutre esperanças na via eleitoral. Se participação 
nas eleições é abrir mão do protagonismo da luta popular como a principal ferramenta para 
conquistas sociais, o boicote eleitoral é um primeiro passo na construção do poder popular.

Porém não basta somente boicotar as eleições, é preciso dar um segundo passo construtivo 
organizando Comitês de boicote eleitoral que devem estar enraizados nos locais de moradia, 
trabalho e estudo. Porque será a partir da organização de base, de baixo para cima, que as 
lutas e as organizações populares irão assumir a dimensão necessária para a ruptura com a 
exploração e a opressão burguesa, trabalho este de longo prazo, mas que precisa ser 
iniciado já.

Mas ainda é necessário dar outro passo. É necessário avançar para organizações de e 
assembleias populares locais e a médio-longo prazo a construção de um Congresso do Povo. 
Que possam assumir as lutas da classe trabalhadora na direção da ruptura com a ordem 
burguesa assumindo assim um papel de contra-poder popular para praticar a ginástica 
revolucionária para substituir o Estado falido por espaço de autogoverno das massas. Na 
prática seria que ao invés de participar das eleições corruptas e ilegítimas, iremos 
organizar as "contra-eleições" para as Assembleias Populares, órgãos de contra-poder 
popular, ou seja, o povo criando sua própria forma de fazer politica.

Nesse contexto onde a burguesia revitaliza farsa democrática com a polarização entre 
esquerda e direita seguimos apostando nossas fichas na única opção real para a classe 
trabalhadora, a REVOLUÇÃO. Conclamamos os trabalhadores do Brasil para construírem os 
Comitês locais da campanha "NÃO VOTE, LUTE!" em seus locais de estudo, trabalho e moradia.

https://uniaoanarquista.wordpress.com/2018/09/11/nem-lula-nem-marina-nem-alckmin-nem-ciro-nem-bolsonaro-construir-um-caminho-revolucionario/


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