(pt) [Espanha] Milhares de pessoas se manifestam em Logroño contra a sentença do Não Caso By A.N.A. (ca, en)

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Domingo, 16 de Setembro de 2018 - 08:36:09 CEST


"Continuaremos até que a justiça seja alcançada". As palavras de Jorge Merino concluiu a 
manifestação realizada em seu apoio e de Paul Alberdi, condenados esta semana a 1 e quase 
5 anos de prisão após a greve geral do 14N, em de 2012 ---- por Israel Rodríguez Citores | 
08/09/2018 ---- Uma tempestade começou ao mesmo tempo em que se iniciava a manifestação em 
apoio a Jorge Merino e Pablo Alberdi na entrada do novo prédio dos Tribunais de Logroño. 
Os quase 30 litros por metro quadrado que caíram sobre a capital de La Rioja não 
conseguiram deter mais de 2.000 pessoas que vieram para mostrar sua indignação com a 
sentença. Pessoas que também vieram de outros cantos do país, como Córdoba, Zaragoza, 
Mataró, Ourense ou Gasteiz. ---- Além da marcha logroñesa, também houve manifestações em 
diferentes cidades como Burgos, Zaragoza, Mataró, Madrid, Santander, Jerez, Valladolid, 
Córdoba, Pamplona e Sevilha.

Esta tem sido uma chamada de emergência ante uma condenação "surrealista e injusta" de 
acordo com o coletivo Stop Represión. Segunda-feira, 03 de setembro, Jorge e Pablo 
receberam a intimação para tomar ciência no dia seguinte da sentença do julgamento 
realizado em abril e que veio a encerrar o caso, após quase seis anos, do mais longo 
julgamento contra manifestantes pela greve geral de 14 de novembro de 2012. Na terça-feira 
foram ao Tribunal uma centena de amigos e parentes para receber notícias do ocorrido: um 
ano de prisão para Jorge por indução à desordem pública e quatro anos e nove meses para 
Pablo por conduta desordeira e ataque à autoridade.

Enquanto iam chegando, os assistentes se refugiaram sob os guarda-chuvas em diferentes 
grupos. Poucos minutos depois das 18h30 se leu um texto de boas-vindas que destacava como 
"na sentença da última terça-feira, o juiz copiou descaradamente o relatório inicial da 
Promotoria de quase seis anos atrás, rejeitando a evidência da defesa". De acordo com o 
que coletivo defende, a juíza se dedicou a "desculpar as ações da polícia" ao invés de 
verificar os eventos pelos quais Merino e Alberdi são acusados. Posteriormente também 
foram denunciados o retrocesso nos direitos humanos, civis e políticos em La Rioja.

A manifestação começou com uma faixa na cabeça da marcha que dizia "Não há caso. 
Absolvição de Jorge e Pablo". A medida que a dianteira da marcha já estava entrando na 
Gran Vía, ainda estavam saindo pessoas do Tribunal.

Apesar da chuva e do vento os participantes continuaram a expressar sua indignação ante a 
inesperada sentença gritando "Jorge e Pablo liberdade", "Julgamento do 14N: vergonha, 
vergonha, vergonha" ou "Montagens policiais, terrorismo de Estado".

Durante o percurso na Gran Via, os transeuntes e turistas se abrigavam da chuva nas 
marquises e lojas, e assistiam como a demonstração transcorria estoicamente sob o 
temporal. As pessoas não se importaram em molhar os pés nas poças que pontilhavam todo o 
percurso.

A manifestação chegou à Concha del Espolón depois de uma hora e meia de marcha. Ali se leu 
a declaração da plataforma Stop Represión de La Rioja divulgada na terça-feira passada, 
onde não fez nada mais do que dar a conhecer nesta sentença que há uma mensagem clara: "É 
perigoso pretender que você pode defender a sua inocência... enquanto a promotoria se pode 
permitir o luxo de não demonstrar a acusação".

O secretário geral da CNT, Enrique Hoz, também tomou a palavra em defesa do direito de 
greve. Após as palavras de Hoz chegou a vez de Henar Moreno, advogado de Jorge, que 
comentou que a juíza "só se preocupa em ratificar o que tem dito o promotor e o promotor 
só se importa em nos enviar uma mensagem: a saída é o pacto, e é para se curvar, mas temos 
que continuar para que exista justiça neste país".

Então Amparo Sacristán, mãe de Jorge, quis agradecer a todos que vieram porque, apesar de 
ter tido dias melhores e piores, nunca se sentiu sozinha. "Hoje é um dia muito triste: até 
o céu chora". Finalmente, ela acrescentou que "quando alguém é inocente e demonstrou tal 
fato, não merece um dia de condenação".

Jorge Merino interveio no último momento para lembrar, em primeiro lugar, ao seu 
companheiro Pablo Alberdi que suporta a maior condenação e não participou do ato para 
tirar alguns dias de folga com sua família mais próxima. "Nós não podemos falhar", repetiu 
"Nós não podemos permitir que acabe na prisão. Nós não vamos tolerar isso".

Merino quis enfatizar que, em 14 de novembro de 2012, saiu para defender os direitos da 
classe trabalhadora. Visivelmente emocionado, ele também quis agradecer a todos os 
participantes pelo apoio recebido: "Agradeço pela presença de vocês que vieram, suportaram 
o aguaceiro e estão sempre se molhando por nós, porque hoje mostramos que, apesar dos 
trovões e da chuva, estamos aqui".

Finalmente, ele observou que as penas impostas pela sentença são "uma condenação própria 
do franquismo", mas "continuaremos, continuaremos até que a justiça seja alcançada".

Fonte: 
https://www.elsaltodiario.com/14n/miles-de-personas-se-manifiestan-en-logrono-bajo-una-lluvia-torrencial-contra-la-sentencia-del-no-caso-del-14n

Tradução > Liberto

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