(pt) Coletivo Anarquista Luta de Classe CALC [CAB]: CONTRA O GENOCÍDIO DO POVO NEGRO E PERIFÉRICO: TODA SOLIDARIEDADE A RENATO FREITAS!

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Domingo, 16 de Setembro de 2018 - 08:34:10 CEST


No último dia 9 de setembro a cidade de Curitiba (PR) foi, mais uma vez, palco do racismo 
e da violência promovidos cotidianamente pelo braço armados do Estado. O advogado e 
militante Renato Freitas (PT) foi novamente vítima da truculência policial. ---- Enquanto 
iniciava a panfletagem de sua candidatura na Praça do Gaúcho, região central de Curitiba, 
Renato e seus companheiros foram violentamente abordados pela GOE (Grupo de Operações 
Especiais) que, com gritos e xingamentos, pretendiam expulsá-los da praça pública, sem 
qualquer razão. ---- Os militantes questionaram os motivos da absurda proibição e então a 
polícia reagiu com tiros de bala de borracha disparados a queima roupa e em seguida 
ameaçaram a atirar com arma de fogo. ---- A violência só não atingiu níveis ainda maiores 
por conta da presença de pessoas que, indignadas, filmavam e tentavam denunciar o que 
acorria. Renato chegou a ser arrastado pelo asfalto e foi colocado em uma viatura. Mesmo 
no hospital, a polícia seguiu com abusos, violações e constrangimentos.

Tal barbárie é a regra em um sistema que promove sistematicamente o genocídio e o 
encarceramento em massa do povo negro. As ações cometidas pelas polícias em todo o país 
sequer são investigadas, demonstrando o salvo conduto que tais forças repressoras têm para 
exterminar a população pobre, negra e periférica.

No ano de 2017, a Polícia Militar do estado do Paraná matou mais do que a polícia dos 
Estados Unidos. Tal dado faz do Paraná o estado com uma das polícias mais assassinas do 
Brasil. As ações realizadas pelas Guardas Municipais e grupos como o GOE são também 
reflexo dessa realidade de genocídio e extermínio.

Não é a primeira vez que Renato Freitas é vítima do racismo e violência policial. Em 2016, 
Renato foi detido pela Guarda Municipal por "estar ouvindo rap muito alto". Nessa ocasião 
também sofreu agressões e foi preso injustamente (veja em: 
https://anarquismopr.org/2016/08/27/mais-um-episodio-de-racismo-e-agressao-do-poder-repressivo-do-parana-toda-solidariedade-a-renato-freitas/). 
Renato entende que a recente ação policial trata-se de uma represália, pois depois de 2016 
o militante moveu um processo contra dois guardas pela injustiça sofrida. Essa e outras 
situações tornam clara a ferrenha perseguição do Estado contra aqueles e aquelas que 
denunciam os desmandos policiais.

Independente de qualquer divergência política, o momento é de expressar total e irrestrita 
solidariedade a Renato e a todos e todas que, diariamente, são vítimas de um Estado 
racista e genocida.

Rodear de solidariedade aqueles e aquelas que lutam!

Contra o Genocídio do Povo Negro!
https://anarquismopr.org/2018/09/10/contra-o-genocidio-do-povo-negro-e-periferico-toda-solidariedade-a-renato-freitas/


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