(pt) [Espanha] Penas de um e quatro anos para os acusados do "Não Caso" da greve de 14N em Logroño By A.N.A.

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Sexta-Feira, 7 de Setembro de 2018 - 08:22:07 CEST


Duras condenações contra dois dos acusados pelos acontecimentos da greve geral de 14 de 
novembro (14N) de 2012 na capital riojana. ---- Quase seis anos depois dos acontecimentos 
que se julgavam, na manhã de hoje, 4 de setembro, se tornou público o erro do julgamento 
de 14N. Pablo Alberdi e Jorge Merino[anarcossindicalistas da CNT]foram condenados por 
delitos de desordens públicas a um ano de prisão. Além disso, Alberdi foi condenado também 
a três anos e nove meses de prisão por um delito de atentado. O terceiro imputado Iñaki I. 
foi condenado a seis meses por um delito de desordens públicas. Alberdi foi absolvido de 
um delito de lesões a um policial, depois que os peritos provaram que dita lesão era 
anterior à jornada de greve.
Os fatos se remontam à greve geral de 14 de novembro de 2014, durante os ataques policiais 
e distúrbios que se sucederam frente ao palacete do Governo regional, na praça do Espolón 
de Logroño. As defesas de Alberdi e Merino denunciaram as mudanças de versões da acusação 
e os acusados denunciam que o processo parte de uma "montagem policial" baseado em umas 
gravações em vídeo que a polícia admitiu ter destruído durante o período no qual se 
realizou o julgamento. Os vídeos fornecidos pela defesa, que questionam a versão policial 
não foram tidos em conta na hora da sentença.

A defesa dos acusados pediu tempo para ler uma sentença que consideram injusta e 
anunciaram que vão recorrer do erro condenatório na Audiência Provincial. Durante os seis 
anos transcorridos, Alberdi e Merino foram apoiados pela Plataforma Stop Represión La 
Rioja , que em todo momento qualificou como um "não caso" os acontecimentos julgados.

"Éramos otimistas, não haviam conseguido provar, como era sua obrigação, a culpabilidade 
dos três acusados mas que nós havíamos conseguido provar sua inocência", avaliaram Henar 
Moreno, uma das advogadas da defesa, mas isto foi insuficiente: "comprovar a inocência não 
basta, há que provar que isto é uma montagem", declarou a letrada na saída dos tribunais.

Em abril deste ano, o pleno da Prefeitura de Logroño expressou sua solidariedade com os 
dois militantes anarcossindicalistas condenados hoje. O conselheiro Gonzalo Peña, de 
Cambia Logroño, defendeu na moção municipal que se trata de dois inocentes e destacou que 
Merino nem sequer estava na praça do Espolón durante os acontecimentos.

Fonte: 
https://www.elsaltodiario.com/represion/penas-carcel-acusados-no-caso-greve-del-14n-logrono

Tradução > Sol de Abril


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