(pt) [CAB] UNIVERSIDADES ARGENTINAS OCUPADAS EM DEFESA DA EDUCAÇÃO - CALC

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Quinta-Feira, 6 de Setembro de 2018 - 09:49:49 CEST


Até o momento 13 Universidades já tiveram seus prédios ocupados na Argentina. O motivo? 
Nossos vizinhos enfrentam um cenário muito parecido com o que temos vivido desde 2015 
-foram 10,5 bilhões de reais a menos naquele ano- na educação superior brasileira, onde 
sofremos cortes no financiamento de todos os gastos públicos essenciais como a educação e 
a saúde. Para o ano de 2018 foi anunciado um corte de 3 bilhões de pesos no financiamento 
universitário argentino. Os professores e servidores com o salário cada vez mais 
desvalorizado e para agravar ainda mais a situação o repasse financeiro está atrasado, e 
não há previsão para o dinheiro retroativo ou do segundo semestre ser pago. Com isso a 
educação se vê obrigada a parar.
As semelhanças que vivemos guardam dois agentes em comum: O Banco Mundial e o Fundo 
Monetário Internacional. Quando estes dois irmãos entram em cena é para agir de acordo com 
os interesses imperialistas e defender, mesmo na pior ruína, o liberalismo econômico, ou 
seja, o bolso cheio de banqueiros e empresários. O BM, há muito tempo que com as suas 
‘recomendações' para a política educacional precariza a educação do povo ao redor do 
mundo, promovendo ano após ano a passagem da educação de um bem público para privado.
Assim também ocorre com o FMI. O endividamento da Argentina, como de tantos outros países, 
cresceu muito em seu período de ditadura militar. Como saldo da dívida hoje, o FMI promete 
conceder crédito (mais endividamento) para o país desde que este corte o que enxergam como 
oneração do Estado, os ‘gastos públicos'. Como órgão regulador do capitalismo 
internacional o FMI chega em Portugal, no Brasil e na Argentina com a mesma ‘cartilha de 
agiota'.
Mais uma vez os movimentos sociais latino-americanos tem um árduo caminho de resistência 
pela frente! Nas Universidades argentinas assembleias comunitárias têm sido convocadas, e 
os estudantes tomam a frente do processo ocupando os prédios e paralisando as aulas. As 
assembleias de base dão a linha garantindo o debate e decisão de todas e todos. Saudamos 
sua luta e lembramos a todos que a conjuntura internacional e local nos convida a estar em 
movimento!

Por um educação pública voltada ao povo!
Nossa luta e solidariedade não conhece fronteiras!
"Si quieres que el mundo cambie, empezá por tu próprio espacio."

Universidades ocupadas até o momento:

ENCuyo-Medonza; Universidad de Buenos Aires; Universidad Nacional de Rosario; Universidad 
Nacional de La Pampa; Universidad de Rio Negro; Universidad Nacional de Comahue; 
Universidad Nacional de San Luis; Universidad Nacional de Entre Rios; Universidad Nacional 
de Córdoba; Universidad Nacional del Litoral; Universidad de Mar del Plata; Universidad 
Nacional de La Plata; Universidad Nacional del Sur.


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