(pt) ORGANIZAÇÕES SINDICALISTAS REVOLUCIONÁRIAS DO BRASIL FOB: A farsa eleitoral e o avanço da extrema direita: organizar Comitês Anti-fascismo

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Quinta-Feira, 25 de Outubro de 2018 - 06:42:33 CEST


As disputas eleitorais de 2018 assumiram uma grande polarização com o ascenso da 
candidatura de extrema direita da chapa Bolsonaro-Mourão/PSL/PRTB. Seu discurso de ódio e 
suas propostas ultraliberais, de privatização de todas as estatais e da retirada de 
direitos com a Reforma da Previdência e recrudescimento da Reforma Trabalhista, conquistou 
mais de 49 milhões de votos no primeiro turno. ---- A chapa composta por 
Haddad-Manuela/PT/PCdoB ficou em segundo lugar, com seu programa neodesenvolvimentista e 
de colaboração de classes, recebeu mais de 31 milhões de votos. ---- Por sua vez, o povo 
mostrou que não acredita na farsa eleitoral. O não-voto, ou seja, a soma de votos nulos, 
votos brancos e abstenções, chegou a mais de 40 milhões de brasileiros e brasileiras que 
manifestaram seu descontentamento com o regime burguês.

A Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil (FOB), contribuiu com 
o debate apontando a necessidade de boicotar as eleições burguesas, como um primeiro passo 
para romper com o sistema de poder e exploração capitalista. Lançamos a campanha "Não 
vote! Lute e Construa o Sindicalismo Revolucionário!", com panfletagens, pinturas e 
participação em manifestações.

1. Segundo turno eleitoral: fascismo se derrota nas ruas

Depois de 13 anos de governos petistas de colaboração de classes, isto é, depois de 13 
anos de um governo que mentiu afirmando estar defendendo a classe trabalhadora, mas, na 
verdade, implementou uma agenda anti-povo. Esta agenda contou com privatizações, retirada 
de direitos, terrorismo de Estado no campo e na cidade, dando lucro para banqueiros, 
latifundiários, industriais e se utilizando de todos os esquemas de corrupção. Este 
cenário permitiu que se instalasse um sentimento de desesperança no povo.

Nesse contexto de desesperança, a ascensão eleitoral da extrema direita tomou conta das 
discussões políticas. A burguesia, que não quer mais o antigo acordo colaboracionista 
oferecido pelo petismo, faz sua aliança com a chapa Bolsonaro-Mourão/PSL/PRTB, que reúne 
na sua cúpula militares, juízes e pastores, para se aproveitar das desilusões do povo.

Por sua vez, o petismo e seus aliados reformistas são incapazes de responder ao avanço das 
ideias e projetos políticos abertamente fascistas. O petismo e o reformismo em geral tem a 
ilusão que as eleições burguesas podem impedir esse avanço, mas os fascistas não precisam 
das eleições para impor sua política.

O petismo e o reformismo estão convocando falsas plenárias antifascistas, isto é, afirmam 
que querem combater o avanço fascista, mas impõem como única solução o voto útil na chapa 
Haddad-Manuela/PT/PCdoB. Trata-se de um grande erro e uma descaraterização do movimento 
antifascista. Primeiro porque o caminho da luta está muito além das eleições burguesas, em 
segundo lugar, porque fascismo se derrota nas ruas, com autodefesa do povo e com ação direta.

Diferentemente do que afirmam petistas e reformistas, a tradição popular de luta 
antifascista não é do legalismo eleitoral, nem do pacifismo, mas sim da autodefesa e da 
ação direta. Foi assim quando em 1934 operários anarquistas e comunistas brasileiros 
enfrentaram Integralistas na Praça da Sé em São Paulo. A combatividade também moveu as 
Brigadas Antifascistas que lutaram na Europa nas décadas de 1930 e 1940.

2. Luta antifascista: autodefesa e ação direta

A ascensão da extrema direita nas eleições é o resultado da fascistização da sociedade. A 
burguesia se aproveita do contexto para avançar sobre os direitos do povo, aumentando a 
exploração e a opressão. Estamos vivendo um processo de acirramento da luta de classes.

O momento exige a organização imediata de Comitês Antifascismo, da autodefesa do povo e da 
ação direta. Essa é a tarefa de todos os sindicatos, do movimento estudantil e dos 
movimentos populares. Temos que disputar palma a palmo cada espaço das periferias e 
favelas, das escolas e universidades, das fábricas e demais locais de trabalho, dos campos 
e aldeias.

A consciência de classe se forja na luta concreta. Recuperar as tradições da luta direta 
do povo é condição necessária para o avanço das organizações e das formas de resistência 
proletárias. E a luta antifascista é parte da história da classe trabalhadora.

Resistir e avançar nas lutas até a Greve Geral Insurgente para derrotar definitivamente o 
fascismo e o sistema que o criou: o capitalismo. Hoje, a classe trabalhadora brasileira 
encontra-se diante do desafio colocado pela revolucionária alemã Rosa Luxemburgo: 
SOCIALISMO OU BARBARIE.

Contra o fascismo: autodefesa e ação direta!

Greve Geral contra o Estado e o Capital!


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