(pt) uniao anarquista UNIPA: Causa do Povo n° 78: Eleições 2018: Um circo de ilusões em meio à crise política, social e econômica

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Terça-Feira, 2 de Outubro de 2018 - 08:07:05 CEST


"Quando ele está em campanha ---- Diz que vai resolver toda situação. ---- Depois de tá 
eleito adianta o seu lado ---- E dá uma banana para o meu povão ---- Perde a 
credibilidade, a moral e o pudor ---- Tira o pão da boca das crianças ---- Do aposentado e 
do trabalhador!" ---- Bezerra da Silva ---- O circo eleitoral de 2018 começou com o país 
em condições mais adversas que nas ultimas eleições à presidência em 2014. O Povo 
brasileiro enfrenta a crise em todas as áreas: na saúde, educação, moradia, alimentação e 
emprego. Hoje o Brasil se encontra em uma crise politica, social e econômica com um 
governo que conta com apenas 4% de aprovação dos brasileiros e descrença popular no 
sistema politico; com uma massa de 13 milhões de desempregados e um custo de vida que 
aumenta todo dia.

Nessa situação o terrorismo de estado se torna cada vez mais presente, seja de forma 
"legal" como a intervenção militar no Rio ou a condenação arbitrária dos 23 presos da 
Copa; seja na ilegalidade como no assassinato de Mariele ou nas chacinas que se tornaram 
cotidianas. O cenário está difícil até mesmo para se trabalhar somente com truques de 
ilusão circense da democracia burguesa, porém em matéria de ilusão a democracia burguesa 
sabe improvisar.

Crise de representatividade e rejeição das urnas

Após as ondas de manifestações que tomaram o Brasil em junho de 2013 ficou clara a crise 
da democracia burguesa no Brasil, diagnosticada com "crise de representatividade" pela 
mídia burguesa, ou seja, o brasileiro não se sentia representado pelos velhos nomes/siglas 
da política, pois pareciam todos farinha do mesmo saco na ideologia e na prática.

Sendo assim, necessitava de novos nomes e diferenciação entre os partidos. A partir da 
eleição de 2014 novos nomes foram lançados da esquerda à direita, porém atrelados a velhos 
nomes da política, e para reavivar a democracia burguesa foi fomentada a ideia de 
polarização entre esquerda e direita.

No entanto essa polarização entre "direita e esquerda" se mostrou sem sentido visto que os 
dois polos que hegemonizaram a disputa (PT/PCdoB/PMDB X PSDB) já eram tidos pela população 
como semelhantes devido aos casos de corrupção e por aplicar medidas neoliberais e 
anti-povo. O resultado dessa tentativa de iludir o povo foi um recorde histórico do número 
abstenções!

Petismo ou antipetismo? Essa não é a questão

É nesse cenário de urgência em reavivar a participação popular na democracia burguesa que 
surge o personagem conservador incorporado por Jair Bolsonaro como um dos principais nomes 
na corrida presidência deste ano. Personagem que não tem nada de novo na política e muito 
menos é um exemplo de ética ou patriotismo, porém sabe se promover por meio de polêmicas e 
com ajuda da audiência das redes sociais, o ex-aliado de Lula se converteu em símbolo do 
antipetismo.

Porém a ameaça de uma candidatura de direita gerou a revitalização do Petismo colocando 
Lula como o único capaz de vencer nas urnas esta ameaça e com a criação desta polarização 
a democracia burguesa parece ganhar um novo gás.

O não-voto e a criação de uma alternativa direta do povo

Apesar do novo gás, o fantasma abstencionista continua a assombrar a democracia burguesa a 
cada resultado de pesquisa de intenção de voto e abstenção aumenta mais com incerteza da 
candidatura de Lula. Fato é que com Lula ou sem Lula na disputa quem ganhar assumirá a 
gestão com um país em crise e terá que impor medidas anti-povo.

Os setores revolucionários devem centralizar forças na ação direta e na resistência local, 
por meio da promoção de lutas e greves parciais reivindicativas, de resistência à 
intensificação da exploração e retirada de direitos, combinada com a criação de 
organizações sindicais e cooperativas de tipo sindicalista revolucionária. Para além disso 
é necessário organizar uma grande campanha de boicote eleitoral, mostrando como o atual 
autoritarismo foi gestado pelo Estado de Exceção neodesenvolvimentista do PT. Porém não 
basta a mera denúncia do lulismo e da direita, precisamos impulsionar a criação de 
organizações autônomas.

https://uniaoanarquista.wordpress.com/2018/09/11/eleicoes-2018-um-circo-de-ilusoes-em-meio-a-crise-politica-social-e-economica/


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