(pt) luta fob: [RMC] REMEMORAR O 11 DE NOVEMBRO, DATA DE EXECUÇÃO DOS MÁRTIRES DE CHICAGO

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Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2018 - 06:49:29 CET


No dia 11 de novembro de 1887 foram executados na forca os trabalhadores
George Angel, Albert Parsons, Adolph Fischer, Louis Lingg e August Spies; Samuel Fieldman 
, Miguel Schwab e Oscar W. Neeb condenados à prisão perpétua, este último tendo se 
suicidado. O movimento grevista que deflagrou a luta pelas 8 horas de trabalho foi 
protagonizado pela ação desses trabalhadores, na praça Heymarket, em Chicago, de 1° a 4 de 
maio de 1886. Sentenciados no dia 9 de outubro do mesmo ano os oito dirigentes sindicais, 
pela falsa acusação de uma bomba explodida nos meetings (comícios) seguida de um conflito, 
entraram para história como os redentores da causa proletária mundial como os Mártires de 
Chicago. ---- O primeiro de maio e onze de novembro, este último ainda que renegado e 
esquecido no calendário de lutas, foram lembrados e cristalizaram na memória da classe 
trabalhadora como datas que simbolizam a luta por melhores condiçõe de trabalho. No 
Brasil, se passou a comemorar estes dias simbólicos de luto e luta a partir de 1891, por 
anarquistas e socialistas. Não somente por reivindicações imediatas e parciais, essas 
datas tomam para si um sentimento internacionalista e coletivo, que só pode ser resgatado 
no seio da classe trabalhadora a partir da reconstrução do sindicalismo revolucionário e 
de uma ampla retomada na consciência de classe.

Esta data esquecida, de sumária importância para o proletariado do mundo inteiro, deve ter 
seu papel recolocado na memoria e na história dos trabalhadores. Hoje no Brasil, as 
ameaças aos mínimos direitos trabalhistas, conquistados com o batismo de sangue e o suor 
derramado de milhões de trabalhadoras e trabalhadores, se consagram com um governo neo 
fascista, cujo papel é destruir por completo as reivindicações laborais e banir por 
definitivo qualquer mobilização que vise transformações reais e objetivas para o 
proletariado brasileiro.

É nesse contexto de calúnias e ameaças reais aos trabalhadores/as, sendo capitaneadas pelo 
governo ultra direitista a serviço do patronato e do capital financeiro neoliberal, que 
urge deflagar uma união maciça dos/as trabalhadores/as. Fortalecendo os laços de 
solidariedade existentes no proletariado dentro de uma perspectiva autônoma, classista e 
combativa de união sindical, podemos ser o sinaleiro e a proposta objetiva de reconstrução 
do sindicalismo revolucionário. É incorporando tais princípios que podemos alavancar nossa 
ação conjunta, de oposição, enfrentamento e combate.

Rememorar o 11 de novembro é desenpoleirar a data que solidifica como aço os anseios mais 
profundos de transformação econômica e social da classe trabalhadora. A investida burguesa 
com sua justiça parcial sem as vendas nos olhos, sua balança pendida e espada no pescoço 
proletário condenaram não só oito martíres, mas ainda ceifam a vida milhões de 
trabalhadores/as no mundo inteiro. Ademais, o peso simbólico desta data invoca o martírio 
e a redenção, a coragem e astúcia dos que no cadafalso defenderam às últimas consequencias 
o socialismo, para conferir ao proletariado seu papel revolucionário na árdua luta do 
trabalho contra o capital.

https://lutafob.wordpress.com/2018/11/10/rmc-rememorar-o-11-de-novembro-data-de-execucao-dos-martires-de-chicago/


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