(pt) anarkismo.net: O movimento anarquista no Japão: os mártires de Tóquio by Ba Jin - Tradução: Rafael V. da Silva -- Texto de Ba Jin sobre os mártires do Japão.

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Terça-Feira, 22 de Maio de 2018 - 07:06:41 CEST


Ba Jin em 1928 ---- No dia 20 de fevereiro de 1928 morreu na prisão de Akida, na região 
mais fria do norte do Japão, o companheiro japonês Kyutaro Wada. A notícia de sua morte me 
feriu profundamente. Há muito tempo sigo e escrevo a imprensa chinesa sobre os 
acontecimentos que conduziram a condenação de Wada e o martírio de Daijiro Furuta. Para o 
mundo europeu o nome de Wada é novo; mas no coração dos trabalhadores japoneses viverá 
longamente sua memória, como a de Furuta e de tantos outros mártires, no qual se poderia 
dizer que não estão mortos, pela memória que deles restou. Sua vida, suas lutas, seu 
martírio representam uma tragédia que só a pluma de um Shakespeare saberia descrever 
dignamente. Eu tentarei um esboço, que escrevo com sangue e lágrimas, para que o mundo 
europeu saiba que nos países do misterioso Oriente existiram e existem todavia homens que 
morreram e morrem pelo triunfo da Anarquia.

O massacre
No primeiro de setembro de 1923 o Japão foi afligido por terríveis abalos sísmicos. Em 
Tóquio estourou simultaneamente um incêndio em vários pontos. A espantosa desventura que 
feria o país fez nascer no pensamento do governo o plano de usar isso como pretexto para 
esmagar os movimentos subversivos, desde a oposição coreana até o anarquista. No dia 
seguinte da horrível catástrofe, se fez circular entre os sobreviventes fugitivos da 
burguesia atemorizada, o rumor de que "os socialista e os coreanos haviam lançado bombas", 
"incendiado casas", "envenenado poços e mantimentos". Estes rumores caíram em terreno 
fértil: a burguesia, alarmada, se pôs em estado de defesa em cada bairro; as organizações 
militarizadas como a "Sociedade Nova" e a "Associação dos ex-combatentes" foram logo 
mobilizadas. Todos os componentes destas guardas brancas estavam armados de grandes 
sabres, pistolas, e lanças de bambu. Tinham como objetivo os coreanos e os socialistas 
libertários.

O primeiro triunfo da horda foi a destruição da casas de muitos revolucionários, e a 
detenção, seguida de torturas, de uma grande quantidade de companheiros. Em 3 de setembro, 
na rua Okina foi preso o companheiro Harissana, de 37 anos, secretário da associação 
operária "Yun Rôdô Kumial", com dez companheiros mais. Foram levados secretamente a 
delegacia de Kumaido, e ali se lhes matou a golpes de sabre. Seus cadáveres foram logo 
queimados, junto com algumas dezenas de coreanos assassinados. Nossos companheiros haviam 
morrido gritando "Viva o proletariado!"

Em todas as delegacias os companheiros foram injuriados e maltratados. Os policiais, em 
grande número costumavam jogar um para outro os corpos das vítimas, ou os golpeavam até 
que perdiam os sentidos. Alguns foram atormentados assim várias vezes. Assim R. Taheschi, 
amarrado com as mãos nas costas, foi submergido em água pútrida e trancafiado depois num 
local da prisão de Hanan. No dia 16 de setembro o companheiro Sakae Osugi, de 32 anos, 
redator do mensuário anarquista Rôdô Undô, sua companheira Noe Ito, de 29 anos, conhecida 
no movimento anarquista japonês, e Tachibana Munezaku, garoto de sete anos, seu sobrinho, 
foram transportados num automóvel a comando da gendarmeria, e ali estrangulados pelo 
capitão de polícia Amakasu, o suboficial Mori e dois cabos: Kamoshida e Houda. Os 
cadáveres foram desnudados, logo lançados num poço enquanto suas as roupas eram queimadas 
para destruir qualquer prova. Contudo, no no dia 20 de setembro o delito foi descoberto e 
Amakasu logo detido; os demais policiais foram exonerados por haver sido evidentemente 
considerados autores da matança, mas o governo não explicou ao público os motivos da 
exoneração. O assassinato de Osugi, naturalmente, suscitou a indignação do povo contra o 
governo; mas este não chegou a por fim ao massacre de coreanos e socialistas em geral. 
Junto a Osugi pereceram grande número de companheiros nossos, alguns milhares de coreanos 
inocentes, e nem mesmo os chineses ficaram imunes.

Depois da matança
A classe dominante estava preparando há muito tempo a matança de Tóquio. Wada expressava 
indubitavelmente a verdade quando escrevia em Rôdô Undô, três meses depois da morte de Osugi:

A autoridade pretende que o assassinato de Osugi deve ser atribuída a iniciativa pessoal 
do capitão Amakasu e de seus cúmplices. Esta é uma mentira vulgar. Sabe-se, de fato, que 
os militaristas incubavam há alguns anos o desejo de degolar na primeira ocasião propícia 
todos os revolucionários, e que durante esse tempo os comandantes, em sua inspeção as 
tropas, anunciavam que: "o Estado espera fazer guerra aos socialistas no próximo 
porvir..." Dos acontecimentos anteriores se deduz com claridade mais que suficiente, que 
os assassinatos em massa não partiram da iniciativa pessoal de um indivíduo, mas sim do 
governo, que cedeu a pressão insistente dos militares. Durante o processo, Amakasu, o 
assassino de Osugi, pareceu ser considerado com menosprezo por parte da burguesia. Mas 
logo quiseram enxergar nele um fervoroso patriota de temperamento veemente.

Confessou com arrogância haver assassinado induzido por um patriotismo sincero, levado por 
um impulso pessoal, coisa que ninguém acreditou. Por tudo isso todo o processo foi uma 
comédia. Amakasu foi condenado a dez anos de prisão, mas em 27 de janeiro do ano seguinte 
a pena lhe foi reduzida para três anos. E terminou por colocarem-no clandestinamente em 
liberdade antes de que terminasse seu primeiro ano de prisão. Um exemplo a mais da 
tristemente famosa justiça burguesa. Mas ele não podia ser tolerado em silêncio! E em 
pouco tempo apareceram os vingadores: amigos dispostos a vingar com sangue o companheiro 
caído, a estigmatizar a "justiça", a espoliar o povo: os anarquistas.

Os vingadores

Entre os amigos e companheiros de Osugi estavam Wada, Furuta, Murkai, Kuratschi e Sintani, 
que resolveram vingar a morte de Osugi matando o general Fukuda, que havia sido o 
comandante das tropas que atuaram contra o ambiente social, e que, entre parênteses, foi 
também o executor da última matança de chineses em Jinan. Prepararam o assalto a uma casa 
do pequeno subúrbio de Tóqui, Kubi Korboruma, fixando o dia 16 de setembro a data para a 
execução, primeiro aniversário do assassinato da família Osugi. Kuratschi procurou a 
dinamite, e Santani fabricou o necessário para confeccionar a bomba.

Descreverei agora brevemente a vida destes cinco companheiros: Furuta era um bravo 
militante da ideia anarquista e não tinha mais que 25 anos. Durante vários anos editou o 
periódico anarquista O Camponês. Junto com outros companheiros havia fundado na grande 
cidade industrial de Osaka o grupo "Guilhotina". Um ano antes de sua prisã havia 
resolvido, com o companheiro Naganama e outros do grupo, destruir uma casa bancária de 
Osaka. Do atentado resultou morto o banqueiro. Nakahama, Utschida, os irmãos Komiskai e 
outros foram detidos e isolados na prisão de Osaka. Furuta descendia de uma família 
abastada. Ao contrário, Wada procedia de uma família pobre. Ainda muito jovem, teve que 
trabalhar para ganhar a vida. Foi mineiro e ocasionalmente ferroviário. Autodidata, aos 16 
anos já era socialista. Pouco depois encontrou no anarquismo seu campo de luta. Magnífica 
figura militante, animado de um entusiasmo inigualável. Trabalhou junto com Osugi e os 
demais na grande obra de libertação dos explorados. Lia com paixão e escreveu um grande 
número de poesias. Muraki era um velho anarquista e o amigo mais íntimo de Osugi. 
Simpático, afável, cortês. Desde muito tempo sofria de infecção pulmonar. Kuratschi era, 
como Wada, filho de família pobre. De ofício tecelão, fundou o sindicato na fábrica onde 
trabalhava. Sintani havia nascido também entre a miséria. Era metalúrgico desde a infância 
e nunca frequentou nenhuma escola. A experiência da vida lhe conduziu ao anarquismo, 
considerando que era o único meio de chegar a suprimir as injustiças e a inequidade da 
sociedade contemporânea, da que ele era, entre tantas, outra vítima.

O atentado de Fukuda
Ocorreu finalmente o dia da vingança, que não foi, no entanto, o dia 16, mas sim o 1 de 
setembro de 1924. Nesse dia se desenrolava em Vinki, subúrbio de Tóquio, uma cerimônia 
comemorativa do grande terremoto, e o general Fukuda ia ser nela o primeiro orador. Às 18 
horas o automóvel do general chegou a porta de Yinnaku-kin, e Fukuda desceu dele 
dirigindo-se até a sala de reunião. Um homem que o seguia lhe disparou um tiro de revólver 
sem feri-lo. Ia repetir o disparo, mas não teve tempo, pois foi capturado pela escolta de 
Fukuda. Esse homem era Wada. Foi conduzido ao posto de políia de Hondfuschi, onde declarou 
haver trabalhado por iniciativa própria, porque estava convencido de que Amakasu 
assassinou Osugi por instigação de Fukuda, e havia chegado a determinação de matar Fukuda 
para vingar seu companheiro. Como consequência disto a política invadiu os domicílios de 
muitos companheiros, submetendo-lhes a longos interrogatórios. Cinco dias depois a casa do 
general Fukuda foi destruída por uma bomba, mas Fukuda não se encontrava em seu domicílio. 
Furuta e seus companheiros lançaram outros explosivos, mas sem alcançar, desgraçadamente, 
melhor êxito.

Detenção dos vingadores
Na noite do dia 13 de setembro a política deteve Furuta e Muraki em suas habitações. As 
casas haviam sido cercadas por forte contingente de polícia. Um deles bateu na porta com o 
pretexto da entrega de um telegrama. Furuta abriu, a polícia se apoderou dele e invadiu a 
casa. Muraki, por sua parte, se propunha fazer fogo, mas não teve tempo para isso. 
Kuratschi e Sintani se haviam dirigido com bombas a Asaka para livrar da prisão o 
companheiro Tetsuo e outros. Mas a polícia, havendo ouvido rumores do complô, conseguiu 
lhes deter antes que tivessem tempo de por seu plano em execução.

A comédia do processo
O processo se desenvolveu rapidamente em poucos dias, do 21 ao 213 de julho e no dia 15 de 
agosto. Muraki já havia falecido. A causa de sua morte, na verdade, era a tuberculose, 
mais as péssimas condições da prisão que haviam acelerado o processo de sua enfermidade. 
Era um homem que havia lutado energicamente pela anarquia apesar de sua grave enfermidade. 
No terceiro dia do processo o promotor público propôs a pena de morte para Furuta, Wada e 
Kuratschi, e 10 anos de prisão para Sintani. Durante o processo Furuta havia exclamado: 
"Este processo é uma comédia!" E tinha razão. Eu também estou convencido de que foi uma 
comédia. O grande mal é que a compreendê-lo estão sempre somente aqueles que o sofrem.

A sentença
Como os mártires de Chicago, foram condenados os companheiros do Oriente depois da 
ridícula comédia de alguns dias de processo. O governo atual do Japão é onipotente: 
assassina nossos militantes um atrás do outro. A justiça? Um escárnio. O humanitarismo? 
Não existe. Dá-se curso a lei, e a lei é manipulada pelos governos: é o instrumento com 
que assassinam os soldados da liberdade. No 10 de setembro foi pronunciada a sentença: 
Furuta, que fabricou as bombas e matou um banqueiro em Osaka, condenado a morte. Wada, que 
atentou contra o general Fukuda, foi condenado a prisão perpétua. Kuratschi, que havia 
levado dinamite das minas, entregando a Furuta, 12 anos de prisão.

Sintani que havia intervido na manipulação de explosivos, foi sentenciado a cinco anos de 
prisão. No dia da sentença, sobre pretexto de que o presidente havia recebido ameaças 
anônimas, vários companheiros foram detidos.

Desejo morrer
Pronunciada a sentença, Furuta e Wada declararam desistir da apelação. Wada disse: "Desejo 
morrer; não quero inspirar compaixão, nem solicitar redução da pena. Somente me dói 
imensamente não compartilhar da sorte de Furuta". Pensava certamente nas palavras do 
mártir de Chicago, Neebe, aos seus juízes: "Morrer de um golpe é melhor que morrer pouco a 
pouco". No dia 4 de agosto Wada escreveu seu testamento no que dizia: "Se sou condenado a 
morte e justiçado, fertilizai com minhas cinzas os vasos de flores, e como cerimônia 
fúnebre organizai uma excursão". Furuta também escrevei aos companheiros no dia 14 de 
setembro: "O advogado Fusetasughi me comunicava que não desgosta de nossa atitude, porque 
estais de acordo em não apelar. Isto nos deu muito prazer e dele estamos infinitamente 
agradecidos".

No dia 20 de setembro Wada foi transferido a prisão de Akida, para cumprir prisão 
perpétua. Os companheiros Furukana e Ikeda foram condenados a seis meses de prisão por 
haver pronunciado ameaças contra o presidente do tribunal e o general Fukuda. Na verdade, 
o companheiro Furuta esteve sereno até o último momento. Seu sorriso tranquilo 
reconfortava todos que iam a visitá-lo. Morreu no dia 15 de outubro sobre o patíbulo de 
Itschigaya. Pela noite, seu irmão e alguns companheiros foram retirar seu cadáver. Um 
deles escreveu:

Anoitece quando entramos no recinto da prisão. O guarda nos recebe com uma lanterna e nós 
o seguimos ao longo do velho muro. Na sala de visita nos deparamos com nosso Furuta 
sorridente, mas seu corpo está frio. Em volta do pescoço a corda havia deixado sua marca. 
Pouco depois introduzimos o catafalco. Enquanto colocávamos nele o corpo rígido, pendia a 
cabeça. Furuta parecia dormir. Seguindo o desejo de seu pai o transportamos ao lugar que 
mais havia amado em sua vida: o subúrbio de Lasugaya (Tóquio), na casa do advogado Fusetasu.

Às dez se reuniram alguns companheiros em torno do féretro e leram sua última carta: 
"Queridos companheiros!: Morro, os auspicio saúde e energia. 15 de outubro, hora 8:25. 
Daijiro Furuta". Escreveu essas palavras cinco minutos antes de morrer. Subiu ao patíbulo 
acariciando a fotografia de seu cachorro e seu gato, e tendo nas mãos uma folha de árvore, 
enviada por sua irmã mais velha. Até o féretro seu coração pertence aos seres e as coisas 
que amava.

Morte serena
Furuta esperou a morte na prisão de Itschigaya. "Tudo acabou. A consciência não me pesa. 
Estou sereno" disse ele como já havia dito Fgatechi, o famoso novelista socialista 
japonês, íntimo de Furuta: "Nestas condições, à despeito da dor e da ira, posso esperar, 
sossegado e sereno, o veneno da morte". Assim morria um anarquista.

A morte de Tetsuo
O 6 de março de 1926 terminou o processo contra o grupo "Guilhotina", de Osaka. Tetsuo 
Nkahama foi condenado a morte. Momischi e Kanaka a prisão perpétua. Utschida e outros três 
companheiros a 15 anos; Zamako a 8; Ito e Ueno a 3 anos. A execução do poeta Nakahama na 
forca ocorreu clandestinamente no dia 15 de abril na prisão de Osaka. Mas suas obras: Pão 
negro, e o magnífico poema: Luto pelo meu último companheiro Furuta, que me comoveu até as 
lágrimas, e outros poemas mais, não podem, junto com o livro de Wada: Da Prisão, executar.

O assunto Boku
Já antes do martírio de Tetsuo, haviam sido condenados a morte, em Tóquio o companheiro 
Boku Retzu[mais conhecido como Pak Yol]e a companheira Fumi Kaneko. O chamado "assunto 
Boku" consistiu no seguinte: desde muito tempo antes haviam sido detidos alguns valorosos 
anarquistas coreanos: Boku Retzu, Kiu Schau-kan e outros, com eles a companheira japonesa 
Fumi Kanelo sob a acusação de haver conspirado contra a vida do imperador. O assunto pode 
se chamar "intriga dos coreanos".

As ordens partiram do governo que buscava um pretexto para fazer degolar do modo mais 
horrível a alguns milhares de coreanos, chineses e revolucionário pela multidão 
enfurecida, a soldadesca, e a polícia. A propaganda e a instigação ao genocídio foram obra 
de altos quadros do governo e do exército, durante a última catástrofe: "Prestai atenção, 
diziam, os coreanos, os revolucionários e os chineses nos atacam. Homens: arma-os! 
Mulheres, crianças: fugis!". No 25 de março de 1926, Boku e sua companheira Kaneko foram 
condenados a morte pela "intenção de assassinar o Príncipe". A acusação era, 
indubitavelmente falsa. Diante o tribunal ambos se comportaram com muita firmeza e 
serenidade. Ao pedir-lhe seu nome, Boku respondeu: "Não tenho nome!" E quanto ao seu local 
de nascimento, disse: "O mundo!" E referente a sua descendência, acrescentou: "Do 
proletariado!" Sabiam que a sentença comportava a morte; e quando se passava a leitura, se 
levantaram sorridentes, se abraçaram e se beijaram. "Viva a Anarquia! gritou Kaneko. O 
público estava profundamente comovido. De muitos olhos se desprendiam lágrimas.

Não ousaram os executar e sua pena foi comutada para prisão perpétua, cuja notícia 
receberam como houvera sido um insulto. No dia 23 de julho, ao despontar o sol, Fumi 
Kaneko se suicidou em sua cela, deixando seus escritos Pensamentos do cárcere. O 
companheiro Kiu Schau-kan foi condenado a três anos de prisão. Aqui termina minha 
narração. Me secaram as lágrimas. A dor e a ira tem raízes profundas no meu coração, e 
ainda que eu seja jovem e pouco experiente na luta, a consciência me diz para ter 
confiança num porvir melhor. Creio firmemente que enquanto haja homens qu saibam morrer 
pelo alto ideal da Anarquia, a Anarquia será a esperança viva da Humanidade. Diziam 
justamente os companheiros japoneses: "Muitas companheiras e companheiros caíram na luta: 
Nós avançamos sobre seus cadáveres, até a vitória! Adiante!"

La Antorcha, n0 298, 23 de abril de 1930.

https://www.anarkismo.net/article/30990


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