(pt) uniaoanarquista UNIPA: Causa do Povo Nº 77 - Repressão ao Anarquismo!

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Quarta-Feira, 16 de Maio de 2018 - 05:51:56 CEST


Leia a edição completa AQUI https://uniaoanarquista.files.wordpress.com/2018/05/c77.pdf
Em outubro de 2017, o país assistiu ser veiculada em rede nacional uma grande operação 
policial no Rio Grande do Sul que tinha como alvo militantes anarquistas. Esse não é um 
caso isolado. Há perseguições ao anarquismo na Rússia, na Grécia e em cada vez mais 
países. ---- Desde 2008, uma série de greves, rebeliões e levantes populares surgiram em 
todo o mundo como resposta ao endurecimento das políticas de austeridade acionadas pelos 
Estados para conter os efeitos da crise econômica. Esses processos tem como principal 
modalidade a "insurgência urbana", protestos que ocorrem fora dos espaços e formatos 
permitidos pelos governo.

A sofisticação das estratégias de controle de multidões tem sido o tom do tratamento dado 
aos conflitos e manifestações em todo o mundo. A gestão dos distúrbios requer o 
fortalecimento dos aparatos de contenção e repressão, a criação de dispositivos legais de 
"exceção", o monitoramento de ativistas, infiltrações em reuniões e marchas, proibição de 
participação em atividades políticas, detenções preventivas, etc. O controle social sobre 
os dissidentes passa a ocorrer não apenas durante os protestos, mas também entre eles, em 
antecipação. Essas estratégias impõem uma atmosfera de terror ao ativismo. O objetivo é 
limitar as formas, o conteúdo, os locais e períodos das manifestações para anular sua 
potência antissistêmica. Essa gestão militarizada do conflito social se baseia na chamada 
"guerra ao terrorismo" que se desdobra localmente na "guerra contra a insurgência urbana".

No Brasil, a guerra (não abertamente) declarada contra movimentos insurgentes se torna 
mais explícita no contexto dos protestos de 2013/2014, quando se intensificaram os 
enfrentamentos entre manifestantes e forças policiais. Desde aquele momento, a 
desobediência civil e a ação direta voltaram a ser um grande preocupação para a ordem 
burguesa. Desde então, ocorreram casos de invasões de sedes de organizações anarquistas, 
casas de militantes, grampos e apreensões para intimidar a militância libertária.

Os anarquistas são alvo prioritários desta guerra, por cultivarem a tradição de não se 
submeter ao modelo de atuação previsto pelo Estado e adotado pela esquerda reformista. 
Além de enfraquecer a capacidade de ruptura da classe trabalhadora com sua linha de 
reivindicação contida e colaborativa, o reformismo muitas vezes atua como cúmplice da 
repressão, seja engrossando o discurso contra-insurgente ou delatando e punindo 
diretamente os manifestantes combativos que não acatam a "unidade" da passividade.

Mesmo sob a mira da burguesia, nossa tarefa é organizar o povo como exército insurgente, 
capaz de vencer a guerra ao terror e a guerra de classes.

https://uniaoanarquista.wordpress.com/2018/05/10/repressao-ao-anarquismo/


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