(pt) colectivo libertario evora - ANARQUISTA ISLANDÊS MORTO EM AFRIN: "ERA UM COMPANHEIRO TERNO E SENSÍVEL. FOI CONSEQUENTE ATÉ AO FIM"

a-infos-pt ainfos.ca a-infos-pt ainfos.ca
Sábado, 17 de Março de 2018 - 08:33:02 CET


O Batalhão Internacional da Liberdade (IFB) que combate em Rojava lado a lado com o YPG 
pela libertação do povo curdo e a implementação do municipalismo de base libertária 
anunciou recentemente a morte de mais um combatente internacionalista o anarquista 
islandês, Haukur Hilmarsson, de 32 anos. Segundo o comunicado do International Freedom 
Battalion: ---- "O nosso camarada Haukur Hilmarsson (nome de guerra Sahin Hosseini) 
tornou-se imortal. Era um militante anarquista dedicado,que respondeu ao apelo 
antifascista do YPG e do Batalhão Internacional da Liberdade e que viajou imediatamente 
para se juntar à luta em Manbij. Impossibilitado de alcançar Rojava e deportado do Iraque 
para a Islândia natal, ele não desistiu. Voltou rapidamente à região e ganhou honra e 
respeito nas sangrentas batalhas de Raqqa, integrando como comandante de equipe a IFB. Ele 
era popular e todos os camaradas confiavam nele, por isso foi escolhido como representante 
no comitê da unidade. Pronto para partir depois da derrota do ISIS em Raqqa, voltou mais 
uma vez à luta para enfrentar as forças fascistas coloniais invasoras daTurquia e dos seus 
aliados jihadistas. Foi nessa luta que ele se tornou um mártir, em Afrin. Ao morrer, 
dizemos que ele se tornou imortal, pois nunca esqueceremos o seu combate, o seu nome e o 
seu exemplo - e nunca vamos desistir da luta. Os mártires são imortais!" (aqui)

José Diogo, um companheiro português residente na Islândia privou de perto com Haukur 
Hilmarsson e sobre ele deixa-nos, a pedido do Portal Anarquista, este depoimento:

"Que posso dizer?... Acima de tudo era um homem combativo, anarquista, pela acção directa. 
Conheci-o depois do colapso financeiro islandês de 2008. Lembro-me bem do seu activismo, 
do seu enorme entusiasmo em defesa dos requerentes de asilo e ultimamente dos refugiados. 
Depois da curta euforia revolucionária de 2008, os nossos encontros foram rareando. Ele, 
como muitos de nós por aqui, estava extremamente desiludido com a política na Islânda. E 
começou a ausentar-se, a viajar. O nosso último encontro ocorreu há 7 ou 8 meses atrás. 
Disse-me que tinha estado na Grécia com os companheiros anarquistas mas que, por diversas 
razoes, esses encontros não o satisfizeram. Depois nada mais soube dele... até ao dia de 
ontem: o dia em que chegou a triste notícia da sua morte em defesa de Afrin. Era um 
sonhador que sonhava acordado. Viveu como sempre quis: juntando o pensamento à acção. Foi 
consequente até ao fim. Era um homem terno e sensível e deixou-me uma grande dor no 
coração... E mais não sei dizer, companheiros."

https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/


Mais informações acerca da lista A-infos-pt