(pt) [Grécia] A solidariedade é a nossa arma - Na Grécia, na Turquia e na Macedônia, o inimigo se encontra nos bancos e nos ministérios By A.N.A.

a-infos-pt ainfos.ca a-infos-pt ainfos.ca
Quinta-Feira, 15 de Março de 2018 - 09:36:35 CET


A questão do nome do país vizinho se tornou relevante novamente devido ao aumento da 
defesa da União Europeia e da OTAN, dois instrumentos supranacionais do poder econômico e 
militar, e também pelo desejo da capital grega de expansão no país da Macedônia. Em outras 
palavras, a disputa pelo nome foi iniciada mais uma vez para servir aos interesses 
econômicos, militares e políticos das elites no poder. Por essa razão, o nacionalismo e a 
polarização se estabeleceram dos dois lados da fronteira.Ao mesmo tempo em que a pobreza, 
o controle, a exploração e as exclusões se intensificam, o Estado grego tenta estabelecer 
a "paz" social entre o explorador e o explorado na comunidade imaginária da nação, através 
da narrativa de que o "nosso" inimigo é uma ameaça nacional e não a luta de classes. ---- 
O nosso inimigo é o Estado, o capital e suas reservas fascistas.

Solidariedade ao Centro Social Livre Scholio, à ocupação Libertatia e ao teatro 
auto-organizado Empros.

Nossos aliados são as ocupações, os projetos auto-organizados e aqueles que lutam contra o 
mundo autoritário.

Nossa luta é contra a exploração e a repressão de humanos por humanos, por um mundo com 
igualdade, solidariedade, justiça e liberdade. Nossa luta é internacionalista, contra a 
pátria e as fronteiras, contra o nacionalismo e a xenofobia.

É nosso dever de classe, político e internacionalista nos tornar a barreira contra o 
nacionalismo local e internacional, assim como contra a nova onda de ilusão nacionalista 
criada generosamente pela mídia, pela igreja e pelos partidos políticos sobre o chamado 
"problema da Macedônia".

Contra os antagonismos geopolíticos do Estado, que transformaram o mundo em uma zona de 
guerra, vamos incentivar a solidariedade entre as pessoas e deixar bem claro que nós não 
vamos nos tornar um pedaço de carne para suas armas.

Ao invés dos Bálcãs com nações-estados divididas e sangrentas, vamos trabalhar por uma 
península balcânica sem as cicatrizes das fronteiras e sem divisões religiosas e 
nacionalistas. Vamos trabalhar para que os Bálcãs se tornem um espaço de movimento livre 
tanto para locais quanto para imigrantes, os Bálcãs como uma grande comuna, os Bálcãs 
daqueles sem poder.

Lutas internacionais contra o nacionalismo, a guerra e o fascismo, pela subversão do 
Estado e da barbárie capitalista.

Pela revolução social, pela anarquia e pelo comunismo.

MANIFESTAÇÃO INTERNACIONALISTA DOS BÁLCÃS

Sábado, dia 10 de março, às 12h. Em Kamara, Tessalônica.

Grupo Anarquista de Atenas, Vogliamo tutto e per tutti

vogliamotutto.espivblogs.net

Tradução > César Antonio Cázarez Vázquez


Mais informações acerca da lista A-infos-pt