(pt) uniao anarquista UNIPA - GREVE GERAL NO DIA DA MULHER TRABALHADORA: ESTRATÉGIA REVOLUCIONÁRIA PARA A EMANCIPAÇÃO FEMININA!

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Terça-Feira, 13 de Março de 2018 - 06:43:13 CET


"Em quase todo mundo as mulheres estão escravizadas; enquanto elas não estiverem 
completamente emancipadas, a liberdade de todos nós será impossível" ---- (M. Bakunin) 
---- Ao absurdo número de mais de sessenta mil casos de feminicídio em todo o mundo (sendo 
o Brasil o dono da quinta maior taxa de feminicídio do mundo), as militantes feministas 
Angela Davis, Nancy Fraser, entre outras, convocaram, no início, de 2017 uma greve geral 
mundial em defesa dos direitos reprodutivos e contra a violência contra as mulheres para o 
dia 8 de março daquele ano. ---- Inspiradas pelo movimento "nenhuma a menos" surgido na 
argentina após a morte por feminicídio de mais uma jovem, a convocação também trazia 
exemplos de grandes manifestações de mulheres por todo mundo, em defesa dos direitos ao 
próprio corpo e contra a violência patriarcal, que incluíam em suas pautas a luta contra a 
desigualdade de salários, contra a perda de direitos trabalhistas, que vitimam em maior 
número e primeiramente as mulheres e contra as políticas homofóbicas, transfóbicas e 
xenófobas dos Estados, demonstrando que está emergindo uma luta global protagonizada pelas 
mulheres trabalhadoras!

O chamado para uma GREVE GERAL Mundial de Mulheres, uma greve geral pelos direitos da 
mulher trabalhadora, deixa claro que o caminho proposto é o caminho da luta de classes! E 
este, sem dúvida, é o único que pode trazer a vitória, o fim da violência sexista, o fim 
da desigualdade econômica, política e social e, por fim, a emancipação.

Sem a emancipação das mulheres não há emancipação da classe trabalhadora. A liberdade da 
classe trabalhadora da escravidão imposta por patrões e Estados não pode acontecer 
enquanto uma imensa parcela da classe, as mulheres trabalhadoras, viverem sujeitas à 
opressão patriarcal, ao machismo e à misoginia, massacrando seus corpos e submetendo-as 
exploração sexista de sua condição histórica através da desigualdade econômica. Por isso 
destruir o patriarcado é uma tarefa da classe trabalhadora e ao desenvolvimento dessa luta 
está subordinada a própria emancipação dos e das trabalhadoras.

E se a base fundamental e o modelo por excelência do Estado é a família patriarcal, 
sabemos que não há Estado sem machismo! Não há Estado que não sustente o machismo! É 
preciso romper com as ilusões de que o Estado patriarcal pode prover a emancipação das 
mulheres, sobretudo da mulher trabalhadora. O Estado, senhor da repressão e gerente dos 
interesses burgueses, fará de tudo para conciliar e fingir conceder direitos, desde que 
garanta a exploração econômica das massas de trabalhadoras pelo capital. Por isso o único 
caminho para a emancipação é a ação direta, a greve geral e a insurreição!

A UNIPA defende que o dia da mulher trabalhadora, 8 de março, data que representa o luto e 
a luta de nossas mártires, seja um dia de Greve Geral pela Emancipação da Mulher, contra 
toda opressão machista! Sendo dever dos anarquistas revolucionários e de todas e todos 
aqueles verdadeiramente comprometidos com a causa do povo construir essas greves até a 
conquista da liberdade pelas mulheres e, consequentemente, por toda a classe trabalhadora! 
É preciso que cada organização da nossa classe se coloque este dever. É necessário que 
cada militante tome para si a responsabilidade de construir essa luta e destruir o machismo!

A luta da mulher é a luta do povo e a luta do povo é a luta da mulher!

A cada caso de violência e usurpação de direitos das mulheres responder com a Greve Geral!

Trabalhadoras de todo mundo, uni-vos!

https://uniaoanarquista.wordpress.com/2018/03/07/greve-geral-no-dia-da-mulher-trabalhadora-estrategia-revolucionaria-para-a-emancipacao-feminina/


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