(pt) [Espanha] A CNT chama a rebelarem-se contra o Estado patriarcal e seus tribunais de injustiça By A.N.A. (en)

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Sábado, 30 de Junho de 2018 - 06:41:32 CEST


O sindicato CNT mostrou sua absoluta "consternação e repugnância" ante a atuação do 
Tribunal de Pamplona que decretou a liberdade provisória¹ dos membros de "La Manada". 
"Compartilhamos a raiva gerada e chamamos a converter a indignação em uma luta permanente 
contra o sistema patriarcal que o Estado traz em seus genes", afirmou a organização 
anarcossindicalista. ---- Do mesmo modo, a CNT advertiu que o ocorrido em torno a "La 
Manada" volta a pôr em foco uma realidade inquestionável: para quê e para quem são feitos 
os tribunais e os cárceres. "Esse mesmo sistema judicial é o que persegue e arruína a vida 
de oito jovens de Altsasu graças a uma montagem policial, ou também o que persegue a 
rapers e criminaliza o protesto social", frisou o sindicato.

"A justiça não é outra coisa que injustiça, e o Estado não é mais que um gigantesco 
aparato machista, violento e patriarcal", ressaltou. Nesse contexto, a CNT também pediu 
uma "reflexão" sobre o sistema atual, "um sistema que engendra monstros como os 
integrantes de La Manada e coloca nos tribunais de ‘injustiça' juízes machistas e misóginos".

A central anarcossindicalista mostrou seu "respaldo, apoio e afeto" para com todas as 
militantes do movimento feminista que hoje saem às ruas "para gritar contra esta injustiça 
e defender seus direitos". "Vocês, irmãs, são essenciais e indispensáveis para construir 
outro modelo de sociedade, mais livre e mais humana", destacou.

Fonte: 
http://cnt.es/noticias/cnt-llama-rebelarse-contra-el-estado-patriarcal-y-sus-tribunales-de-injusticia

Tradução > Sol de Abril

>> Nota:
[1]Milhares de pessoas se manifestaram nesta sexta-feira (22/06) em diferentes cidades da 
Espanha em repúdio à libertação de "La Manada", cinco jovens que abusaram sexualmente em 
grupo de uma jovem e que poderão voltar para casa à espera da confirmação da condenação na 
segunda instância. O tribunal de Pamplona, encarregado do caso, decretou liberdade 
provisória sob fiança de 6.000 euros para os cinco jovens sevilhanos, que na tarde desta 
sexta-feira já haviam deixado a prisão. O tribunal já havia causado escândalo em abril, 
quando se pronunciou em primeira instância. Os juízes descartaram a classificação de 
estupro nos atos cometidos pelos acusados, que penetraram sucessivamente a vítima no 
portal das festas de São Firmino, em Pamplona, em julho de 2016. Cada um deles foi 
condenado a nove anos de prisão por "um delito continuado de abuso sexual", mas agora 
ficaram em liberdade provisória à espera de que se examine seu caso na apelação.

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