(pt) BEWEGT EUCH! 1968 UND DIE: Manifesto da Organização Anarquista Terra e Liberdade

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Terça-Feira, 31 de Julho de 2018 - 06:54:02 CEST


Batizados à ferro e noite, conhecendo, nos últimos anos, prisões, remoções, repressão e 
covardia, nos organizamos. ---- Não é uma vida medida à morte que queremos. Também não 
calamos ao som das pancadas, dos tiros na porta das casas, dos nossos mortos de fome, 
bala, polícia e de farsas processuais. Não paramos nunca. Por isso quando as companheiras 
e os companheiros nos perguntam: o que a OATL tem feito? Como está a OATL depois do 
processo dos 23? Respondemos: o que sempre fizemos e continuaremos a fazer: Tocando a luta 
política contra toda forma de exploração em nossos locais de trabalho,moradia e estudo 
plantando no chão a semente da nova vida. ---- Para nós, junho de 2013 foi um grande 
levante popular, um marco sem precedentes na história da nossa geração. Um movimento de 
massas que sacudiu o pais em grandes atos que chegaram a colocar um milhão nas ruas! No 
entanto, não começamos em junho e não somos apenas "ativistas": somos militantes políticos 
que ousaram apoiar diversas lutas do povo. Somos trabalhadoras e trabalhadores que ousam 
dedicar as suas vidas a lutar contra toda forma de exploração e opressão. Sempre estivemos 
na luta em movimentos pela educação, pela moradia, de combate às opressões, no movimento 
negro, indígena, nos sindicatos e locais de trabalho, ajudando a construir através de 
práticas libertárias - autogestão, apoio mútuo, igualdade, liberdade, ação direta, 
federalismo - o poder popular. Nunca dormimos! Estamos acesos: corações cheios de vida.

A construção da imagem do sujeito terrorista, o estereótipo do anarquista munido de 
dinamites e bombas pronto a explodir tudo, não condiz com a nossa história de luta. 
Continuamos nesses quatro anos, entre as prisões e a condenação, construindo as lutas 
populares . Os verdadeiros terroristas são aqueles que assassinam nas favelas e 
periferias, que saqueiam os cofres públicos, que deixam nosso povo morrer na fila do SUS, 
que lucram milhões com a miséria de nossa gente.

Depois de milhares de horas de escuta telefônica, agentes no encalço dos 23, "delações 
premiadas", quebras de sigilo bancário e toda sorte de investigações, tudo que o a 
repressão conseguiu produzir foi uma sentença genérica, sem nenhum crime individualizado, 
que enquadra os manifestantes em uma suposta "associação criminosa", colocando como 
evidência dessa associação seus vínculos políticos/ideológicos. Um verdadeira farsa 
processual que entra na lata de lixo da história, ao lado de tantas outras que 
criminalizaram o movimento operário e as diversas lutas do povo.

No entanto, essa sentença não visa atacar somente nossa organização e aos 23, é um recado 
claro para amordaçar todas e todos que lutam! Essa sentença não condena os 23, condena os 
movimentos sociais, o direito de organização e de expressão. No entanto, se eles queriam 
calar as ruas, o povo criará novos junhos, se eles querem gerar medo e desesperança, só 
vão gerar indignação e luta. Toda companheira morta, todo companheiro preso, toda casa 
demolida, toda greve reprimida, são as forças e a chama que armamos noite e dia. Com a 
certeza de que uma nova sociedade nasce a cada luta, a cada confronto de rua, tomada de 
terra, e que toda batalha vitoriosa nasce sempre radical e livre, como uma flor crescendo 
da terra.

"O sol nunca se põe para aqueles e aquelas que lutam!"

Não começamos em junho de 2013 e não nos calarão em 2018!

Organização Anarquista Terra e Liberdade/ Julho 2018

https://terraeliberdade.org/manifesto-da-organizacao-anarquista-terra-e-liberdade/


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