(pt) [País Basco] A revolução não se faz em um dia, é uma consequência do trabalho do dia a dia By A.N.A.

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Segunda-Feira, 30 de Julho de 2018 - 08:21:34 CEST


* Como todos os anos, a CNT homenageou em La Huella de Artxanda (Bilbao) às mulheres e 
homens que fizeram a Revolução Social e enfrentaram o fascismo em 19 de julho de 1936. 
---- * "Pessoas normais mas organizadas nos demostraram que se pode viver fora do 
capitalismo", frisou a organização anarcossindicalista. ---- Enquanto o debate sobre 
memória histórica e o Vale dos Caídos está candente, a CNT recordou o que ocorreu há 82 
anos. "O povo deteve o golpe fascista, ainda que a República Espanhola não ajudasse nada", 
disse a organização anarcossindicalista. "Ademais, estes homens e mulheres realizaram a 
que seria a maior revolução social na Europa durante o século XX, coletivizando a terra e 
as indústrias, colocando em prática o comunismo libertário", frisou a CNT.

Na opinião do sindicato, o regime ditatorial franquista e o regime de 1978 quiseram 
eliminar esta experiência da memória coletiva, "já que demostrou que se pode viver fora do 
capitalismo com base na autogestão e liberdade". As indústrias passaram para as mãos de 
seus trabalhadores, "eles foram os gestores"; no campo "coletivizaram as terras, sendo a 
propriedade comum". Ainda assim, este processo revolucionário "teve seus inimigos: tanto 
os golpistas como os governos da República Espanhola como da Generalitat, porque ia contra 
sua ordem social burguesa", disse a CNT.

Por outro lado, a homenagem também quis recordar outros processos revolucionários que 
estão em marcha. Rojava é um destes exemplos, "ainda que cada território tenha suas 
particularidades", disse a organização anarcossindicalista. Sua revolução também começou 
em 19 de julho (de 2012), mas nos dias de hoje essa revolução "está sendo atacada 
brutalmente: os e as revolucionárias do mundo estamos com vocês", disse a CNT.

A homenagem tampouco quis esquecer as pessoas migrantes e refugiadas. "Os homens e 
mulheres que fizeram a revolução também tiveram que escapar do regime genocida", 
recordaram; "temos que solidarizar-nos com as pessoas que estão vindo a nosso território, 
já que tem os mesmo motivos de nossos avôs e avós para serem refugiadas: sobreviver". A 
CNT propõe às organizações sindicais responder a esta situação mediante "ações 
contundentes", para aprofundar a rede de solidariedade e obrigar as instituições a cumprir 
seu dever: ademais de concentrações e manifestações, "temos que utilizar a ferramenta da 
greve". Com ela, "podemos obrigar às instituições a passar aos atos as palavras", frisou a 
CNT.

Por último, "com esta homenagem queremos elogiar a essas mulheres e homens comuns e 
admiráveis, já que sois exemplo", disseram as organizadoras. "Graças a vocês levamos um 
mundo novo em nossos corações, que está crescendo neste instante", disse a CNT.

Fonte: 
http://www.cnt-sindikatua.org/index.php/es/todas-las-noticias/1463-la-revolucion-no-se-hace-en-un-dia-es-una-consecuencia-del-trabajo-del-dia-a-dia.html

Tradução > Sol de Abril


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