(pt) [Espanha] A CGT continua exigindo justiça para as vítimas e represaliadas da Guerra Civil a 80 anos do levantamento militar fascista By A.N.A. (ca, en, it)

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Domingo, 22 de Julho de 2018 - 12:47:55 CEST


Não foi uma "transição exemplar" mas uma "transação vergonhosa" para conter quem buscava 
justiça após décadas de repressão e morte ---- A Confederação Geral do Trabalho (CGT) 
emitiu um comunicado no qual pede memória, justiça e reparação para as milhares de vítimas 
da Guerra Civil e do terror fascista imposto por Francisco Franco durante 40 anos. ---- A 
organização anarcossindicalista salientou que apesar da passagem dos anos, a justiça para 
estas pessoas e seus familiares segue sem aparecer. Neste sentido, a CGT recordou vários 
casos de impunidade estatal, como o procedimento contra os anarquistas Granado e Delgado, 
assassinados por garrote vil em agosto de 1963. Sua sentença de morte foi assinada por 
Manuel Fraga Iribarne, que passaria para a história como "pai da democracia". Granado e 
Delgado foram torturados e acusados de instalar explosivos em dependências estatais de 
Madrid, no entanto jamais se puderam comprovar estas acusações.

Os "incidentes" nos Sanfermines do ano de 78, em Pamplona (Navarra), são outro exemplo da 
repressão fascista que se impôs nos primeiros anos daquela exemplar transição. A polícia 
do regime assassinou com um tiro frontal Germán Rodríguez, membro da seção basca da Liga 
Comunista Revolucionária (LKI), que contava naquela ocasião com tão só 23 anos de idade. A 
polícia, à ordem de "atirar com todas as energias e o mais forte que pudessem sem importar 
matar", feriu também a mais de 150 pessoas.

A CGT, por outro lado, recorda o percurso de muitas famílias de vencidos e vencidas que 
tem que buscar a justiça através de seus próprios meios porque o Estado lhes abandonou a 
sua sorte. A lei de Memória Histórica de Zapatero, segundo a CGT, só foi uma "lavada de 
imagem" mas jamais teve a verdadeira intenção de resgatar das valas a tantas pessoas que 
deram sua vida na luta por um mundo mais justo.

A Confederação Geral do Trabalho (CGT), por outro lado, também criticou que sigam sem 
exumar-se e trasladar-se a lugares privados os restos de assassinos fascistas, como o 
General Quipo de Llano, mais conhecido como o "carniceiro de Sevilha" e que semeou o 
terror em toda Andaluzia. Foi Gonzalo Queipo de Llano quem mandou executar a uma coluna 
inteira de mineiros de Huelva, em sua maioria anarquistas. Hoje, seus restos, continuam 
sepultados na basílica da Esperanza Macarena de Sevilha, ao amparo da Igreja católica e 
seus acólitos religiosos, os grandes beneficiados do franquismo.

A CGT denuncia que não é suficiente a mudança de nomes nas ruas e praças do Estado 
espanhol ou a eliminação da simbologia franquista de povoados e cidades, utilizada 
politicamente nesta "democracia". A CGT assinala que é necessário e urgente reclamar o fim 
da impunidade franquista, tanto a do antigo como a do novo regime, e declara que, como 
organização libertária, continuará lutando para que a memória dos que deram sua vida por 
um mundo mais justo continue viva, ano após ano, em nossa sociedade.

Gabinete de Imprensa do Comitê Confederal da CGT

Fonte: 
http://www.cgt.info/toledo/noticias/cgt-contin%C3%BAa-exigiendo-justicia-para-las-v%C3%ADctimas-y-represaliadas-de-la-guerra-civil-80

Tradução > Sol de Abril


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