(pt) Se eu não puder dançar, não é a minha revolução - Emma Goldman By A.N.A. (en)

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Sábado, 14 de Julho de 2018 - 07:17:54 CEST


Nos bailes, eu era uma das mais alegres e cheias de energia. Uma noite, um primo de Sasha, 
um garoto jovem, me puxou de lado. Com uma expressão grave, como se fosse anunciar a morte 
de um companheiro querido, ele sussurrou que não convinha a uma agitadora ficar dançando. 
---- Com certeza não convinha com um tal abandono. Não era uma atitude digna para quem 
estava para se tornar uma força no movimento anarquista. Minha futilidade apenas mancharia 
a causa. ---- Eu fiquei furiosa com a interferência sem pudor do garoto. Eu falei para ele 
cuidar da própria vida e disse que estava cansada de jogarem a causa toda hora na minha 
cara. ---- Eu não acreditava que uma causa que defende um ideal tão lindo, o anarquismo, a 
liberdade e emancipação das convenções e do preconceito exigisse a negação da vida e da 
alegria.

Eu enfatizei que nossa causa não poderia esperar que eu fosse uma freira e que o movimento 
não deveria se tornar um mosteiro. Se fosse isso, eu não o queria. Eu quero a liberdade, o 
direito à livre-expressão, o direito de todos às coisas bonitas e radiantes!

Para mim, o anarquismo era aquilo e eu viveria o anarquismo a despeito de todo mundo - 
prisões, perseguição, tudo. Se eu não puder dançar, não é a minha revolução.

Emma Goldman (27/06/1869 - 14/05/1940)

agência de notícias anarquistas-ana


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