(pt) "Santos sofreu um grande apagamento da sua história anarquista e sindicalista revolucionária" By A.N.A.

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Quarta-Feira, 28 de Fevereiro de 2018 - 07:39:32 CET


Na entrevista a seguir, Marcolino Jeremias, guarujaense de 40 anos e membro do Núcleo de 
Estudos Libertários Carlo Aldegheri (NELCA), que mantém uma biblioteca anarquista no 
município de Guarujá, litoral paulista, fala um pouco sobre o anarquismo histórico na 
cidade de Santos. ---- Agência de Notícias Anarquistas > Para começar, relate brevemente 
como você chegou ao anarquismo, como se tornou um historiador autodidata... ---- Marcolino 
Jeremias < No começo dos anos 90, eu estava completamente envolvido na cena underground, 
especialmente na cena do metal extremo e do grindcore, fazendo zines e participando de 
bandas. Foi um pulo para ter contato com os coletivos anarco-punks e, depois, com os 
coletivos especificamente anarquistas. Em 1994, eu participei de um coletivo no Guarujá 
que teve vida curta: o Coletivo Libertariedade e Gaia. Em seguida fui convidado a 
participar da União Libertária da Baixada Santista (ULBS), um grupo punk/anarquista, que 
organizou várias atividades no período em que existiu (1991 - 2002), foi nessa época que 
tive os primeiros contatos com os velhinhos do Centro de Cultura Social de São Paulo 
(CCS), o Antonio Martinez e, com um pouco mais de frequência, o Jaime Cubero.

Lembro-me do nome de Jaime Cubero: " o militante anarquista se entrega por causa que 
defende". Isso realmente me fez refletir como eu, pessoalmente, poderia me dedicar mais 
para o anarquismo. Eu estava enfrentando um período em que não encontrava trabalho, mal 
conseguia juntar uns trocados para contribuir financeiramente com o coletivo que 
participava. Percebi que uma coisa que eu poderia fazer (já que tinha bastante tempo livre 
e nenhum dinheiro) era frequentar arquivos públicos (gratuitos) para buscar maiores 
informações e subsídios históricos que pudessem sanar algumas dúvidas que eu tinha sobre o 
anarquismo e, num segundo momento, socializar essas informações para difundir o anarquismo 
e, quiçá, ajudar outras pessoas a também sanarem as suas próprias dúvidas. Foi a maneira 
que eu encontrei, no dizer de Jaime Cubero, de ‘me doar ao anarquismo'.

Mas não faço questão nenhuma do rótulo de historiador. Não tenho nenhuma pretensão 
acadêmica no que eu faço. Não tenho nenhum currículo lattes para ser abarrotado com 
trabalhos acadêmicos (muitas vezes inúteis)... Sou apenas um pesquisador instintivo e 
intrometido. Minha profissão é recepcionista.

ANA > Por que a cidade de Santos era chamada "a Barcelona Brasileira"? (risos)

Marcolino < Os anarquistas tiveram uma atuação muito forte na cidade de Santos, 
especialmente, nas duas primeiras décadas do século XX. Segundo o jornal oficial carioca 
‘A Noite', de 19 de novembro de 1912, a Confederação Operária Brasileira (COB) possuía 
cerca de 60 mil trabalhadores filiados no país inteiro. Ainda segundo esse jornal, A 
Federação Operária do Rio de Janeiro possuía 5 mil filiados, a Federação Operária de São 
Paulo 10 mil filiados e a Federação Operária Local de Santos 22. 500 trabalhadores 
filiados. É um número realmente extraordinário, é mais de 35% de todos trabalhadores 
filiados na Confederação Operária Brasileira, segundo os dados fornecidos por esse jornal.

Em Junho de 1905 (antes mesmo da conhecida greve geral de 1917), os estivadores de Santos 
iniciaram uma greve no Porto de Santos, que se tornou uma greve geral em que, pela 
primeira vez na história do sindicalismo brasileiro, transpôs as fronteiras locais e 
chegou a atingir algumas categorias de trabalhadores em São Paulo e no Rio de Janeiro. 
Isso é pouco conhecido. Muitas pessoas até hoje afirmam que a greve de 1917 foi a primeira 
greve geral do Brasil.

A Federação Operária Local de Santos também foi a primeira e única entidade operária no 
Brasil, a adotar publicamente em seus estatutos uma orientação explicitamente anarquista. 
A defesa dessa linha de estratégia sindical conflitante com a orientação da neutralidade 
política defendida pela Confederação Operária Brasileira, da qual a FOLS fazia parte, 
causou bastante polêmica na época. Para quem tiver interesse em se aprofundar nesse 
assunto, basta ler o livro "Anarquistas No Sindicato - Um Debate Entre Neno Vasco e João 
Chrispim" que o Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri (NELCA) lançou em conjunto 
com a Biblioteca Terra Livre, em 2013.

Esses exemplos históricos demonstram a força que o anarquismo teve nas primeiras décadas 
do século passado em Santos. Foi essa força dos militantes anarquistas e sindicalistas 
revolucionários que fez com que Santos fosse conhecida como ‘A Barcelona Brasileira'. O 
que eu achei mais curioso foi que eu pensava que esse rótulo havia sido colocado depois, 
como uma forma de homenagem a posteriori, mas não, existem documentos de 1913 que já se 
referem à Santos dessa forma.

ANA > Avenidas, ruas, prédios antigos, monumentos, estátuas e bustos espalhados pela 
cidade (região) guardam lembranças e informações históricas do anarquismo?

Marcolino < Pela força que o anarquismo tinha em Santos, podemos concluir que sobraram 
poucas referências. Tem o conhecido busto do Martins Fontes na praia do José Menino (em 
frente ao número 70 da avenida presidente Wilson). Não podemos considerar o Martins Fontes 
um militante anarquista. Porém, ele se reivindicou várias vezes enquanto anarquista na 
década de 20 e 30, num período em que os anarquistas em Santos eram brutalmente 
perseguidos na cidade. Martins Fontes foi filho do socialista Silvério Fontes e, apesar 
disso, adotou o anarquismo. Participou da iniciativa libertária da Universidade Popular de 
Ensino Livre do Rio de Janeiro, teve amizade com José Oiticica e fez algumas poesias 
falando sobre anarquismo, inclusive, homenagens ao Bakunin, Louise Michel, José Oiticica e 
Kropotkin. Obviamente, o busto não foi feito pela Prefeitura por causa do envolvimento do 
Martins Fontes com o anarquismo, e sim pelo seu relevante trabalho enquanto médico e poeta.

Outra situação parecida é o busto do Luis La Scala, que fizeram em dezembro de 2006. Se 
localiza na avenida Samuel Augusto Leão de Moura, próximo do número 3080, no bairro da 
Aparecida, numa praça que também deram o nome de Luis La Scala. Ele foi um dos precursores 
do anarquismo na cidade, fundou a Sociedade Primeiro de Maio em 1904, a primeira 
organização de Santos a propagar o sindicalismo revolucionário, organizou greves, inúmeras 
campanhas operárias (inclusive a favor do Francisco Ferrer, da Idalina, da Revolução 
Mexicana, etc.), participou da Liga Anti-Militarista, da Escola Moderna de Santos, dos 
jornais libertários ‘Aurora Social', ‘O Proletário', etc. Depois mudou de rumo. Tornou-se 
vereador em Santos, foi filiado ao Partido Republicano (PR) e ao Partido Socialista 
Brasileiro (PSB) e também foi provedor da Santa Casa de Santos. Foi por isso que ele foi 
homenageado, e não por sua ligação com o anarquismo ou com o sindicalismo revolucionário.

Na rua João Caetano, número 169, no Marapé, temos ainda hoje a sede do Libertário Futebol 
Clube, que foi um time de futebol de várzea fundado em 1º de Janeiro de 1916. Considerado 
o "Vovô Varzeano" de Santos, pelo que eu pude apurar não teve nenhum militante anarquista 
de destaque em sua equipe ou diretoria, nem ligação direta com o anarquismo organizado. 
Mas, considero, que pelo nome, algum nível de influência deve ter tido.

Além disso, eu procurei alguns endereços de antigas sedes operárias, e encontrei algumas, 
porém, sem nenhuma referência na fachada ou algo assim. Santos sofreu um grande apagamento 
da sua história anarquista e sindicalista revolucionária.

Cientes dessa situação, em agosto de 2016, militantes anarquistas do Núcleo de Estudos 
Libertários Carlo Aldegheri, com a intenção de resgatar uma pequena parte dessa história, 
colocamos uma placa no túmulo do Eladio Cezar Antunha (1889 - 1920), que se encontra no 
cemitério do Saboó. Eladio fez parte da primeira geração de anarquistas de Santos e foi um 
dos precursores do sindicalismo revolucionário na Baixada Santista.

O periódico anarquista "A Plebe", de 8 de maio de 1920, assim registrava o seu 
falecimento: "Eladio durante muitos anos militou no meio operário da vizinha cidade 
marítima. Inteligente, ativo, falando com bastante desembaraço, escrevendo com acerto, o 
bom Eladio contribuiu valiosamente para o desenvolvimento associativo da cidade de Braz 
Cubas, onde esteve à frente de jornais operários".

Já na "A Plebe" de 18 de agosto de 1923, encontramos esse texto escrito por companheiros 
anarquistas da cidade de Santos: "Em caminho para o cemitério do Saboó (...) foram 
pronunciados alguns discursos, lembrando o camarada Eladio Cezar Antunha, a quem se iria 
homenagear pelos esforços que o mesmo despendeu em prol da emancipação do proletariado 
santista e em defesa do ideal libertário, que por muito tempo defendeu e propagou.

No cemitério falaram novamente vários oradores lembrando uns a altivez e persistência com 
que o camarada Eladio se manteve durante mais de um decênio, sempre na vanguarda, sempre 
entusiasta e cheio de fé ardente no ideal que havia abraçado - A anarquia!".

O militante anarquista santista Manoel Perdigão Saavedra, em seu livro "Ao Fragor Das 
Derrocadas" de 1924, assim se referia à ele: "Eladio Cezar Antunha foi o vibrante tribuno 
das nossas jornadas gloriosas. Fundador da organização operária em Santos. Desfraldou a 
bandeira do sindicalismo revolucionário, batendo-se com denodo contra os sofistas e 
combatendo sem tréguas, nem esmorecimentos os aventureiros e arrivistas. A ele deve-se a 
implantação da jornada de oito horas nesta localidade. Era um devotado e ardente defensor 
do ensino racionalista; continuar, aqui, a obra iniciada por Ferrer, constituía o seu 
sonho dourado.

Morreu em plena juventude, sem abandonar a sua bandeira de combate, rijo em seu posto num 
momento em que vários de seus camaradas de outrora transigiam ao impulso da pança. Deixou 
publicada uma resenha histórica do movimento operário em Santos, desde o seu estado 
embrionário".

Já o anarquista João Perdigão Gutierrez, que também militou em Santos escreveu o seguinte: 
"Eladio foi um ídolo dos trabalhadores, pela extraordinária atividade e grande número de 
prisões que sofreu. O lugar onde está sepultado, no cemitério do Saboó, é visitado pelos 
trabalhadores, todos os dias 2 de Novembro".

A frase que colocamos na placa ("Viver sem liberdade, é vegetar morto. O escravo, o servo, 
o operário que luta pela emancipação, é o morto que se levanta para conquistar a vida! 
Lutar é viver!!!"), foi escrita pelo próprio Eladio Cezar Antunha no periódico anarquista 
‘A Terra Livre' em 1907.

A título de curiosidade, um parente do Eladio Cezar Antunha participa do Núcleo de Estudos 
Libertários Carlo Aldegheri e participou conosco dessa homenagem ao companheiro.

ANA > Apagamento mesmo nas Universidades, nos cursos de história da região?

Marcolino < Sim, com certeza. Não só não falam da rica história do anarquismo e do 
sindicalismo revolucionário da Baixada Santista nas universidades locais, como também não 
falam da história do socialismo em geral aqui da região que foi muito forte em vários 
períodos.

Você pega um cara como Affonso Schmidt, renomado romancista, poeta e jornalista, nascido 
em Cubatão[cidade vizinha a Santos], que também teve uma passagem relevante no anarquismo. 
Ele fez parte da redação do jornal ‘A Plebe'. Em 1919, quando a polícia empastelou a sede 
do histórico periódico anarquista, encontrou lá Edgard Leuenroth e Affonso Schmidt. Ele 
também participou da redação de outros periódicos importantes como ‘Voz do Povo', ‘A 
Lanterna' e ‘A Vanguarda'. Eu consegui comprar num sebo um livro da Maria Lacerda de Moura 
de 1924, onde ela fez uma dedicatória para ele (em 1942, com o afastamento dele dos meios 
libertários, ela mesma chegou a declarar: "Gosto do Schmidt e muito, mas gostaria mais 
dele se fosse mais sincero com sua própria consciência e ficasse só no artista e... Olhe 
lá..."). Então, concluímos que ele teve uma participação relevante na história do 
anarquismo brasileiro, porém, quando ele é lembrado, sempre omitem sua passagem pelos 
meios libertários. Aliás, muitas pessoas não sabem nem que Affonso Schmidt nasceu em Cubatão.

ANA > Há algum livro que trate especificamente dessa pujança que o anarquismo teve na 
região, em Santos, ou as informações estão difusas e dispersas em livros, teses... Aliás, 
você pretende condensar em um livro suas pesquisas?

Marcolino < Tem o "Ventos do Mar - Trabalhadores do Porto, Movimento Operário e Cultura 
Urbana em Santos, 1889 - 1914", da Maria Lucia Caira Gitahy, Editora UNESP, 1992, que é um 
excelente livro, porém, no que diz respeito ao anarquismo em Santos tem muito ainda para 
ser aprofundado. E tem também o "Operários Sem Patrões: Os Trabalhadores da Cidade de 
Santos no Entreguerras", de Fernando Teixeira da Silva, Editora UNICAMP, 2003, uma 
pesquisa interessante, porém, da qual discordo em alguns pontos.

Tem também a pesquisa do Edgar Rodrigues, que em vários de seus livros trata do anarquismo 
em Santos, com base em importantes documentos históricos, porém de forma fragmentada. Para 
quem se interessa pelo tema, eu indico a leitura de todas essas obras.

Já faz um tempo que eu encerrei minha pesquisa sobre Santos, pois eu já pesquisei todos os 
documentos que eu tinha vontade. Lógico que sempre acaba aparecendo "novos documentos 
velhos", especialmente, com muitos arquivos digitalizando e disponibilizando boa parte de 
seus acervos. Mas essa parte da pesquisa em si, eu já considero finalizada para mim. As 
obrigações do cotidiano e minhas responsabilidades com a Biblioteca Carlo Aldegheri (desde 
2012) tomam a maior parte do meu tempo livre, por isso ainda não tive tempo para publicar 
um livro especifico sobre o anarquismo em Santos, com todos os documentos que consegui 
encontrar. Mas pretendo fazer isso nos próximos anos, justamente para resgatar essa 
história e socializar publicamente esses documentos.

Recentemente, à convite da Biblioteca Terra Livre, eu escrevi um texto sobre o centenário 
da greve de 1917 em Santos, no livro "A Greve Geral de 1917: Perspectivas Anarquistas". É 
uma excelente obra, especialmente, pela contribuição dos outros autores que abordam 
questões como o método de organização da greve geral conduzida pelos sindicalistas 
revolucionários; a forte influência, inspiração e protagonismo anarquista no movimento; a 
essencial participação feminina na greve geral de 1917 - que aliás foi o estopim da greve; 
a solidariedade operária; os saques e a expropriação; o alastramento da greve geral para 
outras localidades (além de Santos - Rio de Janeiro, Sorocaba e Rio Grande do Sul); a 
greve de 1917 sob o ponto de vista educacional e da geografia social; a brutal repressão 
policial e um verdadeiro morticínio de trabalhadores (enterrados clandestinamente) e, por 
fim, os desdobramentos e as conclusões da greve geral de 1917.

ANA > Em suas pesquisas, encontrou algum fato curioso envolvendo os anarquistas? Algo que 
chamou a sua atenção?

Marcolino < Os anarquistas por todo o seu idealismo inabalável, pelo seu radicalismo, pela 
sua obstinação, mesmo diante das piores realidades possíveis sempre deixaram marcas 
impressionantes e indeléveis na história internacional, que demonstram toda dedicação e 
combatividade pela causa que defendem. Em Santos não foi diferente e temos inúmeras 
passagens interessantes que reforçam essa tradição, sempre nos remetendo aos valores da 
ética, da solidariedade, da determinação que nos chamam bastante a atenção.

Vou citar esse episódio, ainda inédito, das memórias do já citado Luis La Scala: "Em 1911, 
quando da grande greve geral, como secretário geral do comitê, dirigia o movimento através 
de um volante diário, com a ajuda de uma tecelã disfarçada em doméstica e que levava os 
originais para serem impressos numa tipografia da Praça Mauá. A perseguição era grande aos 
membros do comitê, estando alguns foragidos e outros presos. A greve prolongava-se e o 
governo do estado impacientado, mandou para Santos o Dr. Washington Luís que era o 
secretário da segurança. A policia redobrou a violência. Revidou-se com um boletim. O 
tipógrafo ao receber o original recusou a impressão. Avisado pela tecelã, La Scala 
arriscando sua liberdade, entrou pelos fundos da tipografia e com a ajuda do companheiro 
Juvencio Dias e de revolver em punho, obrigaram o Sampaio, cidadão português e sua esposa 
a comporem o manifesto a todo vapor. A circulação do mesmo provocou violenta reação".

Eu gosto dessa citação, pois ela nos permite ter uma ideia de como a questão social nesse 
período era rude e de como ela era confrontada pela classe oprimida com igual intensidade. 
A nossa realidade atual ainda é bastante violenta (embora com outras características), 
porém, a resposta das classes oprimidas ainda têm que se intensificar mais para conseguir 
fazer frente às injustiças sociais. A história de luta do anarquismo, não deve nos fazer 
olhar apenas para o passado, mas sim para o presente e para o futuro.

ANA > Deixe uma mensagem para os leitores e leitoras da ANA. Valeu!

Marcolino < Eu gostaria de agradecer a você Moésio e a Agência de Notícias Anarquistas 
(ANA) pela entrevista, pelo apoio em todos esses anos e pelo excelente trabalho de 
divulgação do anarquismo que vocês estão desenvolvendo já faz décadas. Para as pessoas que 
estão lendo, gostaria de salientar que nesses tempos conservadores que estamos vivendo, 
mais do que nunca, precisamos fortalecer a nossa luta, através da solidariedade, da 
cooperação, do respeito ético as diferentes formas de atuação e que as atitudes que 
tomarmos agora no presente serão os principais pilares para uma futura transformação 
social. Qualquer pessoa que queira obter maiores informações sobre qualquer assunto 
abordado nessa entrevista ou sobre o trabalho da Biblioteca Carlo Aldegheri no Guarujá, 
basta mandar uma mensagem para oplibertario  yahoo.com.br. Muito obrigado!

Biblioteca Carlo Aldegheri

Rua Luiz Laurindo Santana, Número 40, 1º Andar, Sala 1, Bairro Ferry Boat, Guarujá (SP)

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