(pt) [Grécia] Falemos sobre o fascismo moderno, parte VII By A.N.A.

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Sábado, 17 de Fevereiro de 2018 - 09:50:57 CET


Neste post se pode ler a sétima parte de uma série de artigos temáticos sobre a diacronia 
do fascismo no território do Estado grego. O artigo original, intitulado "Falemos sobre o 
fascismo moderno" e subtitulado "atualizando nossa análise e organizando a guerra contra 
suas raízes e não apenas contra os fascistas declarados", foi publicado no site da 
coletividade anarquista de Volos Manifesto. Todas as partes podem ser lidas aqui.  ---- O 
nacionalismo - "patriotismo" esquerdista tem muitas pernas... ---- "Mas não queremos 
derrotar o fascismo para substituí-lo por algo pior. Pior que o fascismo é a consolidação 
do Estado. Os fascistas batem, queimam, assassinam, violam todas as regras da liberdade, 
esmaga da maneira mais ofensiva a dignidade dos trabalhadores. Mas, francamente, todo o 
mal que o fascismo fez durante os últimos dois anos (e continuarão a fazer o tempo que os 
trabalhadores o tolerem) pode ser comparado ao mal que o Estado fez, silenciosamente e 
regularmente durante muitíssimos anos, e seguirá fazendo enquanto exista?"

Errico Malatesta, 14 de março de 1922, "O Fascismo e a legalidade", Umanita Nova

Os partidos e organizações esquerdistas-"patriotas" (LAE, EPAM, PLEUSI, etc.) que se opõem 
a esta narrativa "nacional" predominante propondo outro objetivo "nacional-patriota", 
estatista e interclassista, com sua constante propaganda contra os memorandos e seu 
populismo, até agora não conseguiram persuadir uma parte significativa da população sobre 
o caráter real de sua narrativa. Ou seja, se sob condições de globalização financeira, sem 
que o Estado possa tomar empréstimos no exterior e com possibilidade de produção e 
fabricação de energia interna e recursos industriais (dentro das fronteiras) deficiente 
para necessidades individuais e sociais modernas, é possível o regresso ao "liberalismo 
radical" anterior de uma moeda "nacional" inflacionária ou a um modelo estatal-capitalista 
do tipo da ex-União Soviética. Estão propagando um modelo que, independentemente do grau 
de intervenção do Estado no desenvolvimento das forças de produção, pretende que a nível 
comunicativo pareça um "oásis" dentro do "deserto" capitalista da globalização ...

Não é de todo curioso que esta segunda narrativa nacional-patriótica e minoritária tenha 
muitos pontos em comum com o relativo "programa econômico" do Aurora Dourada fascista, ou 
pelo menos até o assassinato de Fyssas e o início do "impulso" institucional e legal para 
a organização fascista, cujo objetivo era sua transformação em um componente político 
"sério" do chamado "arco institucional". Levando em consideração essas duas narrativas 
"nacionais" da Esquerda, a predominante e a minoritária, não é surpreendente que as lutas 
de classe relativamente massivas de 2010 a 2012 já estejam visivelmente mais fracas.

O texto em grego:

https://manifesto-volos.espivblogs.net/2017/09/18/about-fascism/

O texto em castelhano:

http://verba-volant.info/es/hablemos-del-fascismo-moderno-parte-vii/

Tradução > Liberto


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