(pt) colectivo libertario evora - FRANÇA, 1 DE DEZEMBRO: A LUTA SAIU À RUA

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Sexta-Feira, 7 de Dezembro de 2018 - 07:09:22 CET


Sábado, 1 de Dezembro, o dia foi de ferro e fogo em muitas cidades de França, sobretudo em 
Paris. ---- Confrontos violentos opuseram manifestantes do movimento dos coletes amarelos 
com a polícia. Houve mais de uma centena de feridos e cerca de 400 detidos só em Paris. 
---- O movimento, de origem popular, reúne gente muito díspar, notando-se em muitos casos 
a presença de elementos de extrema-direita, anti-Macron, nas manifestações. ---- No 
entanto, o fundo popular deste movimento tem feito que muitos sectores do movimento 
anarquista o acompanhem e tentem radicalizá-lo dirigindo-o para uma luta não apenas 
anti-governamental, mas sobretudo antisistema. Os ataques a bancos foram um exemplo dessa 
mudança de perspectiva.

Ainda que muito em cima do acontecimento, um grupo de anarquistas que esteve nas 
manifestações de sábado elaborou, a quente, um testemunho do que aconteceu no sábado em 
Paris e em que participaram activamente. A reportagem pode ser lida aqui (francês) e aqui 
(espanhol).

A conclusão que estes companheiros tiram, para já, é a seguinte:

"É difícil fazer o balanço de um dia tão louco, especialmente porque apenas presenciámos 
uma pequena parte do que aconteceu. No entanto, vários elementos podem guiar-nos para os 
próximos dias:

O clima é verdadeiramente insurreccional. As pessoas querem realmente a pele do governo e 
não têm medo de a verem cair. Obviamente não é uma insurreição no sentido comunista e 
revolucionário do termo, mas as pessoas não têm medo de saltarem para o vazio... Para ver 
o que nos pode trazer o vazio.
A polícia não controla os tumultos. Não pode. As forças são demasiado díspares, dispersas 
e decididas.
A presença da esquerda e especialmente da esquerda revolucionária transformou a frente da 
manifestação. Os ataques contra os bancos são, por exemplo, o fruto do trabalho político 
realizado num sentido ascendente. Os nossos lemas foram parcialmente assumidos e a 
iniciativa do colectivo Adama foi muito efectiva. Em resumo, agora existimos politicamente 
no movimento.
Apesar disto devemos permanecer cautelosos sobre as perspectivas emancipadoras deste 
movimento em que a extrema-direita está realmente presente. Este elemento deve ser tomado 
sempre em linha de conta e devemos lutar contra esta presença.
Os distúrbios e os actos de revolta não se concentraram apenas em Paris. Houve distúrbios 
em toda a França, tanto em cidades grandes como em outras mais pequenas, como por exemplo 
a prefeitura que foi incendiada em Puy-en-Velay ou atacada em Dijon, distúrbios em 
Charleville-Mezieres ou em Toulouse. A repressão também foi muito feroz, com muitas lesões 
graves, a maioria provocadas por granadas GLI-F4 (como em Tours) e muitas detenções.
Uns anarquistas"

https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2018/12/03/franca-1-de-dezembro-a-luta-saiu-a-rua/


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