(pt) uniao anarquista: Violência Política e a Guerra de Classes

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Domingo, 2 de Dezembro de 2018 - 08:13:59 CET


As eleições brasileiras sempre ocorreram com violência, principalmente no interior e nas 
periferias. Assassinatos de vereadores em brigas vinculadas a milícias e tráfico de drogas 
e do controle do poder local são relativamente comuns. Nessas eleições, no entanto, 
tivemos um aumento da violência política estimulada pelo crescimento da candidatura de 
extrema direita de Jair Bolsonaro-Mourão/PSL/PRTB. O assassinato da vereadora pelo PSOL do 
Rio de Janeiro, Marielle Franco, em plena intervenção militar no Estado do Rio de Janeiro 
é emblemático neste caso. ---- A luta de classes entrou em um novo patamar. A extrema 
direita com apoio do judiciário e da cúpula militar radicalizou sua intervenção. Propõe o 
aniquilamento mesmo da esquerda institucional e eleitoral e procura com isso ampliar a 
exploração e dominação sobre o povo. A própria facada recebida pelo Bolsonaro é um exemplo 
do aumento da violência política.

Essa violência levou ao assassinato do mestre de capoeira baiano Moa do Catendê, que havia 
declarado seu voto e apoio ao Fernando Haddad, e vitimou no Ceará o jovem Charlione Lessa, 
filho de Maria Regina Lessa, uma sindicalista do ramo do vestuário. Charlione foi 
assassinado a tiros numa carreata pro-Haddad. Ainda tivemos várias agressões e outros 
assassinatos, principalmente de pessoas LGBTQI, como Priscila em São Paulo, assassinada 
aos gritos de Bolsonaro.

As ações do TSE e TRE contra as manifestações nas Universidades na última semana foram 
expressão desse acirramento e violência, com o tribunal eleitoral tomando parte da 
violência: como era de se esperar, ao lado do reacionarismo. Praticando a censura e 
atacando a livre manifestação. Importante destacar que em meio a essa onda de violência 
foi simbólico que em frente a Faculdade de Direito da UFRJ, no centro do RJ, foi deixado 
um corpo cravado de balas dentro de um carro enquanto ocorria uma aula publica.

A guerra de classes no Brasil avança velozmente, o pacifismo e legalismo deixa o povo 
refém da violência da extrema direita e do terrorismo de Estado. O acirramento do conflito 
política exige a autodefesa, a resistência e a ação direta do povo.

Mão Estendida ao Companheiro/a, Punho Cerrado ao Inimigo.

https://uniaoanarquista.wordpress.com/2018/10/28/violencia-politica-e-a-guerra-de-classes/


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