(pt) [Espanha] O "não-caso" do 14N: um processo contra a CNT By A.N.A.

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Quarta-Feira, 11 de Abril de 2018 - 05:23:23 CEST


No próximo 9 de abril começa o julgamento contra nossos companheiros Jorge e Pablo pelos 
acontecimentos que ocorreram em Logroño durante a greve geral do 14 de novembro de 2012. 
Que seis anos depois continuemos falando desta jornada destaca a transcendência que o 
evento teve. Foi a segunda e última grande paralisação geral realizada com o fim de frear 
as políticas econômicas do Governo do Partido Popular. O êxito de mobilização como saldo 
colocou em evidência o descontentamento social ante os cortes de Mariano 
Rajoy[primeiro-ministro da Espanha]e seus sequazes. ---- Mas aquele não só foi um dia de 
raiva, mas também de medo para umas ruas a ponto de explodir. Apesar de que o 15M já havia 
transbordado a capacidade de convocatória das estruturas políticas e sindicais 
tradicionais, tanto o Governo como a patronal precisavam uns interlocutores de confiança, 
que se prestem a qualquer tipo de conchavo, pelo que era peremptório conter de alguma 
forma os elementos do protesto mais ativos e rupturistas.

Esse foi o pano de fundo diante do qual se desenvolveram uma série de atuações de marcada 
índole repressiva. Em Logroño, concretamente, o alvo se fixou na Confederação Nacional do 
Trabalho (CNT). Jorge e Pablo são reconhecidos membros da CNT de dita cidade; ao detê-los 
e processá-los, se dava também um contundente golpe a um sindicato que aquele 14 de 
novembro conseguiu encabeçar uma manifestação multitudinária e congregar milhares de 
pessoas em frente ao palacete onde se abriga o presidente autônomo, à margem do resto de 
sindicatos.

Não cabem outro tipo de interpretações. No dia seguinte as forças políticas e empresariais 
da região aplaudiriam uma discutível atuação policial que deixou dois feridos graves e 
vários manifestantes contundidos, além de duas vidas militantes que passavam a ver-se 
hipotecadas com a obscura montagem judicial que se havia armado em torno delas. Desta 
forma celebravam também que a CNT, em vez de dedicar-se às tarefas sindicais que lhe são 
próprias, teria que empreender um longo e difícil percurso para apoiar seus companheiros 
processados, Jorge e Pablo, dois cenetistas que acudiram à greve para defender os direitos 
de todxs em nome da Confederação.

Como é lógico, na CNT assumimos como própria a causa de Jorge e Pablo e animamos a acudir 
aos atos de apoio e solidariedade com nossos companheiros. Reclamamos a absolvição de 
Jorge e Pablo e exigimos o fim da repressão contra as atividades sindicais. Não queremos 
mais sindicalistas e grevistas presxs, como Andrés Bódalo ou Alfon; xs necessitamos livres 
para prosseguir com a luta.

Fonte: http://cnt.es/noticias/el-%E2%80%9Cno-caso%E2%80%9D-del-14n-un-proceso-contra-cnt

Tradução > Sol de Abril


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