(pt) [Espanha] Paremos esta nova intensificação da repressão, construamos a liberdade By A.N.A.

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Quarta-Feira, 4 de Abril de 2018 - 07:06:44 CEST


Nós, os trabalhadores e trabalhadoras organizadas temos muito claro quem são nossos 
inimigos. Precisamente se nos organizamos ao redor do anarcossindicalismo é porque 
reconhecemos na burguesia e no Estado aqueles que nos exploram e oprimem cada dia. Não 
importa que Estado ou que burguesia. Sejam esta burguesia e este Estado espanhóis, 
catalães, europeus, etc. O temos claro e o recordamos, porque sofremos as agressões e 
porque a estas damos resposta. Recentemente o temos visto na demissão de um companheiro em 
Cacaolat e na detenção de nosso Secretário Geral. Não o esquecemos e o enfrentamos. ---- 
Partindo desta realidade, a escalada repressiva do Estado espanhol nos preocupa 
enormemente. Por trás dos encarceramentos midiáticos de políticos que diretamente nos 
agrediram com suas políticas neoliberais e com sua repressão quando governaram em 
municípios e na Generalitat[governo catalão], há um Estado que incrementa seu caráter 
autoritário. O vemos com as centenas de docentes que foram processados sob a acusação de 
delito de ódio pelo simples fato de fazer seu trabalho nas escolas públicas. O vemos em 
cantores que, por cantar coisas que muitas pensamos, ingressarão logo na prisão. O vemos 
nas dezenas de companheiras e companheiros que pelas greves dos dias 3 de outubro, 8 de 
novembro e 8 de março estão sendo citadas pelos tribunais para ter que fazer frente a 
acusações penais. Acusações que os e as podem levar ao cárcere por fazer greve, a 
ferramenta de luta mais poderosa que temos como classe trabalhadora.

Ontem, o corpo de Mossos d'Esquadra[polícia catalã]atuou com a violência com a que nos tem 
acostumadas desde faz muitos anos, produzindo dezenas de feridos nos protestos contra o 
corte de direitos civis e a repressão. Pondo em perigo a vida de pessoas ao ir com suas 
furgonetas enlouquecidas atrás dos manifestantes, entrando em comércios para aterrorizar 
ou dando cacetadas diretamente na cabeça, pelo que um jovem teve uma perda parcial de 
visão em um olho. Ossos quebrados, hematomas, feridas... Uma vez mais. Não, não é nossa 
polícia nem o foi nunca, ontem se escreveu uma nova página do uso que faz o poder para 
reprimir o direito de protesto.

Nos negamos a girar a cabeça e por-nos de perfil enquanto o endurecimento repressivo do 
Estado se normaliza e se consolida, não só na Catalunha mas no conjunto do Estado espanhol 
e, de fato, das "democracias" europeias. Um endurecimento repressivo que já nos afeta 
diretamente nos casos mencionados. Onde temos muitos e muitas companheiras do sindicato 
processadas, não só pelas mobilizações recentes mas, também, na preocupante atuação 
judicial do caso "27 i més" que implica a aplicação da doutrina Garzón diretamente contra 
lutas sociais e sindicais. Um bom aviso do que está vindo para cima de nós.

Que ninguém se engane. Não vamos cair no silêncio cúmplice. Nem um segundo. Mas tampouco 
vamos cair em lutas transversais para resgatar nem fortalecer nenhuma facção da burguesia. 
Partindo destes dois pontos inegociáveis, chamamos os movimentos libertários e os 
diferentes espaços revolucionários a dar um passo adiante. A estar onde devemos estar. A 
assumir uma defesa ativa das liberdades e, aproveitar esta luta, para começar a construir 
uma sociedade precisamente livre das diferentes formas de opressão que sofremos no dia a dia.

Secretaria Permanente do Comitê Confederal da CGT da Catalunha

26 de março de 2018

Fonte: 
http://rojoynegro.info/articulo/agitaci%C3%B3n/paremos-esta-nueva-intensificaci%C3%B3n-la-represi%C3%B3n-construyamos-la-libertad

Tradução > Sol de Abril


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