(pt) Cuba. 3ª Jornada Primavera Libertária de Havana

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Domingo, 8 de Maio de 2016 - 15:49:50 CEST


A “normalização” que vive Cuba é uma gestão de futuro. Esta vem com uma carga 
“rejuvenescida” de problemas que marcam nosso passado e presente. ---- São problemas de 
uma sociedade interditada pelo Estado e o salário, com suas instituições, suas chefaturas 
e sua moral, que seguem sendo muito úteis para gestionar a “atualização” do capitalismo 
estatal cubano. ---- Em meio desta deriva, que trata de clonar-nos a sua imagem e 
semelhança, germinaram as Jornadas Primavera Libertária de Havana. Jornadas de Primavera 
que tentam alentar formas de fazer realidades sem chefaturas: ---- Modos antiautoritários 
de interpelação e interpretação do que acontece dentro e fora de Cuba, e maneiras de 
gestionar nossas convivências, o diálogo aberto e a responsabilidade pessoal: fatores 
frágeis, mas que possibilitam, aqui e agora, relações, moralidades e imaginários distintas 
às dominadoras do sistema ­mundo.

As Jornadas são políticas e antipolíticas, sociais e anti-­sociais, e decididamente vão 
contra todo economicismo. Aspiram a entrar em contato com todo fator antiautoritário 
­local ou planetário, e com práxis anarquistas nos espaços de antagonismo da sociedade cubana.

Áreas temáticas este ano:

-­ Estado atual da condição anticapitalista em Cuba, na conjuntura pós VII Congresso do 
PCC (Partido Comunista Cubano).

-­ Os governos progressistas latino-americanos e suas contradições dentro de perspectivas 
libertárias.

-­ Anticapitalismo e anti-imperialismo nos Estados Unidos.

-­ Tensões e experiências na gestão de espaços anarquistas, antiautoritários e autônomos.

-­ Práxis artísticas frente ao ativismo e o horizonte libertário.

-­ Autonomias políticas de espaço e território.

Programa Proposto:

(Rua 19 Nº1104, e/14 e 16, Vedado )

• Sábado, 7 de maio

10h. Apresentação da 3ª Jornada ­ Socialização e reconhecimentos mútuos.

10h30. Cuba em meio do 2016: definindo perigos e oportunidades de uma conjuntura.

11h30. Painel de diálogo “Situação da condição anticapitalista em Cuba hoje” (Observatório 
Crítico ­ Rede Anticapitalista Cubana ­ Taller Libertario Alfredo López ­ Projeto Arcoíris 
­ El Guardabosques).

13h10. Recesso.

14h. Progressismos, governabilidades, perspectivas e atuação libertária na América Latina. 
Olhares desde Brasil, Venezuela, e México.

• Domingo, 8 de maio

14h. Painel de diálogo “De Chiapas ao Curdistão: para criar comunidades sem Estado”.

15h. Refazendo comunidade e autogestão em um bairro periférico da cidade de 
Vitoria-Gasteiz, País Basco.

15h30. Apresentação e distribuição dos livros do Grupo de Trabalho Anticapitalismos e 
Sociabilidades Emergentes.

• Quarta-feira, 11 de maio

13h. Painel de diálogo “Espaços e experiências anarquistas internacionais”. Cibao 
Libertario (Santiago de los Caballeros – República Dominicana), Federação Anarquista 
Gaucha (Rio Grande do Sul – Brasil), La Magdalena (Madrid – Espanha); Wasteland (Sidney – 
Austrália); Grupo Albatros (Villaverde, Madrid – Espanha), El Libertario ­ Red 
Anti-carcerária (Caracas – Venezuela).

15h. Problemas e perspectivas dos movimentos anticapitalistas e anti-­imperialistas nos 
Estados Unidos. Balanço de um ativista do Comitê por uma Internacional de Trabalhadores (CIT).

15h45. Espaço: “Olhares (em questionamento) à globalização”: ­ Cuba vista desde a 
governança global, ­ A Biblioteca e Observatório dos Estragos da Sociedade Globalizada 
(B.O.E.S.G.) e a situação do anarquismo em Portugal. Suas semelhanças com o futuro do 
anarquismo em Cuba.

• Quinta-­feira, 12 de maio

14h. Expressões de ajuda mútua popular na história de Guanabacoa, incitações para outro 
presente.

14h45. Ajuda mútua, ação direta, e vida cotidiana em alguns momentos do debate anarquista.

Taller Libertario Alfredo López

Localização Cristo Salvador

Tradução > Sol de Abril


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