(pt) solidaridad obrera: (2 DE MARÇO DE 74) PUIG ANTICH: O ÚLTIMO ANARQUISTA A SER ASSASSINADO PELO GARROTE VIL EM ESPANHA

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Segunda-Feira, 7 de Março de 2016 - 11:11:49 CET


LLuis Llach. “I si canto trist” (A Salvador Puig Antich). ---- Num dia como este, em 1974, 
era barbaramente assassinado pelo Estado Espanhol o anarquista catalão Salvador Puig 
Antich. Foi o último preso do franquismo executado pelo método do garrote vil. ---- Puig 
Antich tinha 25 anos e pertencia ao MIL (Movimento Ibérico de Libertação), um grupo 
anarquista criado para apoiar a luta dos sectores mais radicais dos trabalhadores, 
nomeadamente através de métodos de acção directa. ---- Alvo de uma emboscada em Setembro 
de 1973, por parte da polícia, em Barcelona, Puig Antich e um companheiro resistem e tem 
lugar um tiroteio no qual Puig Antich acaba ferido e um guarda civil, Francisco Anguas 
Barragán, é morto. ---- Puig Antich é preso e acusado de ser o autor dos disparos que 
causaram a morte de Anguas Barragán e posteriormente julgado em conselho de guerra e 
condenado à morte por um dos regimes mais bárbaros de toda a Europa.

Em muitos países realizam-se manifestações e pedidos de comutação da pena capital, mas 
Franco mantém-se inflexível e não concede o indulto.

A 2 de Março de 1974, às 9:40 da manhã, numa cela da Cadeia Modelo de Barcelona Salvador 
Puig Antich é a última pessoa da história da Espanha a ser executada pelo garrote vil e 
mais um das muitas dezenas de anarquistas assassinados desta maneira pelo regime franquista.

No mesmo dia, embora alguns minutos antes, na prisão de Tarragona, também foi garrotado o 
alemão (da RDA) Heinz Chez, a quem não se conhecia qualquer actividade política, mas que 
foi acusado de matar um guarda civil. (aqui) http://es.wikipedia.org/wiki/Heinz_Chez

Em Portugal nos meios oposicionistas e de jovens libertários –a pouco mais de um mês do 25 
de Abril de 1974 – o assassinato de Puig Antich causou também uma profunda consternação e 
revolta.

Um ano depois, a 3 de Março de 1975 – para assinalar a morte de Puig Antich e em 
solidariedade com os trabalhadores espanhóis ainda sob o jugo franquista – realizou-se em 
Portugal uma manifestação promovida por diversos grupos e sectores anarquistas que juntou 
alguns milhares de manifestantes na baixa lisboeta.

Meses depois, na noite de 26 e madrugada de 27 de Setembro de 1975, quando foram fuzilados 
cinco outros antifascistas, presos pelo regime franquista, acusados de pertencerem à ETA e 
à FRAP (Frente Revolucionária Antifascista e Patriótica, maoista) muitos anarquistas 
participaram no assalto ao consulado e embaixada de Espanha em Lisboa, conjuntamente com 
militantes e simpatizantes de outras correntes políticas. O consulado na Rua do Salitre é 
destruído e a embaixada na Praça de Espanha é incendiada. As vidraças dos escritórios da 
Ibéria na Avenida da Liberdade e de outras empresas espanholas são estilhaçadas. Também no 
Porto houve uma manifestação de protesto junto ao consulado de Espanha, que foi reprimida 
a tiro e com gás lacrimogéneo por forças da PSP e do Exército.

Ainda nesse dia, em Évora realizou-se também uma manifestação antifranquista de protesto 
contra a execução dos cinco antifascistas.

a.

sobre Puig Antich: http://www.soliobrera.org/pdefs/cuaderno3.pdf

Garrote vil é uma peça, utilizada como instrumento de tortura, que provocava a morte 
lentamente, à medida que se vai apertando. O garrote era aplicado no pescoço da vítima, 
mantida imóvel amarrada a uma cadeira. Era frequemente utilizado em Espanha, onde a sua 
prática foi legal entre 1820 e 1978, altura em que foi abolida a pena de morte em Espanha.

https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2013/03/01/2-de-marco-de-74-puig-antich-o-ultimo-anarquista-a-ser-assassinado-pelo-garrote-vil-em-espanha/


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