(pt) Carta en Solidaridad con el magisterio y pueblo oaxaqueño de organizaciones anarquistas de Brasil

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Sexta-Feira, 29 de Julho de 2016 - 18:03:57 CEST


Domingo 19 de junho de 2016, a polícia federal mexicana disparou balas letais contra os 
grevistas e manifestantes que bloqueavam a estrada perto da aldeia de Nochixtlán, no 
Estado de Oaxaca. Esta repressão estatal extremamente violenta deixou trabalhadores e 
indígenas mortos, e mais de uma dezena de feridos. Até a presente data a violência e 
perseguição continua e agora conta com tropas do exército que estão mobilizadas cercando e 
asfixiando Oaxaca e Chiapas. ---- Esta greve e manifestação de trabalhadores/as contou e 
conta com amplo apoio social em todo território mexicano. Ela foi chamada pela Coordenação 
Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE) e apoiada pela Federação Anarquista de 
México, e ainda com expressiva participação de estudantes e pais, muitos deles 
pertencentes a povos indígenas. Durante vários meses, especialmente nos estados de Oaxaca, 
Chiapas, Guerrero e Michoacan, o movimento ganhou grande magnitude contra a "Reforma da 
Educação", que o governo pretende impor. As pessoas sofreram duros ataques dos 
governo/militares ao longo desse tempo: familiares, estudantes e professores são 
ameaçados, demitidos, presos. Os bloqueios antimilitares então foram decididos no início 
de Junho, após a detenção de vários trabalhadores da secção CNTE de Oaxaca.

Começava também uma guerra midiática real contra os chamados rebeldes, marcados como 
"terroristas", "preguiçosos", "contra o progresso".

Dizem que "a lei é o progresso para uma (privatizações e terceirizações)" Educação de 
qualidade”, ou seja, transformar a educação em mercadoria e entregá-la ao setor privado, 
para beneficiar os setores da população mais favorecida. Esta reforma educacional não 
afeta só os professores, mas também toda a sociedade”, suas famílias, especialmente nas 
comunidades indígenas e de periferias. Já em Junho de 2006, os professores tinham tomado o 
centro de Oaxaca, depois foram brutalmente despejados. A população, os pais, estudantes, 
jovens das periferias, os povos indígenas se juntaram a eles e a resistência e autônoma da 
cidade organizada: apenas em novembro foi derrotada a "Comuna de Oaxaca" por policiais 
militares e repressão de violência extrema.

Companheiros da Federación Anarquista de Mexico, da Alianza Magonista Zapatista, da Cruz 
Negra anarquista, trabalhadores e indígenas lutam lado-a-lado esta batalha contra o 
aniquilamento da educação, contra as terceirizações e privatização do setor educacional. A 
injustiça não pode seguir, já basta de assassinatos, sessem as prisões, parem com os 
desaparecimentos e encerrem o cerco militar. Toda essa operação capitalista/militar e 
autoritária terrorista de Estado deve acabar imediatamente para não asfixiar a vida.
Em resposta aos ataques do estado terrorista mexicano contra os educadores, estudantes, 
comunidades indígenas em México, contra as prisões, assassinatos e perseguição, a 
Iniciativa Federalista Anarquista no Brasil declara sua solidariedade aos trabalhadores da 
educação e aos povos de Oaxaca, Michoacan, Guerrero e Chiapas.

Denunciamos o estado de sítio autoritário do Estado mexicano, as prisões injustas e o 
massacre de mulheres, homens e jovens que lutam por justiça social e liberdade. Afirmamos 
o internacionalismo federalista coletivista pela solidariedade e o apoio mútuo.
Exigimos a libertação dos trabalhadores, estudantes e apoiadores da causa educacional e o 
fim imediato das mortes e repressão em toda região mexicana. Afirmamos o direito 
inalienável da greve de manifestação e da autodefesa.

A Iniciativa Federalista Anarquista no Brasil conclamam todas as organizações, grupos 
sociais, associações políticas, artísticas e pessoas de luta para prestar solidariedade e 
apoio ao povo trabalhador e as comunidades indígenas, à Federación Anarquistas de Mexico, 
a Alianza Magonista Zapatista e a Cruz Negra anarquista.

Iniciativa Federalista Anarquista - Brasil: Coletivo Anarc  Punk Arora Negra, Fenixo Nigra, 
Liga Anarquista no Rio de Janeiro.
Brasil, 15/07/2016.

http://federacionanarquistademexico.org/index.php?option=com_content&view=article&id=77:carta-en-solidaridad-con-el-magisterio-y-pueblo-oaxaqueno-de-organizaciones-anarquistas-de-brasil&catid=35&Itemid=160


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