(pt) [Espanha] Madri: Adeus companheira Emma adeus Beltrán Rahola By A.N.A. (ca)

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Segunda-Feira, 18 de Julho de 2016 - 12:06:44 CEST


A atriz, roteirista e escritora Emmanuela Beltrán Rahola, mais conhecida como Emma Cohen, 
faleceu ontem [11/07] aos 69 anos, vítima do câncer. ---- Hoje, quando quase todos os 
meios recordam Emma por sua união com genial Fernando Fernán Gomez, do sindicato queremos 
recordá-la por sua implicação, junto ao próprio Fernando e outros companheiros e 
companheiras, no relançamento do sindicato de Espetáculos Públicos da CNT na década de 70, 
e também por sua férrea aposta pela liberdade de expressão, que a levaria a sofrer feridas 
durante um ataque da tropa de choque (os antidistúrbios) contra um ato organizado pela CNT 
em 1979 com esse objetivo. Igualmente por sua luta em defesa dos direitos dos atores e 
atrizes e por sua teimosa dignidade. Não a incomodava desnudar-se nos momentos de despir, 
pois “todos viemos desnudos a este mundo”. O que nunca consentiu foi que a tomassem por 
mulher objeto; é célebre sua bronca com o diretor Ignacio F. Iquino, que a contratou para 
a filmagem de ‘Chicas de alquiler‘ (Meninas de aluguel), querendo fazê-la uma estrela 
pornô e contra o qual Emma montou um soberano escândalo abandonando a filmagem e não 
voltando nunca mais.

Com o tempo, Emma abandonou o sindicato, mas nunca suas ideias libertárias. Era uma mulher 
culta, libertada, sem preconceitos, que conhecia todos os prós e contras do mundo do 
espetáculo, seja cinema, teatro ou televisão… mas sobretudo, uma companheira comprometida 
com seu tempo.

Hoje nos abandonou seu corpo, mas em nossas retinas sobrevivem suas atuações emNosostros 
que fuimos tan felices, de Antonio Drove; Bruja más que bruja, de Fernando Fernán-Gómez; 
Tigres de papel, de Fernando Colomo (onde interpretou uma anarquista, ela que tinha 
carteirinha da CNT); Mambrú se fue a la guerra; El viage a ninguna parte; El mar y el 
tiempo… e, porque não, sua atuação em Caponata en Barrio Sésamo, que tão popular foi para 
as crianças dos anos 80. Também ficam para a posteridade suas inumeráveis novelas e escritos.

Do sindicato de Artes Gráficas, Comunicação e Espetáculos da CNT, lamentamos a perda de 
Emma e nos unimos na dor de suas/seus mais próximas/os.

Que a terra te seja leve, companheira.

Sindicato de Artes Gráficas, Comunicação e Espetáculos de Madrid – CNT

graficasmadrid.cnt.es

Tradução > PF

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2016/07/15/espanha-madri-adeus-emma-adeus-companheira/


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