(pt) Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ): Sobre o massacre em Orlando

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Sexta-Feira, 1 de Julho de 2016 - 18:27:04 CEST


Reafirmamos nossa solidariedade aos parentes das vítimas do massacre homofóbico em Orlando 
(EUA), que teve como alvo a população LGBTTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, 
Transexuais e Transgêneros) e deixou mais de 50 mortos e dezenas de feridos. Cabe 
reafirmar que no dia do massacre, o clube Pulse, frequentado pela comunidade latina 
norte-americana, receberia uma show de performance trans. Mescla-se aí um ódio contra os 
setores mais oprimidos da sociedade. ---- Esse massacre é fruto de setores conservadores 
internacionais que vem cada vez mais se reafirmando, com a atuação de determinados grupos 
religiosos, organizações de extrema-direita, lideranças políticas e algumas camadas da 
população. Na mesma semana em que ocorreu o massacre dois professores foram mortos e 
carbonizados na cidade em Santaluz (Bahia) por motivação homofóbica. Essas barbáries 
demonstram como a população LGBTTT vive insegura diante essa conjuntura. Para se ter 
ideia, o Brasil é o país onde mai se mata LGBTTT’s no mundo. Não houve nenhuma mudança 
significativa nos governo ditos “progressistas” e a bancada BBB (Boi, Bíblia e Bala) segue 
fazendo seu lobby conservador e reacionário, atacando os direitos mais fundamentais dessa 
população. Tendo como representantes aqui, o fascista Jair Bolsonaro e os religiosos Marco 
Feliciano e Silas Malafaia.

Sabemos que dentro da classe trabalhadora e suas organizações ainda existem valores 
reacionários e conservadores que precisamos certamente combater e que não podemos confiar 
apenas em mudanças institucionais para fazer avançar os valores de liberdade e socialismo 
que queremos construir. Urge reafirmar políticas de formação das/os de baixo para 
construir uma sociedade que garanta plenamente esses direitos sociais.

O massacre de Orlando não é fruto de uma “mente perturbada”, mas é o topo de uma longa 
cadeia de homofobia, machismo diário e transfobia que envolvem piadas, segregação, 
discursos de exclusão e reafirmação constante de valores heteronormativos que constroem 
uma cultura de opressão. O autor do massacre reivindicou o grupo de extrema-direita ISIS 
(ou Estado Islâmico) em uma ligação. Apesar de ter sido uma inspiração, foi a cultura do 
ódio, a homofobia, a transfobia e os valores conservadores da própria sociedade 
norte-americana que foram os verdadeiros RESPONSÁVEIS pelo massacre.

Que a comunidade LGBTTT continue se organizando e responda esses ataques com 
solidariedade, auto-defesa e rebeldia. Que o massacre de Orlando não seja apagado da nossa 
memória. Que Orlando seja o início de um nova revolta de Stonewall. Que a derrota do ISIS 
pelas revolucionárias e revolucionários curdas/os seja um exemplo para toda a esquerda!

Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ)

https://anarquismorj.wordpress.com/2016/06/28/sobre-o-massacre-em-orlando/


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