(pt) Espanha, Inauguração do Ateneu Anarquista A Hydra (ca, en)

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Quarta-Feira, 17 de Fevereiro de 2016 - 12:10:57 CET


No próximo sábado, 13 de fevereiro, acontecerá a inauguração do espaço liberado Ateneu 
Anarquista A Hydra, na cidade de Rubí. Esse dia é importante não só porque abrimos nossas 
portas pela primeira vez, mas por que iniciamos um ciclo de palestras e debates que vão 
durar vários meses e onde pretendemos reconstruir a história escondida, aquela que não nos 
contaram. Para fazer isso, dividimos cronologicamente diferentes etapas/fatos da história: 
a Pré-história, Medieval, Ilustração, Comuna de Paris, Guerra Civil, e “Transição”. ---- 
No mesmo dia 13 às 18h será a apresentação do nosso projeto e do ciclo, que terá início 
com a palestra sobre a Pré-história, realizada por Manuela Pérez, às 19h. Após a palestra 
faremos um jantar vegan (21h) e musiqueta com Dj Happy Roots até às 24h.

Apresentamos este ciclo de palestras e debates com o propósito de recuperar parte da nossa 
história. Como em todas as áreas, os poderes sempre tergiversaram tudo para o benefício de 
seus interesses, entre os quais estão a nossa alienação e ignorância para fazer-nos umas 
escravas contentes, perpetuando desta forma nossa submissão por medo da revolta, e eles 
continuando uns parasitas.

Cavando em nossa história, vemos que não é como eles nos disseram na escola, no instituto, 
na faculdade ou na maioria dos livros; há muito tempo que eles nos declararam guerra e a 
história nunca é escrita pelas vencidas.

A pior parte de suas mentiras, é sobre nós mulheres, como se tornou habitual. E sobre quem 
não segue as regras heterossexuais ou decide mudar seu sexo, ou não fazer parte de nenhum 
estereótipo.

A história que queremos falar no ciclo é a das sociedades igualitárias, não-hierárquicas, 
sociedades que adoravam a terra, o sexo, o corpo, que conheciam o uso das plantas, que não 
dependiam de um trabalho assalariado mas de terras comunais, em que os papéis de gênero e 
gostos sexuais eram decisão de cada indivíduo. Não queremos cair na visão idílica, porque 
sabemos que havia muitos tipos de sociedade e que nem todas eram igualitárias, mas também 
sabemos que elas existiram e que antes de cristo, houve muitos anos de história da 
humanidade e nem sempre foram de pessoas se matando a pauladas como nos contaram.

Colocamos ênfase especial na construção do patriarcado, o porquê e o que teve a ver com a 
igreja, a construção dos estados, o mercantilismo, o capitalismo e a industrialização, e, 
assim, fazer uma leitura crítica até a história recente.

Nós, as sem nome, as que nunca aparecem na história, as esquecidas, sempre estivemos 
presentes, e nem sempre submissas e caladas como queriam. Que a rebeldia e a força de 
nossas antepassadas nos sirva e inspire para construirmos juntas um novo imaginário.

Do fogo em que queriam nos queimar, na fogueira, veio o fogo que queimou as igrejas, o 
petróleo que fez arder Paris, é o mesmo que um dia voltará a surpreendê-lo.


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