(pt) anarquismopr: MAIS UM EPISÓDIO DE RACISMO E AGRESSÃO DO PODER REPRESSIVO DO PARANÁ. TODA SOLIDARIEDADE A RENATO FREITAS. - CALC

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Quarta-Feira, 31 de Agosto de 2016 - 16:50:38 CEST


Na tarde da última quinta-feira (25 de agosto), Renato Freitas, jovem advogado negro, foi 
detido pela Guarda Municipal por estar ouvindo "RAP muito alto" próximo a um prédio 
público no centro de Curitiba. Levado para delegacia, também acusado de desacato à 
autoridade, foi agredido, colocado nu em uma cela e ofendido com inúmeras injúrias 
raciais. Mais um exemplo da violência cotidiana que os jovens negros sofrem todos os dias 
nas mãos das polícias. ---- A criminalização e violência que jovens negros, pobres e da 
periferia sofrem diariamente são marcas de um sistema punitivo racista. As polícias são 
formadas para selecionar as pessoas negras, vigiá-las, criminalizá-las ou executá-las, e 
usam como desculpa um suposto "combate à violência" para justificar o terrorismo contra o 
Povo.

Mesmo considerando que a maior parte dos abusos cometidos por policiais não é registrada, 
alguns números que destacam o genocídio do povo negro e a violência policial já demonstram 
o absurdo: no Brasil, estima-se que por ano mais de 2500 pessoas negras são assassinadas 
(mais de 70% dos homicídios); são mais de 700 mil pessoas encarceradas em condições 
desumanas, e mais de 60% delas são negras; a polícia brasileira é a que mais mata no mundo 
(maior parte, pessoas que já se renderam).

Este ano, só no primeiro semestre a polícia do Paraná matou 156 pessoas. No Rio de 
Janeiro, ainda há luta pela liberdade de Rafael Braga, jovem negro e ex-morador de rua, 
foi preso por portar uma garrafa de pinho sol ao passar perto das manifestações de Junho 
de 2013. Em Maceió, das 898 pessoas assassinadas esse ano, apenas 2 eram brancas.

Todos os dias são milhares de Amarildos, Cláudias e Eduardos condenados à morte nas mãos 
da Polícia. Todos os dias a população periférica sofre o terrorismo do Estado nas mãos de 
Unidades Pacificadoras, Guardas Municipais militarizadas e da PM. Renato foi mais uma 
vítima, por ser negro e por estar ouvindo um estilo musical que representa a cultura 
popular, a resistência negra, periférica e crítica da sociedade. Estas barbaridades têm 
que acabar e só a luta popular pode transformar esta situação.

                   Devemos rodear de solidariedade aquelas e aqueles lutam e resistem 
diariamente, aquelas e aqueles que são criminalizados e massacrados pelo Estado. E devemos 
urgentemente nos organizar enquanto Povo Oprimido nos movimentos sociais, e fazer as 
transformações por nossas próprias mãos, nós por nós!

Toda solidariedade a Renato Freitas!

Pelo fim da criminalização e genocídio do povo negro!

Liberdade para Rafael Braga!

https://anarquismopr.org/2016/08/27/mais-um-episodio-de-racismo-e-agressao-do-poder-repressivo-do-parana-toda-solidariedade-a-renato-freitas/


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