(pt) [Venezuela] Anarquistas contra o Arco Mineiro do Orinoco By A.N.A.,

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Sábado, 13 de Agosto de 2016 - 11:05:32 CEST


Na sexta-feira 22 de julho, em Caracas, um grupo de ativistas com interesses em comum, 
manifestaram seu descontentamento em uma das principais avenidas da cidade. A atividade 
autoconvocada, foi realizada em concordância com o Dia Internacional Contra a Mega 
Mineração e a Sexta Jornada Internacional de Resistência. ---- O Arco Mineiro do Orinoco, 
foi criado por Hugo Chávez em seu projeto governamental chamado “Plan de la Patria 
2013-2019” (Obj. 3.4.1.8) e executado por Nicolás Maduro, onde se entregam concessões a 
150 empresas nacionais e transnacionais para o extrativismo de minerais de manejo 
industrial, como ouro, coltan, ferro, cobre, diamante, bauxita, entre outros. Esta zona 
abarca 12, 2% do território. Tal decreto implica em grande desmatamento da zona descrita, 
na contaminação e gasto indiscriminado das principais fontes hidrográficas e na possível 
morte da fauna selvagem, impulsando o maior ecocídio da América Latina.

O Motor Mineiro na Venezuela, não apenas compreende o Arco Mineiro, senão que também se 
expande até a Serra de Perijá com o objetivo de extrair o carvão dessas terras. Também o 
decreto viola os Direitos Humanos das comunidades originárias devido a que não existiu uma 
consulta previa real e também aprofunda a militarização da zona, o que poderia provocar um 
genocídio indígena.

Coletivos e individualidades de diversas inclinações políticas denunciaram este decreto 
como inconstitucional e, portanto, recorreram a uma demanda de nulidade junto ao Tribunal 
Supremo de Justiça. Este recurso de nulidade foi entregue em outra ocasião afora do TSJ em 
31 de maio, onde explicava o incongruente que era este decreto com as leis de proteções 
ambientais e dos povos originários sendo admitido pela Assembleia Nacional em 21 de junho.

A manifestação de sexta-feira foi realizada em frente do Ministério da Economia, 
responsável pela gestão das operações financeiras do Estado e um dos principais 
ministérios em estimular o Motor Mineiro na Venezuela, assim como a entidade que tem o 
controle das concessões e responsável pela dívida externa.

Como libertárixs rechaçamos estas políticas econômicas do Estado baseadas no engano da 
população em oferecer uma reforma extrativista com suposta finalidade de terminar com a 
crise que este pedaço de terra vive. O Governo Bolivariano divulga o Arco Mineiro do 
Orinoco como uma “garantia de futuro” à economia nacional. É realmente uma garantia de 
futuro hipotecar a terra a empresas transnacionais cujos ingressos não superam nem 
superarão a produç ão venezuelana? Se fala de “Soberania Nacional” quando comunidades 
indígenas são massacradas para levar a cabo estas contaminantes operações? O grande 
impacto socioambiental é realmente catastrófico, muito mais quando vemos os rios e bacias 
que se verão afetados, assim como grande parte do território não poderá contar com o 
líquido vital devido a seu uso irracional e corre-se o risco de se contrair enfermidades 
advindas do mesmo líquido. A que futuro se refere Nicolás Maduro, Nelson Merentes, e 
Eulogio Del Pinto quando nos falam do Arco Mineiro?

Sabemos que o governo chavomadurista está chegando a seu fim, e por ele, muitxs dxs 
funcionárixs públicos, políticos e militares aproveitarão ao máximo suas oportunidades de 
sacar dinheiro de toda esta conjuntura. Estão atolados até o pescoço de dívidas e o que 
buscam é tentar sair dela com este projeto. Por isso, usam campanhas de embrutecimento e 
distração como foi o racionamento elétrico, culpando ao fenômeno natural El Niño da 
situação crítica da Central Hidroelétrica Simon Bolívar, sem mencionar que também é 
afetado o p roduto da mineração ilegal que se desenvolve nesta zona. Praticamente, a água 
que estão “economizando” seria para desenvolver o extrativismo no Arco Mineiro do Orinoco.

Outro ponto pelo qual buscam levar a cabo este plano, é para “lutar contra a mineração 
ilegal” do qual os organismos do Estado são cúmplices e até promotores. Querem legalizar a 
mineração a céu aberto e a grande escala para satisfazer seus interesses pessoais e 
econômicos, onde as mesmas violações aos direitos humanos e ambientais que se veem nas 
minas ilegais estarão presentes, mas desta vez, constituídas em um papel em mãos das 
empresas e do governo nacional.

A ação necessária nesse momento é a contrainformação nas ruas e comunidades do que 
inviabilizem os meios de comunicação massivos, de fazer-se frente a este vil engano e que 
todxs se deem conta de esta hipocrisia “ecosocialista”. Como anarquistas, enfatizamos a 
importância de nossa autonomia e posição contestadora contra toda forma de governo imposta 
assim como aos partidismos aspirantes a chegar ao poder.

O convite é para todas as pessoas que leem este artigo ou qualquer outro relacionado à 
nossa luta pela vida a dizer-lhe: “Não ao ouro, não ao carvão, sim a água e à liberdade 
dos povos indígenas”. A organizar-nos e a juntar-nos para a difusão desse tema tão 
importante e necessário neste momento.

FORÇA E LUTA LIBERTÁRIA. NÃO AO ARCO MINEIRO DO ORINOCO.

Fonte: http://acracia.contrapoder.org.ve/2016/08/anarquistas-contra-el-arco-minero-del.html

Tradução > KaliMar
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Red pontos Anarquista-associativa
declaração básica de princípios da Rede Anarquista


1.-negação e confronto com o governo venezuelano e sua grande Pólo Patriótico, bem como o 
partido de oposição Mesa da Unidade Democrática (MUD), por meio da construção e 
consolidação de uma alternativa social, libertário que não busca, por qualquer meio , 
alcance e monopolizar o poder.

2. A afirmação da autonomia dos movimentos sociais como um mecanismo para neutralizar os 
efeitos do estado e do mercado

Rejeição 3- do processo eleitoral e subvenções estatais e privadas para alcançar nossas metas

4-Defense autodeterminação das comunidades organizadas através da auto-gestão, anti-poder, 
cooperativas, igualdade de gênero, auto-defesa, ação direta, ecologia radical e respeito 
por toda a vida.

O uso de 5-constante de brincadeiras, apoio mútuo, ação direta, pesquisa, auto-educação e 
afinidade para divulgar as nossas ideias.

http://acracia.contrapoder.org.ve/2016/08/anarquistas-contra-el-arco-minero-del.html


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