(pt) nclibertario: Colômbia, Xenofobia, deslocamento forçado e patriotismo (ca)

a-infos-pt ainfos.ca a-infos-pt ainfos.ca
Segunda-Feira, 21 de Setembro de 2015 - 13:46:25 CEST


Um olhar libertário à guerra moderna do grande capital contra os povos oprimidos do mundo 
---- A morte, o medo e o terror fazem parte da natureza intrínseca do capitalismo. Desde a 
invasão a Abya Yala no século XV e as guerras coloniais do século XIX até o novo 
imperialismo do século XXI baseado, completamente, na acumulação por despojo, este modo de 
produção e consumo que gera fome e desigualdade tem utilizado a violência física e 
simbólica como formas para manter a ordem existente e reprimir a justa luta das classes 
sociais subalternas. ---- Hoje em dia, temos observado como os países europeus que se 
orgulham de ser estados-nação modernos e defensores dos direitos humanos, reprimem sem 
compaixão os imigrantes que tiveram que sair de seu território como consequência da guerra 
suja que, paradoxalmente, foi provocada pelo ocidente em todo oriente médio para extrair 
recursos naturais, desenvolver monocultivos e evitar a germinação de brotos de rebeldia 
que consigam imaginar, pensar ou criar outros mundos possíveis.

Esta ação criminosa das metrópoles imperialistas é fiel reflexo da decadência de uma 
civilização que segue fazendo uso ilegítimo da força para salvaguardar os bolsos dos donos 
das multinacionais e dos políticos corruptos que vivem em grandes mansões a custa dos sem 
teto, os sem voz, os sem terra.

Nessa ordem de ideias, vem se desenvolvendo uma espécie de apartheid social onde o medo ao 
outro, ao imigrante, ao pobre, ao árabe, configura um ambiente de ódio racial e classista 
que introduz, na mentalidade dos europeus, uma falsa consciência focada especificamente na 
xenofobia e no patriotismo em defesa de uma bandeira, umas fronteiras e uns valores 
artificiais construídos sobre os cimentos da infâmia e do rancor.

O anterior, não só se reflete nas leis promulgadas pelos governos fascistoides de direita 
senão também nas manifestações impulsionadas por grupos neonazis e nos campos de 
concentração construídos para albergar aos refugiados.

No entanto, este clima de racismo e de fluxo de pessoas não só se vive no ocidente senão 
também na América Latina. O governo “boliburguês” de Nicolás Maduro vem levando a cabo uma 
guerra sem quarteis contra os colombianos que vivem na Venezuela gerando centenas de 
deslocamentos forçados e utilizando a violência estatal para defender seus interesses 
sócio-econômicos.

Com a desculpa de livrar as terras do “libertador” dos grupos paramilitares, Maduro vem 
levando uma política racista e autoritária baseada na repressão, no ódio e na 
intolerância. Já vamos entendendo o verdadeiro caráter reacionário dos governos 
“socialistas” e “progressistas” que dizem promulgar uma ideologia com tintas populares ao 
mesmo tempo que fazem negócios com empresas europeias, destroem o ecossistema andino, 
assassinam os povos indígenas, fortalecem o extrativismo e mantem as brechas sociais entre 
ricos e pobres. Pelo anterior, há que abolir as fronteiras, não acreditar nem nos governos 
neoliberais nem nos progressistas, destruir todo germe de violência estatal e paraestatal, 
reconstruir o tecido social desde baixo mediante a ação direta, a autogestão e a 
fraternidade entre os povos.

O poder fetichizado e corrompido desde cima só gera morte, ódio e fanatismo. Já é tempo de 
derrubar os muros que nos separam não só como povos oprimidos senão como classes sociais. 
É hora de criar um poder verdadeiro onde a comunidade decida sobre seu próprio destino sem 
intermediários e mediante processos assembleários e horizontais onde não haja hierarquias 
de nenhum tipo. A liberdade, a felicidade, o amor, a autonomia e a diversidade devem ser 
nossas melhores armas libertárias de combate e rebeldia.

Há que seguir organizando a digna raiva mundial para terminar de derrubar este sistema em 
crise que segue divulgando e reproduzindo os valores mais recalcitrantes da sociedade 
burguesa. O racismo, os estados, o capitalismo, o patriarcado, a xenofobia devem ser 
aniquilados da face da terra para dar passagem a um novo mundo sem dominação, humilhação 
nem exploração. Só mediante a organização e a luta se poderá conseguir fazer grandes 
mudanças e chegar ao tão ansiado sonho de ver outros modos de viver mais humanos, 
antiautoritários e libertários.

Núcleo Comunista Libertário

Fonte:

https://nclibertario.wordpress.com/2015/09/10/xenofobia-desplazamiento-forzado-y-patriotismo/

Tradução > Sol de Abril


More information about the A-infos-pt mailing list