(pt) NOTÍCIAS, RUSGA LIBERTÁRIA: NOTA DE SOLIDARIEDADE AO MST (MT)

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Sábado, 5 de Setembro de 2015 - 18:25:58 CEST


O INTERESSE DO OPRESSOR É MANTER O OPRIMIDO SEMPRE EM ESTADO DE OPRESSÃO. DIZEMOS NÃO ÀS 
PERSEGUIÇÕES E CRIMINALIZAÇÕES!!! ---- o Estado de Mato Grosso, marcado por uma cultura 
política que guarda tradições como coronelismo, clientelismo, patrimonialismo, voto de 
cabresto, etc. o retrocesso da estrutura política do país, nos parece que essa cartilha 
foi estudada e adotada pelo governo de Pedro Taques, e transmitida a seus secretários, no 
caso da educação, o senhor Permínio Pinto. Em notícias veiculadas pelos "confiáveis" meios 
de comunicação de Mato Grosso, a Seduc acionou o Ministério Público para acabar com o 
ensino ideológico. O alvo: o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Acusando o MST 
de manter um ensino ideológico nas unidades escolares que estão em assentamentos mantidos 
pelo MST, exigindo que símbolos do movimento sejam retirados da escola e acusando o MST de 
utilizar um veículo do Estado para atividades próprias do movimento.

Se não bastasse, questionam o nome das unidades escolares e também criminalizam um evento 
de poesias com a temática "agroecologia", acusando o movimento de obrigar os estudantes a 
produzir poemas que denigrem o agronegócio.

Quer dizer que o governo é bom e o MST é mal? O governo pode ser parcial e os movimentos 
sociais não? Isso não é novidade! Existe um projeto, e esse visa criminalizar qualquer um 
que se oponha aos interesses do latifúndio e do agronegócio no Estado de Mato Grosso.

O governo de Pedro Taques nunca fez pressão com relação ao superfaturamento dos 
maquinários, que custou 40 milhões aos cofres do Estado. Esse escândalo envolve um dos 
maiores latifundiários do Brasil, o senador Blairo Maggi (campeão em desmatamento da 
floresta amazônica) e um dos que mais contribuíram para a campanha de senador em 2010 do 
atual governador. O nome de Permínio Pinto também não nos é estranho. Foi Secretário da 
Educação na gestão de Wilson Santos, que deixou o cargo em 2010 para concorrer a 
Governador de MT e que logo depois foi indicado por Aécio Neves, desde 2011, o ex-prefeito 
de Cuiabá ocupou o cargo de Conselheiro da Estatal Elétrica de Minas Gerais, CEMIG. Wilson 
Santos reapareceu recentemente nos noticiários acusado por improbidade administrativa sob 
suspeita de ter direcionado licitação da obra do Rodoanel, em Cuiabá, no ano de 2005. Vale 
lembrar que Wilson já foi do PDT e migrou para o PSDB, Permínio é do PSDB, legenda da qual 
o governador acaba de se filiar, deixando o PDT, assim como fez o ex-prefeito de Cuiabá 
Wilson Santos.

Pelo "balaio" descrito, podemos dizer que Mato Grosso não tem uma tradição de gestores 
confiáveis. E, como podemos perceber, a perseguição aos movimentos sociais cumpre uma 
função especifica no campo político mato-grossense, fragilizar as lutas sociais no Estado.

Outros colégios detêm simbologia e transmitem com tranquilidade sua "ideologia aos 
estudantes de Mato Grosso". Na capital Cuiabá, basta lembrar da Escola Estadual da Polícia 
Militar " Tiradentes", que tem como objetivo Estimular através da crítica positivista 
(ordem e progresso) os questionamentos analógicos dos conceitos de DEVER, de DIGNIDADE, de 
RESPEITO, de VERDADE e de JUSTIÇA. Para isso, pauta-se em um regime disciplinar que, 
segundo documento, "constitui a base da organização escolar que norteia toda a conduta do 
estudante durante o período escolar, cuja estrutura organizacional fundamentada na 
hierarquia e disciplina militar, constitui fator importante na grande demanda". Isso não é 
ensino ideológico? Além do Tiradentes, temos o Colégio Souza Bandeira, que tem sua direção 
nas mãos da Igreja Católica, mesmo que na Constituição o Ensino Religioso apareça como 
facultativo nas escolas públicas de Ensino Fundamental, ou seja, primando por um estado 
"laico".

Sobre o nome dos colégios dos assentamentos (Florestan Fernandes e Che Guevara), as 
acusações são infundadas. Proibir a utilização desses nomes é uma punição seletiva. No 
Mato Grosso, não faltam homenagens a personagens de tempos sombrios, tais como Colégio 
Presidente Médici (presidente do regime ditatorial), Bairro Júlio Campos (Filiado à Arena 
na época da ditadura), Rua Filinto Muller (torturador do governo Vargas), Estádio Eurico 
Gaspar Dutra (Militar), enfim, não faltariam exemplos.

A perseguição dos movimentos sociais é uma constante na história política deste país. 
Qualquer um que se oponha ao projeto dos mais ricos e da maximização de seus lucros, será 
caçado pelo Estado e seu aparato repressor. No caso da educação e da emancipação via seu 
acesso, lembremos Bakunin "a ciência doravante a representar a consciência coletiva da 
sociedade, deve realmente tornar-se propriedade do mundo". Se a Escola é o local para essa 
apropriação, fica claro o ataque que as elites irão fazer a qualquer projeto que contrarie 
seus interesses.

Por isso, repudiamos com veemência os ataques à Educação. Repudiamos a perseguição que o 
Estado faz ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra!


Criar um Povo Forte!

Ontem e hoje, seguir organizando, resistindo e lutando com os "de baixo"!

Arriba todas e todos os que lutaram e todas e todos que seguem lutando!

Pelo Socialismo e pela Liberdade!

Integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)


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