(pt) Federação Anarquista Gaúcha - FAG: Basta de violência misógina da Brigada Militar!

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Segunda-Feira, 2 de Novembro de 2015 - 22:09:02 CET


As mulheres da Federação Anarquista Gaúcha – FAG repudiam as ações de repressão e 
violência que aconteceram na noite de ontem na Feira do Livro Feminista e Autônoma de 
Porto Alegre, onde muitas mulheres foram gravemente agredidas pela policia (Brigada 
Militar), dentre elas mulheres grávidas. ---- Vivenciamos um contexto em que o Estado tira 
de nós o direito de decidir sobre nossos corpos, legitimando a cultura machista misógina e 
a violência escancarada diariamente contra as mulheres. Justamente em um momento em que o 
feminismo está em evidência, tanto quanto por parte de ações “favoráveis” e contrárias, 
diversos projetos de lei que restringem nossos direitos, dentro eles, o que criminaliza o 
direito ao aborto à mulheres que foram vítimas de estupro, vivenciamos mais essa violência 
às mulheres no dia de ontem.

As violações às mulheres ocorrem, na maioria dos casos, dentro de nossas próprias casas 
enquanto o Estado ainda criminaliza o uso de pílula do dia seguinte, por exemplo, quando 
sabemos que estas leis atingem diretamente as mulheres pobres, pois são elas que seguem 
morrendo às pencas em clínicas clandestinas por procedimentos violentos e precários.
Na semana em que se pauta o tema na redação do ENEM “A persistência da Violência contra a 
Mulher” e polêmicas percorrem diversos setores da sociedade brasileira, ações como essa 
reforçam a necessidade de debater e combater o machismo historicamente enraizado em nossa 
sociedade patriarcal.

Numa iniciativa independente, como foi a constituição da Primeira Feira do Livro Feminista 
e Autônoma de Porto Alegre, uma sequência de atos de violências e provocações percorreram 
todos os dias do evento e culminaram com o desfecho de agressão, violação e perseguição do 
movimento de mulheres.

Nós enquanto anarquistas e feministas nos colocamos em solidariedade irrestrita à luta das 
mulheres. E por isso, reafirmamos que solidariedade é mais que palavra escrita e nenhuma 
agressão passará sem resposta. Nenhuma forma de criminalização da pobreza e do corpo da 
mulher será perdoada.

ARRIBA LAS QUE LUCHAN!
AS FOGUEIRAS SEGUEM ARDENDO E NÓS SEGUIMOS RESISTINDO!
QUEM NÃO PODE COM A FORMIGA, NÃO ATIÇA O FORMIGUEIRO!
PELO FIM DA POLÍCIA MILITAR!
Federação Anarquista Gaúcha (FAG)


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