(pt) Brazil, Coletivo Quebrando Muros - Nota de apoio às/aos estudantes da UEL

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Segunda-Feira, 18 de Maio de 2015 - 13:20:10 CEST


Os governantes farão de tudo para não perder seus privilégios. No massacre de 29 de abril, 
o serviço de inteligência da Secretaria de Segurança Pública sequestrou 4 estudantes da 
Universidade Estadual de Londrina (UEL), com o intuito de criminalizá-los como "grupos 
radicais infiltrados", ou black blocs. A violência cometida durante as prisões foi enorme 
e a única mulher presa foi torturada pela polícia. ---- As imagens do Centro Cívico, 
banhadas em sangue e gás, correram o mundo, e a classe dominante usou seus instrumentos 
para tirar os holofotes do governador do Estado do Paraná, Beto Richa, e do então 
secretário de segurança pública, Fernando Francischini, acusando manifestantes pela 
violência. A absurda Secretaria de Segurança Pública realizou coletiva de imprensa onde 
divulgou imagens de estudantes da UEL preparando misturas contra gás lacrimogênio e spray 
de pimenta, afirmando que seriam bombas caseiras que causariam queimaduras. Também citou o 
Coletivo Quebrando Muros e o coletivo Antifa 16, chamando todos de grupos radicais, 
esperando assim justificar a violência cometida contra as servidoras e servidores públicos 
estaduais.

A mentira não chegou a durar 24 horas. Mesmo a mídia burguesa, que havia veiculado imagens 
de estudantes da UEL e da página do Quebrando Muros, não pôde deixar de desmentir as 
calúnias veiculados pelo serviço de inteligência do Estado. Vários depoimentos, inclusive 
da Reitora da Universidade Estadual de Londrina, desmentiram as acusações de que 
estudantes fabricavam bombas. As denúncias de tortura também tiveram que ser publicadas.

Com o poder político abalado, o secretário de Segurança Pública Francischini e o 
secretário de Educação perderam seus cargos. Quem assumiu a secretaria de segurança foi o 
antigo responsável pela inteligência, Wagner Mesquista, o mesmo que realizou a coletiva em 
que criminalizava estudantes da UEL, o Coletivo Quebrando Muros e o Antifa 16!

O Estado é um instrumento de dominação, independente de quem ocupe seus cargos. Trocar 
secretários ou governantes não mudará essa relação, mas é prova pública de que a luta do 
povo organizado pode transformar a realidade.

Devido à enorme pressão popular, o Ministério Público de Contas do Paraná pediu a 
suspensão imediata da lei que rouba a previdência de servidores públicos. É hora de seguir 
firme nas mobilizações para revogar o projeto aprovado no dia 29.

O Coletivo Quebrando Muros declara total apoio à Greve Estudantil na Universidade Estadual 
de Londrina e às demais universidades estaduais. Entendemos que o momento é favorável para 
as mobilizações crescerem e nos mantermos firmes contra a repressão e a criminalização dos 
movimentos sociais. Vamos seguir acumulando forças e unindo as lutas. Não nos intimidaremos!

Mentiras não passarão! Todo apoio a quem luta!

Mais informações sobre a Greve Estudantil da UEL em 
https://www.facebook.com/greveestudantiluel

https://quebrandomuros.wordpress.com/2015/05/12/nota-de-apoio-asaos-estudantes-da-uel/


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